Nas entrelinhas tu me dizes o que queres...
Não desesperes, eu entendo o labirinto
Desses caminhos desenhados por mulheres
Que normalmente ignoram o que eu sinto.
Quero falar-te e te dizer que estou triste,
Meu ser resiste e meu sorriso, fracamente,
Vai demonstrando uma tristeza que consiste
Em omitir meu sofrimento... simplesmente.
Testas meu ser, tentas criar a criatura
Que tu desejas, mas eu sou tão imutável,
Que continuo a te doar minha ternura
Diante de um comportamento inexplicável.
É bem provável que enfraqueças, no presente,
O que o passado construiu, e é natural,
Que ignores tudo o que meu peito sente...
As amarguras fortalecem-se no mal.
As entrelinhas codificam-se e deixam
Bem muito mais que impressões sensoriais;
Meus risos tristes são desejos que se queixam
Dos teus desejos solitários...desiguais.
Deixas de ti, relíquias que coleciono
Dentro do peito, lacradas no coração
E ao recordá-las, sempre me emociono,
Principalmente quando sinto solidão.
Deixo de mim, no teu silêncio, só rancores
Inusitados, pois, por me cobrares tanto,
Tu conseguiste transformar em dissabores
O mesmo riso que brotava... com meu pranto.
E como nunca posso dar o que tu queres,
...não desesperes...no teu cofre de vontades,
Deixo um amor - que podes ter quando quiseres,
É só buscá-lo, quando a dor sentir saudades.
Mostrar mensagens com a etiqueta Luiz Poeta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luiz Poeta. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
NO DIA DO NATAL MAIS DESEJADO
No dia de Natal... meu doce amigo...
Que sofre abandonado e sem abrigo
Como Jesus sofreu... preso na cruz,
Eu quero que um anjo te visite
E que ele te ofereça um convite,
Para voar nos braços de Jesus.
Eu quero, meu irmão, que neste dia,
Jesus renasça... vivo ! ...em alegria,
Nesse teu coração fragilizado
Por tanta solidão, tanto abandono
E cuide do teu sonho e do teu sono,
No dia do Natal mais desejado...
Eu quero, meu irmão, que o nazareno
Conforte a tua dor e que, sereno,
Te faça, como ele... um menino
Que apesar de frágil e carente,
Se torne poderoso...de repente
E enfrente a força...vã do teu destino.
Eu quero que tu sintas no teu peito
Um coração batendo e satisfeito
No ritmo feliz da emoção
E que neste teu dia de Natal,
Jesus te traga o rumo ideal
Que possa abençoar teu coração.
Eu quero, meu irmão, apenas isto,
Que a imagem poderosa desse Cristo
Que alguns confundem com Papai Noel,
Te faça, mais que nunca, um vencedor
E que substituas tua dor
Por todo amor que emane lá do céu.
Que sofre abandonado e sem abrigo
Como Jesus sofreu... preso na cruz,
Eu quero que um anjo te visite
E que ele te ofereça um convite,
Para voar nos braços de Jesus.
Eu quero, meu irmão, que neste dia,
Jesus renasça... vivo ! ...em alegria,
Nesse teu coração fragilizado
Por tanta solidão, tanto abandono
E cuide do teu sonho e do teu sono,
No dia do Natal mais desejado...
Eu quero, meu irmão, que o nazareno
Conforte a tua dor e que, sereno,
Te faça, como ele... um menino
Que apesar de frágil e carente,
Se torne poderoso...de repente
E enfrente a força...vã do teu destino.
Eu quero que tu sintas no teu peito
Um coração batendo e satisfeito
No ritmo feliz da emoção
E que neste teu dia de Natal,
Jesus te traga o rumo ideal
Que possa abençoar teu coração.
Eu quero, meu irmão, apenas isto,
Que a imagem poderosa desse Cristo
Que alguns confundem com Papai Noel,
Te faça, mais que nunca, um vencedor
E que substituas tua dor
Por todo amor que emane lá do céu.
MENINO...JESUS
Da janela, a menininha olha a estrada...
Está frio, mas a casa é aquecida;
Que presente alegraria sua vida
No Natal ? Seu coração não lhe diz nada.
No presépio, sob luzes cintilantes,
Um Jesus de gesso e tinta está sorrindo
Para ela... Deus do céu... como ele é lindo !
Ela sente o seu amor...por uns instantes.
A vidraça, entretanto não impede
Que ela veja, do outro lado, um menininho
Que caminha pela rua tão...sozinho...
- Cuida, Deus, desse menino - ela pede.
O garoto não a vê e, mansamente,
Vai seguindo seu trajeto solitário
Qual seria, afinal, o itinerário
Que ele busca, caminhando... tristemente ?
