À dor reajo sempre com amor
E será assim até ao fim do mundo;
Será assim na ventura e na desgraça
O eco com fulgor dentro da taça...
Porque erigi a taça como senda
Do percurso sonoro corrigido,
Ornado no bordado da palavra:
Mito do que foi lido nesta lavra.
Cheguei onde reajo com um intento:
O de dar tudo o que me foi doado
No sonho lento em que ele foi formado
E em que tudo se forma com Beleza
O gesto borboleta, talvez g(i)esta
Ou brinde à mesa na taça duma festa.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
EU, SIMÃO CIRENEU
Com Cristo exausto, ao meu lado, carreguei
A Cruz sangrada, salpicada de suor,
Até à emoção dum destino traçado
Nas profecias que exaltam a dor-mor!
De alegria em suplício caminhei
Lancetado pelas pragas de um povo,
quase rei !
Quase morri também nesse cruel suplício...
Quantas vezes pedi a Deus a terrena protecção!
Também cansei, chorei, suei, sangrei, implorei
Com a crença na omnicompaixão...
Fui assim recobrando a força de viver
- por falta de esperança, nunca morrer
na humilhação!
A caminho do Gólgota Te disse claramente:
Cobiças e orgulhos, leve-os este tormento
Expiado ficarei e jamais lamento
Ter-te ajudado para que finalmente
Tu me fiques dentro!
Vamos ser condenados pelo que fizemos
E também por aquilo que não fizemos...
que é isto o que mais dói!
E Tu me respondeste que vale a pena morrer
Por ideais, pelo futuro que só em sonhos se vê
Na nossa mão...
(Acreditei em Ti, mas continuas pregado
nessa Cruz,
Ainda hoje a guardar a salvação!)
Era uma Cruz suada, uma Cruz enorme,
Carregada pelo mundo num tom disforme!
Houve e há cidadãos rindo fartamente
Desta condição vil...
No fundo riem-se deles, pois são iguais!
- Não se apercebem deste ciclo imbecil,
Julgando o que são por errados sinais!
(Julgam que são sem o serem, que são o que
Nunca serão, nem foram, nem futuro sonham,
E nesta ilusão morrerão de ronha e peçonha!)
Foi uma Cruz suada, uma Cruz enorme,
Que carreguei pelo mundo em tom disforme
Com mostrada miséria descarnada!
Exibo-a agora que perdi qualquer certeza
Até à cena final, a vida expiada
Por vândalos que definham
a Natureza!
A Cruz sangrada, salpicada de suor,
Até à emoção dum destino traçado
Nas profecias que exaltam a dor-mor!
De alegria em suplício caminhei
Lancetado pelas pragas de um povo,
quase rei !
Quase morri também nesse cruel suplício...
Quantas vezes pedi a Deus a terrena protecção!
Também cansei, chorei, suei, sangrei, implorei
Com a crença na omnicompaixão...
Fui assim recobrando a força de viver
- por falta de esperança, nunca morrer
na humilhação!
A caminho do Gólgota Te disse claramente:
Cobiças e orgulhos, leve-os este tormento
Expiado ficarei e jamais lamento
Ter-te ajudado para que finalmente
Tu me fiques dentro!
Vamos ser condenados pelo que fizemos
E também por aquilo que não fizemos...
que é isto o que mais dói!
E Tu me respondeste que vale a pena morrer
Por ideais, pelo futuro que só em sonhos se vê
Na nossa mão...
(Acreditei em Ti, mas continuas pregado
nessa Cruz,
Ainda hoje a guardar a salvação!)
Era uma Cruz suada, uma Cruz enorme,
Carregada pelo mundo num tom disforme!
Houve e há cidadãos rindo fartamente
Desta condição vil...
No fundo riem-se deles, pois são iguais!
- Não se apercebem deste ciclo imbecil,
Julgando o que são por errados sinais!
(Julgam que são sem o serem, que são o que
Nunca serão, nem foram, nem futuro sonham,
E nesta ilusão morrerão de ronha e peçonha!)
Foi uma Cruz suada, uma Cruz enorme,
Que carreguei pelo mundo em tom disforme
Com mostrada miséria descarnada!
Exibo-a agora que perdi qualquer certeza
Até à cena final, a vida expiada
Por vândalos que definham
a Natureza!
sábado, 22 de março de 2008
EU, SIMÃO CIRENEU
Com Cristo exausto, ao meu lado, carreguei
A Cruz sangrada, salpicada de suor,
Até à emoção dum destino traçado
Nas profecias que exaltam a dor-mor!
De alegria em suplício caminhei
Lancetado pelas pragas de um povo,
quase rei !
Quase morri também nesse cruel suplício...
Quantas vezes pedi a Deus a terrena protecção!
Também cansei, chorei, suei, sangrei, implorei
Com a crença na omnicompaixão...
Fui assim recobrando a força de viver
- por falta de esperança, nunca morrer
na humilhação!
A caminho do Gólgota Te disse claramente:
Cobiças e orgulhos, leve-os este tormento
Expiado ficarei e jamais lamento
Ter-te ajudado para que finalmente
Tu me fiques dentro!
