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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Questão de amor.....

Ah, este doce amar que me leva a

Ser quem és,

Marca-me, tangendo branduras,

Na plenitude de todo meu ser.

Ah, esta controversa loucura,

Que insiste e me leva a ti

Na agida vacuidade de um querer

Abstrato por conta de si,

Até mesmo antes de ser,

Todo o poder do amor

Que sempre te devotarei

Antes que te esqueças de mim

E logo mais, se evapore meu ser....

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Luzes se fazem.....

Luzes eram lampejos

Esvaiam-se na horizontal amplidão

De um universo ressurgido de si

A que viera para existir.

Ser paz de quietude,

Às almas em que se saúde

A profícua alegria de se pensar

Que em verdade sempre vale

Todo intento de se amar

E não há luz que não se ame

Ou nos deixe sem vibrar

Mesmo em parcos espaços

Ou rarefeitas esperanças

Há mesmo que se pensar

Que os céus nunca nos esquecem,

Estão prontos para receber,

Todo o humano labutar

Na difusão dos sentimentos

Em que se irá encontrar

A vida que se inicia

Sob o mais singelo rebrilhar....

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Primaveril

E a primavera se fez luz em meu ser

Tanto quisera, tanto pudera,

Este brilho ela fez despontar.

Também renasci à luz

Que me provém dos olhos teus,

Sem flores dispersas no chão,

Somente pétalas no enredo

Deste céu que me acolhe

E em amor se traduz,

Agora a pergunta:

Por que então quisera

O próprio amor me ver feliz,

Ainda é primavera nos campos sem fim...?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Luz das manhãs

Oh calma luz das minhas apequenadas manhãs

Poupa-me de vosso parco fulgor

Torna-me a alma por si mesma, sobrelevada,

Dá-me ainda, ouvidos para a melodia,

Que, tal qual a doce brisa do entardecer,

Soa com angelical leveza nos recantos de mim

Para que seja lépido o levitar

Pelas estradas que demarcam a saudade

Que sinto e me invade, quando penso ternura,

A respeito de ti, vereda-mor a caminho

Do amor que me unirá à excelsa paz

De ser feliz...

Condicional

Fiz-me réu da própria insensatez

Alquebrou-se parte d'alma

Atreveu-se, assaltou-me a mudez,

Sonhei tão meiga ternura,

Apesar de recluso nas dimensões do nada

Deste tempo que desejo esquecer

Fiz-me amor, a rogo da candura,

Busquei-te como luz aos ensejos

E ao evocar toda magia dos beijos

Reencontrei-te transida de esperanças,

Pois confessar foi preciso

Que apesar disso tudo

O amor jamais estará mudo,

Ele somente te encerra em mim

No infindo albor de nossa cumplicidade

Uma vez que o céu é o limite

E o horizonte, o caminho da paz de nós dois.......

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Querer

Te quero tanto

E tanto te quero antes

Que o agora é depois

Te vejo no pretérito

Mas, de qualquer forma te quero

Mesmo que a esvoaçar levemente

Nas nívias nuvens do meu sonhar

Ah, sim, te amo

Buscar-te-ia na antecedência

De mim mesmo

Recorreria aos limites

Ainda assim, te amaria,

Mais que às fronteiras de meu ser,

Pois afeito ao ego

Tornei-me cego à luz do teu amor,

Mas em verdade te quero

Até mesmo, mais que a mim!