Ela, então, por ser criança e, comovida,
Volta os olhos para a manjedoura e diz:
- Cuida dele, meu Jesus e faz feliz
O momento infeliz da sua vida.
Quando os olhos absortos da menina
Se distraem neste gesto natalino,
Ela nota que não vê mais o menino
Que sumiu em uma curva da esquina.
Ao volver o seu olhar angelical
Para a imagem delicada sob a luz,
Ela vê que o menininho era o Jesus
Que ela via, iluminando o seu Natal.
Está frio, mas a casa é aquecida;
Que presente alegraria sua vida
No Natal ? Seu coração não lhe diz nada.
No presépio, sob luzes cintilantes,
Um Jesus de gesso e tinta está sorrindo
Para ela... Deus do céu... como ele é lindo !
Ela sente o seu amor...por uns instantes.
A vidraça, entretanto não impede
Que ela veja, do outro lado, um menininho
Que caminha pela rua tão...sozinho...
- Cuida, Deus, desse menino - ela pede.
O garoto não a vê e, mansamente,
Vai seguindo seu trajeto solitário
Qual seria, afinal, o itinerário
Que ele busca, caminhando... tristemente ?
Ela, então, por ser criança e, comovida,
Volta os olhos para a manjedoura e diz:
- Cuida dele, meu Jesus e faz feliz
O momento infeliz da sua vida.
Quando os olhos absortos da menina
Se distraem neste gesto natalino,
Ela nota que não vê mais o menino
Que sumiu em uma curva da esquina.
Ao volver o seu olhar angelical
Para a imagem delicada sob a luz,
Ela vê que o menininho era o Jesus
Que ela via, iluminando o seu Natal.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
BEIJOS TRÔPEGOS
Eu quero um beijo teu, daqueles demorados,
Que a gente inicia roçando levemente
Os lábios e a língua e até os próprios dentes,
Fingindo que se beija... um beijo ensaiado...
Eu quero um beijo teu, daqueles bem molhados,
Que vai devagarzinho, eletrizando a gente,
Até que o sangue ferve e beijos mais ardentes,
Despertam outros beijos mais apaixonados...
Eu quero um beijo teu que apenas inicie
Um êxtase completo quando o nosso amor
Sussurre mais que fale e apenas pronuncie
Palavras desvairadas, trôpegas... sem nexo...
Um beijo inconseqüente, livre, sem pudor
Que inevitavelmente só termine... em sexo.
Que a gente inicia roçando levemente
Os lábios e a língua e até os próprios dentes,
Fingindo que se beija... um beijo ensaiado...
Eu quero um beijo teu, daqueles bem molhados,
Que vai devagarzinho, eletrizando a gente,
Até que o sangue ferve e beijos mais ardentes,
Despertam outros beijos mais apaixonados...
Eu quero um beijo teu que apenas inicie
Um êxtase completo quando o nosso amor
Sussurre mais que fale e apenas pronuncie
Palavras desvairadas, trôpegas... sem nexo...
Um beijo inconseqüente, livre, sem pudor
Que inevitavelmente só termine... em sexo.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Através desta música
Vim te ver através desta música,
Através desta solidão
Através desta lágrima...
Eu vim te ver
Me perder nos carinhos teus,
Me prender nos abraços teus,
Dissolvere minha ilusão,
Me guardar no teu coração
Ah... se eu pudesse me libertar,
Se eu pudesse me encontrar
No abandono dos braços teus...
Ah... se eu pudesse me libertar,
Se eu pudesse me encontrar
No abandono dos braços teus...
Através desta solidão
Através desta lágrima...
Eu vim te ver
Me perder nos carinhos teus,
Me prender nos abraços teus,
Dissolvere minha ilusão,
Me guardar no teu coração
Ah... se eu pudesse me libertar,
Se eu pudesse me encontrar
No abandono dos braços teus...
Ah... se eu pudesse me libertar,
Se eu pudesse me encontrar
No abandono dos braços teus...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
DISTRAINDO A TUA DOR
Teu olhar procura alguém na multidão
Que habite a solidão do teu caminho,
Mas nem sempre vem na tua direção
Outro coração carente de carinho.
Tu estás constantemente tão sozinho,
Mesmo em meio a tanta gente sorridente;
Tua dor põe teu amor em desalinho
Quando a tua solidão é mais freqüente...
Tu distrais a tua dor quando procuras
A ternura de um olhar mais sedutor,
Mas se encontras esse olhar, tu te torturas,
Pois não vês, nessa ternura, o teu amor.
