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quinta-feira, 10 de junho de 2010

São tuas mãos, Senhor?

São tuas mãos, Senhor?
Que me acariciaram, ontem, enquanto eu chorava de dor?
E, em cada cerrar de olhos as lágrimas... sobre a minha face, desciam.
- Tu choraste também?
Porque eu sei que amigos choram juntos, e Tu és o meu melhor Amigo.
Sei que Te importas comigo, que Tu és sempre o abrigo daquele que perdeu o chão.
Eleva-me às alturas, reveste-me de tua bravura e cura o meu coração.
Que já não aguenta sozinho, a falta de tanto carinho e o peso da ingratidão!

São tuas mãos, Senhor?
Que acariciaram meu rosto,
E, sussurrando, baixinho...
Fizeste-me carinhos que, ha tempos eu já perdi.
Agora, Senhor, só enganos,
palavras rudes, descasos...
Parece que nunca existi...
Eu reconheço, Senhor, e elevo
minha'alma a Ti.
Porque Tu és meu destino...
E por mais que me humilhem, rejeitem e até desconheçam...Eu hei de prosseguir.
Voltando meus olhos aos Céus e
me lembrando, Senhor,
Que o que a mim fazem, a ti fazem...
E que por pior que me façam...
Fizemos pior a Ti.

São tuas mãos, Senhor?
Abençoa-nos, então...
Não te ausentes, jamais.
Lança tua rede na terra
e lança também no mar...
Sinto-me tão perdida,
Mostra-me a Tua face,
Resplandece-Te, sobre mim...
Dizei-me, apenas:
A Minha Graça Te Basta!
EU TE AMO...
EU TE AMO...
EU TE AMO...
E...Sinto saudades de ti.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Monotonia

Minha essência eu a conheço e, às vezes, a refugio.
Embora haja o momento em que a alma se angustia.
Não lamento, enfrento a dor e o desvario
E permito que o silêncio se transmute a cada dia.

E vivo o efeito da angústia em cada fase
De sentimentos que em ondas quebram-me ao peito
Um sem fim de lágrimas explode, é a cartase
Que neste momento impele-me, ao leito.


Que não seja sempre, pois viver preciso
Catando cada gota dos orvalhados olhos
para desenhar em mim...mais um sorriso.
Fazendo-me viver presentes maravilhosos

Que não seja sempre, pois há euforia
Postergando a lapidada depressão
Que apenas se recolhe, se renuncia
E a monotonia, finalmente, deixa em paz
meu coração.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Esboço

Esboçaste...

Meu carinho, meu afeto,
minhas palavras , meus versos e meu corpo...
Negando-me!

Esboçaste...

Meu sofrimento, na solidão,
na angústia, no desespero e no tormento...
Abandonando-me!

Esboçaste...

O óbito de cada instante que findava em minha vida.
Meus encantos, minhas esperanças e tudo
que de ti perdi...

Partindo!

Olhando-me ao espelho, não me reconheço...
Esboçaste-me, cruelmente, tanto!
Que olhando-me, de qualquer canto
Só consigo enxergar
Este meu rosto mascarado,
este meu coração mal amado...
Herança deste teu esboço
Plastificado de mim!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mãe

Aqui dentro, é tudo escuro, mas pode-se ver com grande clareza.

A água é limpida e sem turbulências.

Não há guerras, não há fome, não há inveja, nem egoismo, nem submissão.

Antes, sim, uma relação perfeita.

Paz é a palavra de ordem, respeito mútuo é o lema.

A vida eclode a cada segundo: Os sonhos ganham alturas, a mente é livre, o corpo é puro.

Os movimentos são doces e leves e em perfeita harmonia de um para o outro.

O fruto caminha seguro para a maturidade plena.

O conjunto é perfeito, do criador para a cria ou da cria para o criador.

Não se sabe, ao certo, o momento exato do começo e nem do seu desfecho, mas esse momento chega seguro.

O desenlace é tão natural quanto a ligação de antes. A corda se rompe e deixa a vida de cada lado, em cada extremidade sua a pulsar.
O choro... é emoção pura, é cheio de vida. O riso é franco, a carícia é única.
A mão que afaga é só emoção, o canto da voz embala e acalma o choro que quer se esboçar.

No silêncio interior é proclamada, em alta voz, a maternidade!

Mãe, foi de você que recebi as primeiras vibrações, o primeiro sobressalto, a primeira sensação de luz e segurança. Foi em você que escondi meus primeiros medos e esbocei meu primeiro sorriso.

Foi em você que dei meu primeiro pontapé, minha primeira espreguiçada, minha primeira investida para atingir o exterior. Foi para você que trouxe a indisposição, o corpo pesado, o cansaço fácil e muitas vezes a discriminação pela sociedade.

Foi de você que roubei o sono, agitei o coração e provoquei a lágrima escondida. Foi você que me ofereceu o seio, sem reservas, bem alimentada estava ou não, que trocou-me a roupa suja e pegou firme a minha mão a direcionar meus primeiros passos.