Vamos ser condenados pelo que fizemos
E também por aquilo que não fizemos...
que é isto o que mais dói!
E Tu me respondeste que vale a pena morrer
Por ideais, pelo futuro que só em sonhos se vê
Na nossa mão...
(Acreditei em Ti, mas continuas pregado
nessa Cruz,
Ainda hoje a guardar a salvação!)
Era uma Cruz suada, uma Cruz enorme,
Carregada pelo mundo num tom disforme!
Houve e há cidadãos rindo fartamente
Desta condição vil...
No fundo riem-se deles, pois são iguais!
- Não se apercebem deste ciclo imbecil,
Julgando o que são por errados sinais!
(Julgam que são sem o serem, que são o que
Nunca serão, nem foram, nem futuro sonham,
E nesta ilusão morrerão de ronha e peçonha!)
Foi uma Cruz suada, uma Cruz enorme,
Que carreguei pelo mundo em tom disforme
Com mostrada miséria descarnada!
Exibo-a agora que perdi qualquer certeza
Até à cena final, a vida expiada
Por vândalos que definham
a Natureza!
A Cruz sangrada, salpicada de suor,
Até à emoção dum destino traçado
Nas profecias que exaltam a dor-mor!
De alegria em suplício caminhei
Lancetado pelas pragas de um povo,
quase rei !
Quase morri também nesse cruel suplício...
Quantas vezes pedi a Deus a terrena protecção!
Também cansei, chorei, suei, sangrei, implorei
Com a crença na omnicompaixão...
Fui assim recobrando a força de viver
- por falta de esperança, nunca morrer
na humilhação!
A caminho do Gólgota Te disse claramente:
Cobiças e orgulhos, leve-os este tormento
Expiado ficarei e jamais lamento
Ter-te ajudado para que finalmente
Tu me fiques dentro!
Vamos ser condenados pelo que fizemos
E também por aquilo que não fizemos...
que é isto o que mais dói!
E Tu me respondeste que vale a pena morrer
Por ideais, pelo futuro que só em sonhos se vê
Na nossa mão...
(Acreditei em Ti, mas continuas pregado
nessa Cruz,
Ainda hoje a guardar a salvação!)
Era uma Cruz suada, uma Cruz enorme,
Carregada pelo mundo num tom disforme!
Houve e há cidadãos rindo fartamente
Desta condição vil...
No fundo riem-se deles, pois são iguais!
- Não se apercebem deste ciclo imbecil,
Julgando o que são por errados sinais!
(Julgam que são sem o serem, que são o que
Nunca serão, nem foram, nem futuro sonham,
E nesta ilusão morrerão de ronha e peçonha!)
Foi uma Cruz suada, uma Cruz enorme,
Que carreguei pelo mundo em tom disforme
Com mostrada miséria descarnada!
Exibo-a agora que perdi qualquer certeza
Até à cena final, a vida expiada
Por vândalos que definham
a Natureza!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
MISTIFÓRIO DO SONHO
De sonho em sonho lindo
evolui a humanidade
descansa o dia findo
na noite quando sonhada
Há um sonho ao quadrado
que nos leva ao infinito
e outro sonho apressado
que não sonha o novo mito
Os mitos que eu conheço
são feios como o diabo
não sonham que estremeço
ao ver-lhes os seios e o rabo
Sonho e o sonho vai andando
a todos nos trapaceando
e há outro mito girino
no sonho que toca o sino
Sonho que sonho em sonho
um sonho que é novo mito
ele obriga a novo rito
excluindo o enfadonho
Sonho que sonho mito
mito que mito o sonho
no sonho há novo rito
e o sonho sai-me risonho
Quando cito que o sonho é rito
e o rito o mito do sonho
bisonho é o facho do sonho
que lhe credito e debito
E o que debito é só sonho
e no mito me credito
habito em tudo o que é rito
saído do que é enfadonho
Tudo fito e mais o rito
ponho o sonho ao quadrado
apito e toco no sino
e o mito fica sonhado
Há mito que é maldito
por não ter rito de sonho
mas sonho o novo mito
quando alegra e é risonho!
evolui a humanidade
descansa o dia findo
na noite quando sonhada
Há um sonho ao quadrado
que nos leva ao infinito
e outro sonho apressado
que não sonha o novo mito
Os mitos que eu conheço
são feios como o diabo
não sonham que estremeço
ao ver-lhes os seios e o rabo
Sonho e o sonho vai andando
a todos nos trapaceando
e há outro mito girino
no sonho que toca o sino
Sonho que sonho em sonho
um sonho que é novo mito
ele obriga a novo rito
excluindo o enfadonho
Sonho que sonho mito
mito que mito o sonho
no sonho há novo rito
e o sonho sai-me risonho
Quando cito que o sonho é rito
e o rito o mito do sonho
bisonho é o facho do sonho
que lhe credito e debito
E o que debito é só sonho
e no mito me credito
habito em tudo o que é rito
saído do que é enfadonho
Tudo fito e mais o rito
ponho o sonho ao quadrado
apito e toco no sino
e o mito fica sonhado
Há mito que é maldito
por não ter rito de sonho
mas sonho o novo mito
quando alegra e é risonho!
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