E então, no espelho vão das utopias
Silenciosas que refletem teus anseios,
Teu olhar transforma a dor em fantasias
E a dilui o teu amor em devaneios.
Que habite a solidão do teu caminho,
Mas nem sempre vem na tua direção
Outro coração carente de carinho.
Tu estás constantemente tão sozinho,
Mesmo em meio a tanta gente sorridente;
Tua dor põe teu amor em desalinho
Quando a tua solidão é mais freqüente...
Tu distrais a tua dor quando procuras
A ternura de um olhar mais sedutor,
Mas se encontras esse olhar, tu te torturas,
Pois não vês, nessa ternura, o teu amor.
E então, no espelho vão das utopias
Silenciosas que refletem teus anseios,
Teu olhar transforma a dor em fantasias
E a dilui o teu amor em devaneios.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
PÉTALA DE POETA
Um poeta não precisa de carinho...
quem precisa é o ser humano onde ele mora,
que respira, sente dor, fica sozinho,
silencia e sorri... e às vezes chora.
Abandonos são recursos necessários
para que a comunhão da poesia
com a vida, reproduza itinerários
solidários do amor com a fantasia.
Um poeta é o sonho que ele inventa
e a palavra necessária delineia
numa página tão clara...ou nevoenta,
o silêncio onde a poesia... devaneia.
Quando livre do olhar de uma pessoa
uma lágrima desliza... afetuosa,
há um poeta que navega ou sobrevoa
o orvalho de uma pétala de rosa...
E se a lágrima de amor acaricia,
sutilmente, um rosto triste na moldura
do silêncio de quem ama... a poesia
denuncia a plenitude da ternura.
É a mão inspiração redesenhando
com matizes de um mistério surreal
esse gesto de dizer: - Estou te amando...
da maneira mais sublime e ideal.
Quando o ser humano sonha, ele transmuta
para dentro de si mesmo, esse poeta
que produz, nos abandonos de uma gruta
de ternura...a poesia mais completa.
Com o tempo, o olhar do ser humano
redescobre uma nova miopia:
é aquela que lhe mostra, em outro plano,
o amor tomando a mão da fantasia.
A poesia é uma pétala no vento,.
aguardando o tempo certo de pousar
no silêncio de quem faz do pensamento,
o momento mais sublime... de sonhar...
quem precisa é o ser humano onde ele mora,
que respira, sente dor, fica sozinho,
silencia e sorri... e às vezes chora.
Abandonos são recursos necessários
para que a comunhão da poesia
com a vida, reproduza itinerários
solidários do amor com a fantasia.
Um poeta é o sonho que ele inventa
e a palavra necessária delineia
numa página tão clara...ou nevoenta,
o silêncio onde a poesia... devaneia.
Quando livre do olhar de uma pessoa
uma lágrima desliza... afetuosa,
há um poeta que navega ou sobrevoa
o orvalho de uma pétala de rosa...
E se a lágrima de amor acaricia,
sutilmente, um rosto triste na moldura
do silêncio de quem ama... a poesia
denuncia a plenitude da ternura.
É a mão inspiração redesenhando
com matizes de um mistério surreal
esse gesto de dizer: - Estou te amando...
da maneira mais sublime e ideal.
Quando o ser humano sonha, ele transmuta
para dentro de si mesmo, esse poeta
que produz, nos abandonos de uma gruta
de ternura...a poesia mais completa.
Com o tempo, o olhar do ser humano
redescobre uma nova miopia:
é aquela que lhe mostra, em outro plano,
o amor tomando a mão da fantasia.
A poesia é uma pétala no vento,.
aguardando o tempo certo de pousar
no silêncio de quem faz do pensamento,
o momento mais sublime... de sonhar...
domingo, 26 de abril de 2009
VAGABUNDO
Nas esquinas desse mundo,
Vou pedindo meu tostão,
Um velho sapato imundo
E um vazio em cada mão.
Se choro na chuva fina,
Buscando meu agasalho,
A tristeza me domina,
Tristeza não tem atalho.
Cubro minha pele nua
Com roupas que cheiram mal,
Vou dormindo pela rua
Numa folha de jornal.
Eu só queria um amigo
Parecido com meu cão,
Que repartisse comigo
Um pedacinho de pão.
Eu só queria um amigo
Mesmo num canto qualquer;
Lua é mulher de mendigo,
Mendigo não tem mulher.
Nas estradas desse mundo
- As estradas não têm fim –
Sou um pobre vagabundo,
Ninguém tem pena de mim.
Vou pedindo meu tostão,
Um velho sapato imundo
E um vazio em cada mão.
Se choro na chuva fina,
Buscando meu agasalho,
A tristeza me domina,
Tristeza não tem atalho.
