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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

*... MAIS UM DIA... MENOS UM DIA

Mais um dia, menos um dia,
A alegria que pode alegrar,
ou a tristeza que vai fazer chorar,

Mais um dia, menos um dia,
Para mim e para você
Pra sorrir ou pra sofrer

Mais um dia, menos um dia,
na vida de todos mártires,
ou na estupidêz dos insanos,
ou na glória dos bem aventurados.

Que fazer com mais um dia,
que perder com menos um dia?
Tudo!Nada!
Depende! Alguém me diria.

Que fazer com mais um dia?
E se fôsse o derradeiro dia?
Seria então menos um dia,
quando se acabasse esse dia?

Doce ilusão de um dia,
Quando tu me conheceste,
E eu faceira e feliz,
Ansiava por muitos dias.

Mais um dia, menos um dia
Tudo ou nada , dependeria
Dos olhos que veriam o dia,
que mal nasceu e já terminaria.

Triste lembrança de um dia!
O dia que foi mais um dia.
O dia em que tu te fostes,
O dia que me abandonaste!

Mais um dia, menos um dia,
Que fazer com mais um dia?
Que esperar de mais um dia?
Que perder com menos um dia?

Mais um dia e o sol brilharia,
Menos um dia .
Menos um dia...
Onde eu perdi o meu sol?

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Poema

Somente te sentir
Ficar, sem vontade de partir
Acordar triste e se fazer contente
No corpo um bom banho quente .

Lembrar de ti
Deixar na veia o sangue ferver
Sentí-lo aqui
E de lembranças viver

Descrever uma saudade
Fazer dela um tema.
Rabiscar letrinhas
Reuní-las num poema

Imaginar teu calor
Pelo meu corpo subindo
Sentir teu cheiro no ar
Rever teu rosto sorrindo

Já não me importo
Pois te guardei comigo
Foi-se aquele tempo
Que queria teu abrigo.

Agora sem choro, nem vela
Porque aqui ninguém morreu.
Apenas fiquei sozinha,
Com esse poema que é teu.

terça-feira, 3 de abril de 2007

E s t a ç õ e s

O inverno chora suas últimas lágrimas
E a chuva fina não perdoa
Frias e geladas madrugadas
São boas pra chá, filminho e cama.
Ah! como é bom cama no inverno

Mas estas noites de frio e cama
Saberão abrir suas janelas e portas
E nos devolver noites de luzes
Dias atrás, me apanhei olhando folhas,
Aquelas todas que o outono espalhou
Amareladas, avermelhadas,
Ressequidas, desidratadas.
Eram tantas que perdi a conta!
Tão gostoso andar sobre elas
Ouvindo aquele estalido
Leve e curto, virando pó.
Venta vento... Faz friagem
Logo tudo se modifica
É agosto chegando ao fim
Todo ano é sempre assim.
Esperando com paciência
O colorido retorna
As flores da primavera
Chegarão no mês que vem

E as almas esperançosas
Recolherão como a minha
Rosas, dálias ou jasmins
Renascidas em todos os jardins

O sol em cena a aquecer
Como ator principal
Astro rei do amanhecer
Fica até o Carnaval

sábado, 31 de março de 2007

Soltando as Amarras

Façamos de conta que o hoje
Fique apenas eternizado
No fundo de nossos olhos
Que vê a tudo extasiado.
Soltarei primeiro os cabelos
Que há tempos prendo com laço.
Tirarei os meus sapatos
Que é bem melhor ficar descalço.
Vou esquecer que fui gente,
Pois, de hoje em diante,
Do meu passado
Eu me desfaço.
Não querendo, mas fazendo,
Despeço-me dessa baderna.
Vou mesmo é levantar asas,
E bater em retirada.
Há quem goste e por aqui fica.
Mas eu já ando tão cansada.
Quem sabe num dia desses
Amanheço acorrentada.
Vai saber? Vai saber...
Eu é que não pago esta conta
De incompetentes estou farta!
Quero os meus e eu, contentes

Da rotina me cansei.
Tantos danos me causei.
Vou me embora, sem destino
Não fico mais aqui não.
Tanto falam, tanto cobram.
Mas na hora de fazer... Cadê?
Eu quero é soltar as amarras!
E Você?