Mostrar mensagens com a etiqueta Graça Ribeiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Graça Ribeiro. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Amar...amor

Como explicar embriaguez
do nosso canto sem pausa
ao executarmos a partitura
do grito...no corpo da voz?

Como definir o Te amo
se te quero dentro e tanto
que o meu coração sai
quando te penso!

Toma-me com vontade
Inunda-me de paz
não deixa a vida
se perder nas digitais

Amar, amor... é bom demais!

Faz...faz...faz

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ser poeta

Ser poeta é ter no coração eterna chama
Que desperta calor da palavra mais fria
e na tessitura da letra procurar a trama
Que traduza os sentimentos de todo dia

É colocar na ponta dos dedos toda magia
e conduzir-se por esta via de impermanência
buscando ouvir o pranto e sentir toda poesia
para libertar o esquecido dentro da essência

É ter desejos que vão muito além do possível
Calçar os pés com asas da inusitada fantasia
Imaginar o prazer do beijo irreal e inacessível

É na alma da palavra amar todos os sentidos
Recolher versos e sonhos perdidos no caminho
e na solidão do poema nunca se sentir sozinho

sábado, 13 de setembro de 2008

Do amor

O amor existe, persiste, insiste
e nunca se deixa amordaçar.
Mesmo quando se sente triste
ele sabe que tudo vai passar

O amor é fonte absoluta de energia
eleva a alma, dá à vida mais alegria
é como o oxigênio que ninguém vê
mas se faltar deixamos de viver

Acho que o amor não é porto seguro
mas âncora que nos salva do escuro
é mar com várias ondas intercaladas
domingo, tarde sol, noite enluarada


O amor me diz tanta coisa sem dizer
que nenhuma palavra nesse mundo
nenhum pôr-do-sol ou dia chuvoso
poderia traduzir o meu sentir amoroso

E sinto tanto amor, sinto tanto amor
que ouso tentar descrever um sentir
que ainda não consigo definir

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Qualquer dia

Qualquer dias desses perco o juízo
mergulho neste oceano de loucuras
vou à procura desse amor cigano

Chega de tanta paixão abstrata
não quero mais sonhar acordada
afinal, o tempo não pára pra nada

Qualquer dia encontro coragem
financio a minha passagem
e levo só amor na bagagem

Vou ao encontro dessa paixão
que tira os meus pés do chão
Em todos os sentidos

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Que amor é esse?

Que amor é esse que vicia, cola,
arrasta, enrola-se na insensatez
revela-se diante de um talvez?

Que amor é esse que se apropria
do olhar de um dia, canto da hora,
e se entrega ao calor da fantasia?

Que amor é esse que ao acordar
provoca infindáveis arrepios no colo
inundando de paz a correnteza do rio?

Que amor e esse que seduz a palavra,
escuta a voz, fascina, alucina, ensina
e conduz ao secreto campo dos sonhos ?

Que amor é esse que sobrevoa metáforas
mergulha sob um veleiro de sentidos
ancorado no cio das letras?

Ah! Esse amor...

Amor que se multiplica em espelho
e ao despertar o delirio do corpo
perde o grito na própria imagem

Em nós!...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Amor Distante

A brisa tem um quê de mar
como se transportasse querer,
voz, sussurros, afeto, carinho

Sentimentos de um ser distante
que deseja amar a todo instante
e escreve pra não se sentir sozinho

Amante de todas as fases e vontades
busca na textura da letra o lenitivo
para aconhegar a alma em conflito

Entre exclamações e reticências
toma consciencia da incompletude
que encobre sua cama de sígnos

O pássaro pousa na janela
trama o canto na palavra
e inunda o verso de sal

É tempo de abraçar o vento
deixar a emoção levar a folha
e abandonar de vez a solidão