Cubro minha pele nua
Com roupas que cheiram mal,
Vou dormindo pela rua
Numa folha de jornal.
Eu só queria um amigo
Parecido com meu cão,
Que repartisse comigo
Um pedacinho de pão.
Eu só queria um amigo
Mesmo num canto qualquer;
Lua é mulher de mendigo,
Mendigo não tem mulher.
Nas estradas desse mundo
- As estradas não têm fim –
Sou um pobre vagabundo,
Ninguém tem pena de mim.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
NA SOLIDÃO DO CAMARIM
Na solidão do camarim, ela retira
A maquiagem...quando o rosto se desbota,
Ela percebe que o espelho onde se mira
Revela um rosto que ela vê...mas ninguém nota.
Ela se despe, troca a roupa da atriz
Pela mulher que a personagem escondeu,
Mas a verdade deixa tanta cicatriz,
Que ela nem sabe se aquele rosto é seu.
Ela decora tantos textos, seu papel
Nem sempre é de personagem principal;
Se erra a fala, a platéia é cruel,
Pois quer ouvir o texto mais original.
Ela atravessa a escuridão do auditório
E enquanto pisa a solidão do corredor,
Nota que a vida deixa em cada repertório
A sensação de ter vivido um novo amor.
Ela, então, ganhando as ruas da cidade,
Mirando as luzes coloridas de neon,
Sente na boca a sensual ansiedade
De retocar mais uma vez o seu batom
E se transforma em uma nova personagem
Com sua boca enfeitada de carmim,
Mas quando volta...já desfeita a maquiagem,
Ela retorna à solidão... do camarim.
A maquiagem...quando o rosto se desbota,
Ela percebe que o espelho onde se mira
Revela um rosto que ela vê...mas ninguém nota.
Ela se despe, troca a roupa da atriz
Pela mulher que a personagem escondeu,
Mas a verdade deixa tanta cicatriz,
Que ela nem sabe se aquele rosto é seu.
Ela decora tantos textos, seu papel
Nem sempre é de personagem principal;
Se erra a fala, a platéia é cruel,
Pois quer ouvir o texto mais original.
Ela atravessa a escuridão do auditório
E enquanto pisa a solidão do corredor,
Nota que a vida deixa em cada repertório
A sensação de ter vivido um novo amor.
Ela, então, ganhando as ruas da cidade,
Mirando as luzes coloridas de neon,
Sente na boca a sensual ansiedade
De retocar mais uma vez o seu batom
E se transforma em uma nova personagem
Com sua boca enfeitada de carmim,
Mas quando volta...já desfeita a maquiagem,
Ela retorna à solidão... do camarim.
domingo, 12 de abril de 2009
AS DORES SÃO AMORES QUE RECLAMAM
Levanta o teu olhar, a vida chama !
A vida é sentimento e sedução;
O amor não dói naquele que não ama...
Se dói, é porque existe um coração.
Começa a ressonhar teu sonho antigo;
O abrigo do poeta é o que ele sente;
Na ausência inevitável de um amigo,
O verso é o seu caminho mais freqüente.
Poetas revisitam os que amam
A cada instante triste ou sedutor
As dores são amores que reclamam
A ausência eventual de um novo amor.
Liberta essa ave aprisionada,
No cárcere da alma, silencia
O grito dessa dor engaiolada
Que tua amargura denuncia.
Se o teu amor é dor e pessimismo,
A dor há de doer com mais verdade,
Mas se sobrevoares cada abismo,
Teu sonho vai voar...com liberdade.
A vida é sentimento e sedução;
O amor não dói naquele que não ama...
Se dói, é porque existe um coração.
Começa a ressonhar teu sonho antigo;
O abrigo do poeta é o que ele sente;
Na ausência inevitável de um amigo,
O verso é o seu caminho mais freqüente.
Poetas revisitam os que amam
A cada instante triste ou sedutor
As dores são amores que reclamam
A ausência eventual de um novo amor.
Liberta essa ave aprisionada,
No cárcere da alma, silencia
O grito dessa dor engaiolada
Que tua amargura denuncia.
Se o teu amor é dor e pessimismo,
A dor há de doer com mais verdade,
Mas se sobrevoares cada abismo,
Teu sonho vai voar...com liberdade.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
QUEM ME IMPEDIRIA DE SONHAR ?
Quem me impediria de sonhar ?
Senão a minha dor bem mais intensa !
Sou muito resistente, o meu olhar
Resgata em teu olhar a recompensa.
Quem me impediria de te amar,
Senão teu coração mais arredio,
Que às vezes nem me diz se vai voltar
E sai buscando um mar...no meu navio.
Quem me impediria de querer
Teu corpo, mesmo silenciosamente ?
Se fecho os olhos, busco te rever...
No espelho de um amor inconseqüente.
Procuro nos meus sonhos te esconder,
Mas meu olhar te mostra a todo instante...
Quem mais me impediria de te ter,
Se sou, sem nem saber... o teu amante ?
Senão a minha dor bem mais intensa !
Sou muito resistente, o meu olhar
Resgata em teu olhar a recompensa.
Quem me impediria de te amar,
Senão teu coração mais arredio,
Que às vezes nem me diz se vai voltar
E sai buscando um mar...no meu navio.
Quem me impediria de querer
Teu corpo, mesmo silenciosamente ?
Se fecho os olhos, busco te rever...
No espelho de um amor inconseqüente.
Procuro nos meus sonhos te esconder,
Mas meu olhar te mostra a todo instante...
Quem mais me impediria de te ter,
Se sou, sem nem saber... o teu amante ?
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
PACIFIC...ÂNSIAS
Fala-se de paz... num mundo exclusivista,
Que fecha as portas para a mão que se estende,
O povo grita através da voz do artista,
Mas já não compra o produto que ele vende.
Alguns se esmeram , recriando idealistas
Que propuseram as mudanças radicais
Para o planeta, mas são caricaturistas
Dos anarquistas que destroem nossa paz.
O mundo novo é um velho calculista
Que se perdeu em raciocínios rebuscados,
Mas esqueceu que cada soma futurista
Sempre produz um imperfeito resultado.
Falar de paz sem propagar a união
É não ter paz, é se tornar materialista
Porque aquele que ignora o próprio irmão,
Jamais será um verdadeiro pacifista.
A paz perfeita não pertence aos alquimistas
Nem aos sofistas que se vestem de messias,
E nem aos loucos, bêbados, surrealistas
Que colecionam solidões e fantasias...
Ela é feita desse amor que anestesia
A dor de ver que o desamor nunca conquista
O verdadeiro sentimento de alegria
Que habita a triste solidão de um egoísta.
Que fecha as portas para a mão que se estende,
O povo grita através da voz do artista,
Mas já não compra o produto que ele vende.
Alguns se esmeram , recriando idealistas
Que propuseram as mudanças radicais
Para o planeta, mas são caricaturistas
Dos anarquistas que destroem nossa paz.
O mundo novo é um velho calculista
Que se perdeu em raciocínios rebuscados,
Mas esqueceu que cada soma futurista
Sempre produz um imperfeito resultado.
Falar de paz sem propagar a união
É não ter paz, é se tornar materialista
Porque aquele que ignora o próprio irmão,
Jamais será um verdadeiro pacifista.
A paz perfeita não pertence aos alquimistas
Nem aos sofistas que se vestem de messias,
E nem aos loucos, bêbados, surrealistas
Que colecionam solidões e fantasias...
Ela é feita desse amor que anestesia
A dor de ver que o desamor nunca conquista
O verdadeiro sentimento de alegria
Que habita a triste solidão de um egoísta.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
SOLIDÕES PARTICULARES
Tu te esqueces facilmente que me amas
E te ausentas sem adeuses, sem contatos;
Não te excitas, não conversas... não reclamas
E eu... sozinho... observando teus retratos.
Tu te aqueces no verão que tu recrias,
Mas o gelo triste do teu coração
Torna tuas solidões muito mais frias
E te envolve mais em cada solidão.
Nem te amas... tu apenas silencias,
Procurando um barco nas ondas do mar;
Teu amor navega mares de utopias,
Onde o sonho sempre insiste em naufragar.
Solitário, eu preparo o meu navio,
Solto as velas, crio sonhos imprudentes,
Mas o mar do meu olhar é tão vazio;
Só navego a emoção que tu nem sentes.
Meu amor enfraquecido, enfim, se prostra
E desmaia num sonho particular
Quando o sonho que tu tens nunca se mostra
E é no sonho que o amor quer se abrigar.
Silenciosa, tu caminhas pela sala
Meu olhar segue teus passos...sem destino
Como um barco de papel que o vento embala...
Sob os olhos delicados... de um menino.
Receosos, nossos gestos egoístas
Se restringem ao silêncio de uma dor
Que transforma nossos sonhos... pessimistas
Na arbitrária solidão do mesmo amor.
E te ausentas sem adeuses, sem contatos;
Não te excitas, não conversas... não reclamas
E eu... sozinho... observando teus retratos.
Tu te aqueces no verão que tu recrias,
Mas o gelo triste do teu coração
Torna tuas solidões muito mais frias
E te envolve mais em cada solidão.
Nem te amas... tu apenas silencias,
Procurando um barco nas ondas do mar;
Teu amor navega mares de utopias,
Onde o sonho sempre insiste em naufragar.
Solitário, eu preparo o meu navio,
Solto as velas, crio sonhos imprudentes,
Mas o mar do meu olhar é tão vazio;
Só navego a emoção que tu nem sentes.
Meu amor enfraquecido, enfim, se prostra
E desmaia num sonho particular
Quando o sonho que tu tens nunca se mostra
E é no sonho que o amor quer se abrigar.
Silenciosa, tu caminhas pela sala
Meu olhar segue teus passos...sem destino
Como um barco de papel que o vento embala...
Sob os olhos delicados... de um menino.
Receosos, nossos gestos egoístas
Se restringem ao silêncio de uma dor
Que transforma nossos sonhos... pessimistas
Na arbitrária solidão do mesmo amor.
domingo, 12 de outubro de 2008
DIA DE QUALQUER CRIANÇA
Hoje é dia da criança,
mas criança é todo dia,
não só criança limpinha,
engomadinha e sadia...
Mas a criança sujinha,
magrinha, passando fome,
criança que pede esmola,
criança que nem tem nome.
Criança sem pai e sem mãe,
sem casa e sem escola,
criança chutando lata,
fazendo lata de bola.
Hoje é dia da criança,
mas que dia mais sem graça...
com tanta criança triste
dormindo num banco de praça
mas criança é todo dia,
não só criança limpinha,
engomadinha e sadia...
Mas a criança sujinha,
magrinha, passando fome,
criança que pede esmola,
criança que nem tem nome.
Criança sem pai e sem mãe,
sem casa e sem escola,
criança chutando lata,
fazendo lata de bola.
Hoje é dia da criança,
mas que dia mais sem graça...
com tanta criança triste
dormindo num banco de praça
terça-feira, 7 de outubro de 2008
ENERGIA
Tu energizas teu amor quando te soltas
nesses abismos delicados onde a dor
é uma flor pairando leve... dando voltas
sobre as sublimes emoções do teu amor.
Tu te energizas, quando tuas fantasias
vão diluindo tuas tintas emotivas
no conteúdo sedutor das poesias
que reproduzem teu amor em cores vivas.
E se tu captas o amor de quem te oferta
um pedacinho delicado de emoção,
há nesse ato de amor que te desperta,
mais que um poeta te ofertando um coração...
É um irmão em cuja alma colorida,
a vida pulsa, diluída no matiz
da tua alma, onde a dor mais atrevida
nunca revida à emoção de ser feliz.
nesses abismos delicados onde a dor
é uma flor pairando leve... dando voltas
sobre as sublimes emoções do teu amor.
Tu te energizas, quando tuas fantasias
vão diluindo tuas tintas emotivas
no conteúdo sedutor das poesias
que reproduzem teu amor em cores vivas.
E se tu captas o amor de quem te oferta
um pedacinho delicado de emoção,
há nesse ato de amor que te desperta,
mais que um poeta te ofertando um coração...
É um irmão em cuja alma colorida,
a vida pulsa, diluída no matiz
da tua alma, onde a dor mais atrevida
nunca revida à emoção de ser feliz.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
SAX
Não há mensagens no teu telefone...
Nem cartas, nem bilhetes... só saudades
E o som fiel do teu saxofone
Vagando em tuas sensibilidades.
Não sopras, beijas... produzindo sons,
Como se murmurasses tua dor...
As formas que tu vês são só neons
Criando um bailado sedutor.
A música passeia pela sala
Enorme... sem aplausos ou platéia...
E enquanto o teu coração se cala,
O som resvala doce... da traquéia...
Apagas tua luz, queres ficar
Sozinho, recriando a harmonia
Em tons, já que não podes recriar
O amor que se perdeu... por ironia...
Não falas, mas a música articula
O que tu gostarias de dizer
E enquanto a tristeza te anula
A melodia acorda o teu prazer.
O jaz passeia lento, convidando
Os pares a dançar...então, um blues
Se solta do instrumento e vais soprando
As mágoas, transformando o som... em luz...
Num êxtase, angústias bailarinas
Deslizam nos salões da tua dor
E envolvem tuas trôpegas retinas
Ao som desse teu sax...tenor.
Nem cartas, nem bilhetes... só saudades
E o som fiel do teu saxofone
Vagando em tuas sensibilidades.
Não sopras, beijas... produzindo sons,
Como se murmurasses tua dor...
As formas que tu vês são só neons
Criando um bailado sedutor.
A música passeia pela sala
Enorme... sem aplausos ou platéia...
E enquanto o teu coração se cala,
O som resvala doce... da traquéia...
Apagas tua luz, queres ficar
Sozinho, recriando a harmonia
Em tons, já que não podes recriar
O amor que se perdeu... por ironia...
Não falas, mas a música articula
O que tu gostarias de dizer
E enquanto a tristeza te anula
A melodia acorda o teu prazer.
O jaz passeia lento, convidando
Os pares a dançar...então, um blues
Se solta do instrumento e vais soprando
As mágoas, transformando o som... em luz...
Num êxtase, angústias bailarinas
Deslizam nos salões da tua dor
E envolvem tuas trôpegas retinas
Ao som desse teu sax...tenor.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
DÁDIVA DA VIDA
Permita, Deus, que ao recordar meu semelhante,
Eu sempre lembre um tempo bom do seu amor
E que esse amor que ele despreza, num instante
Repouse em mim com minha paz de sonhador.
Que todo o tempo que foi bom sempre permita
Que eu perdoe quem me fere o coração,
E que o amor fraterno traga a paz bendita
Que ele perdeu quando escolheu a solidão.
Permita, Deus, que eu nunca sinta essa arrogância,
Fruto da ânsia que nos torna desiguais
E que o amor nunca repouse na inconstância
Que sempre rouba, do silêncio, a nossa paz.
Permita, Deus, que essa tristeza que me invade,
Quando um irmão despreza cada sentimento
Que eu dediquei... que ela se perca na saudade
Do tempo bom que construiu cada momento.
Permita Deus, que o meu irmão sempre me vejaC
omo alguém que só deseja ser feliz
Com poucas coisas... e que o sonho que ele almeja
Sempre o proteja dessa dor que eu nunca quis.
Permita, Deus, a cada irmão que me perder,
Que ele não sofra essa saudade dolorida
Que a gente sente quando o vê o irmão morrer
E, sem querer, perde uma dádiva da vida.
Eu sempre lembre um tempo bom do seu amor
E que esse amor que ele despreza, num instante
Repouse em mim com minha paz de sonhador.
Que todo o tempo que foi bom sempre permita
Que eu perdoe quem me fere o coração,
E que o amor fraterno traga a paz bendita
Que ele perdeu quando escolheu a solidão.
Permita, Deus, que eu nunca sinta essa arrogância,
Fruto da ânsia que nos torna desiguais
E que o amor nunca repouse na inconstância
Que sempre rouba, do silêncio, a nossa paz.
Permita, Deus, que essa tristeza que me invade,
Quando um irmão despreza cada sentimento
Que eu dediquei... que ela se perca na saudade
Do tempo bom que construiu cada momento.
Permita Deus, que o meu irmão sempre me vejaC
omo alguém que só deseja ser feliz
Com poucas coisas... e que o sonho que ele almeja
Sempre o proteja dessa dor que eu nunca quis.
Permita, Deus, a cada irmão que me perder,
Que ele não sofra essa saudade dolorida
Que a gente sente quando o vê o irmão morrer
E, sem querer, perde uma dádiva da vida.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
DÁDIVA DA VIDA
Permita, Deus, que ao recordar meu semelhante,
Eu sempre lembre um tempo bom do seu amor
E que esse amor que ele despreza, num instante
Repouse em mim com minha paz de sonhador.
Que todo o tempo que foi bom sempre permita
Que eu perdoe quem me fere o coração,
E que o amor fraterno traga a paz bendita
Que ele perdeu quando escolheu a solidão.
Permita, Deus, que eu nunca sinta essa arrogância,
Fruto da ânsia que nos torna desiguais
E que o amor nunca repouse na inconstância
Que sempre rouba, do silêncio, a nossa paz.
Permita, Deus, que essa tristeza que me invade,
Quando um irmão despreza cada sentimento
Que eu dediquei... que ela se perca na saudade
Do tempo bom que construiu cada momento.
Permita Deus, que o meu irmão sempre me veja
Como alguém que só deseja ser feliz
Com poucas coisas... e que o sonho que ele almeja
Sempre o proteja dessa dor que eu nunca quis.
Permita, Deus, a cada irmão que me perder,
Que ele não sofra essa saudade dolorida
Que a gente sente quando o vê o irmão morrer
E, sem querer, perde uma dádiva da vida.
Eu sempre lembre um tempo bom do seu amor
E que esse amor que ele despreza, num instante
Repouse em mim com minha paz de sonhador.
Que todo o tempo que foi bom sempre permita
Que eu perdoe quem me fere o coração,
E que o amor fraterno traga a paz bendita
Que ele perdeu quando escolheu a solidão.
Permita, Deus, que eu nunca sinta essa arrogância,
Fruto da ânsia que nos torna desiguais
E que o amor nunca repouse na inconstância
Que sempre rouba, do silêncio, a nossa paz.
Permita, Deus, que essa tristeza que me invade,
Quando um irmão despreza cada sentimento
Que eu dediquei... que ela se perca na saudade
Do tempo bom que construiu cada momento.
Permita Deus, que o meu irmão sempre me veja
Como alguém que só deseja ser feliz
Com poucas coisas... e que o sonho que ele almeja
Sempre o proteja dessa dor que eu nunca quis.
Permita, Deus, a cada irmão que me perder,
Que ele não sofra essa saudade dolorida
Que a gente sente quando o vê o irmão morrer
E, sem querer, perde uma dádiva da vida.
terça-feira, 22 de julho de 2008
TEMPO DE SER FELIZ
É tempo de recomeço,
Existe tanto tropeço
Que independe do chão;
O amor é dor pelo avesso
E paira em cada arremesso
A sombra da própria mão.
É tempo de poesia,
Nas asas da fantasia
O coração quer voar
E voa nele a alegria
Nos rumos da utopia
Que existe dentro do olhar.
É tempo de reconquista,
O que se perde de vista,
Flutua dentro de nós
E para que a dor desista,
O amor se torna o artista
Que canta dentro da voz.
É tempo de ser feliz,
O coração nunca diz
O que a razão quer falar
E se o amor pede bis,
A dor não cria raiz
No brilho de cada olhar.
Existe tanto tropeço
Que independe do chão;
O amor é dor pelo avesso
E paira em cada arremesso
A sombra da própria mão.
É tempo de poesia,
Nas asas da fantasia
O coração quer voar
E voa nele a alegria
Nos rumos da utopia
Que existe dentro do olhar.
É tempo de reconquista,
O que se perde de vista,
Flutua dentro de nós
E para que a dor desista,
O amor se torna o artista
Que canta dentro da voz.
É tempo de ser feliz,
O coração nunca diz
O que a razão quer falar
E se o amor pede bis,
A dor não cria raiz
No brilho de cada olhar.
sábado, 14 de junho de 2008
QUEM A GENTE AMA, NUNCA VAI EMBORA
Quem a gente ama, nunca vai embora,
Apenas se ausenta, e sem que a gente chame,
Volta sem aviso, chega a qualquer hora,
Não chora e nem pede que a gente o ame.
Por mais que pareça estranho o ausentar-se,
Sem nunca partir, se o coração reclama,
Logo o ser amado vem aconchegar-se
Leve e repentino, quando a gente ama.
Quem a gente ama verdadeiramente
Sente o chamamento e vem, se o coração
Clama a afeição de quem se torna ausente
Quando o peito sente mais que solidão.
Quem a gente ama, paira na essência
Leve do perfume que fica no ar,
Quando o nosso amor reflete a inocência
Lírica do amor que a gente quer sonhar.
Quem a gente ama, volta sem ter ido,
Criando um sentido novo para o amor
E se o coração está triste e ferido,
Este ser querido cura a nossa dor.
Quem a gente ama, nunca se ausenta,
Entra de repente sem ser convidado
E, se do vazio, a dor se alimenta,
O amor complementa o ser abandonado.
Quem a gente ama, não morre nem parte,
Basta que o silêncio habite o nosso ser
Que a saudade chega e refaz, com arte,
O todo da parte que quer renascer.
Apenas se ausenta, e sem que a gente chame,
Volta sem aviso, chega a qualquer hora,
Não chora e nem pede que a gente o ame.
Por mais que pareça estranho o ausentar-se,
Sem nunca partir, se o coração reclama,
Logo o ser amado vem aconchegar-se
Leve e repentino, quando a gente ama.
Quem a gente ama verdadeiramente
Sente o chamamento e vem, se o coração
Clama a afeição de quem se torna ausente
Quando o peito sente mais que solidão.
Quem a gente ama, paira na essência
Leve do perfume que fica no ar,
Quando o nosso amor reflete a inocência
Lírica do amor que a gente quer sonhar.
Quem a gente ama, volta sem ter ido,
Criando um sentido novo para o amor
E se o coração está triste e ferido,
Este ser querido cura a nossa dor.
Quem a gente ama, nunca se ausenta,
Entra de repente sem ser convidado
E, se do vazio, a dor se alimenta,
O amor complementa o ser abandonado.
Quem a gente ama, não morre nem parte,
Basta que o silêncio habite o nosso ser
Que a saudade chega e refaz, com arte,
O todo da parte que quer renascer.
Subscrever:
Mensagens (Atom)