Foi você que socorreu-me à primeira queda, cuidou-me a ferida e velou meu sono agitado pela febre. Foi você que ensinou-me as primeiras palavras e juntou-me as mãos para uma primeira serena oração.

Mãe, mãe do pequenino e do grande, que aceita o travesso e compreende o imaturo. Mãe, não sei bem a que clamá-la... a artista ou a obra prima. Mãe, mulher por inteiro, o mistério da vida a tocar seu ventre fecundo.

Mãe, um sopro divino a roçar nosso rosto e a nos tornar, eternamente, crianças e filhos. Mãe, terra fértil a semear prosperidade.

Tomara, lá do alto, Deus esteja a ver um pouco de Maria na Mãe forte e feliz, na Mãe já com as mãos trêmulas e andar lento, na Mãe legítima e, muito especialmente, naquela Mãe cujo filho não gerou.

Tomara, que Ele dê forças à mãe que não pode mais abraçar seu filhos nem ouvi-lo mais chamá-la... MÃE!

Tomara, Ele dê forças ao Filho que também, nao pode mais abraçar sua Mãe e ouvi-la, docemente, responder... FILHO!

E tomara Ele perdoe... perdoe... perdoe... aquela que se negou a se Mãe... um dia.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

EU APRENDI A SORRIR...

Eu aprendi a sorrir... ao encalço da esperança.

Em noites de vento e quando a chuva vinha,

e a vidraça da janela, então chorava...

Eu sorria... para não alimentar o medo que eu tinha.



Eu aprendi a sorrir... em meio aos sonhos.

Entreabrindo pesadelos e adormecendo,

em meio a quimeras , saudades e agonias...

Crepitando no fogo dos segredos que nasciam.



Eu aprendi a sorrir... entre amores , quando chegavam,

e os meus dias surpreendendo a imensidão.

Entre os lampejos de luz e o barulho da passarada,

entre o brilho dos olhos refletido no coração.



Eu aprendi a sorrir... entre amores me abandonando.

E os meus dias sufocados pela saudade

e pela solidão me ensinando, eu aprendi.

Eu aprendi... a sorrir, mesmo chorando.

sábado, 12 de dezembro de 2009

O Bonequinho de Neve

Bastava a noite chegar para que aquele bonequinho de neve se entristecesse.
Seu sorriso perdia o brilho. O bonezinho, a neve cobria e os pequenos botões de sua roupa, se encolhiam.
Ah! Como era triste ser apenas um boneco de neve.
As crianças, suas amiguinhas, todos os dias o remodelavam, com suas mãozinhas retiravam a neve que lhe cobria os olhos e brincavam até que suas mães as chamavam para entrar pois a neve se avolumava.
Ah! Como eu queria ser um boneco de verdade, que a neve não derretesse nem a estação me levasse.
Queria entrar em casa de meus amiguinhos e ganhar um cantinho.
Como seria bom! Assim eu assistiria a festa de natal e poderia conhecer o Menino jesus.
A noite caia e aquela estrela a tudo ouvia.
Era a Estrelinha Azul ( minha borboletinha que voou, lembram-se?)
O Vagalume apaixonado deixava, também, seu lume entre as estrelas enquanto passeava pelo céu à espera do dia e da hora em que Jesus teria, outra vez, seu aniversário comemorado.
Afinal, esta é a maior festa do mundo.
E a estrelinha azul, comovida, contou a história do pequeno bonequinho de neve a um anjo.
Ele queria viver! Seus olhinhos acabavam de deixar cair uma lágrima enquanto mirava o céu e fazia sua prece.
O grande dia chegara. Todas as crianças estavam felizes e esperavam pela hora da festa.
O bonequinho, tristonho, quase desmontado pelo vento e a tempestade de neve, pensara aquele poderia ser um dia diferente. Que Jesus poderia ouvir seu lamento e lhe permitir uma vida de verdade.
De repente, do céu desceu um anjo com uma trombeta.
Uma suave música se fazia ouvir e o bonequinho emocionado chorou.
O anjo, tocava de leve pelo seu corpo gelado.
Oh! Não...
Parece que estou me mexendo...
Meus olhos brilham e refletem as luzes.
Minhas mãos se flexionam e se unem em prece.
Jesus está nascendo de novo!
Eu quero abraçá-lo, Menino Deus!
Agradecer-lhe por tudo de bom que me tem dado.
Abraçá-lo por este Bonequinho de Neve a quem deu a vida e que me sorri, sentado na cadeira de balanço.
Ele é o meu Bonequinho que, todos os anos irá comemorar mais um Natal junto a mim.
Feliz Natal, Estrelinha Azul.
Feliz Natal Vagalume apaixonado.
Feliz natal, meu amiguinho, Bonequinho de Neve!

Feliz natal, crianças!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Papai do Céu!

Já é noite e eu já vou dormir.
Mas, antes, quero relembrar o dia que vivi.
Ao me levantar, falei contigo, agradeci,
pela noite em que me abençoou, pelo meu espírito que guardou.
Pelo sono que chegou.
Pela caminha limpa, pelo cobertor.
Pelo pão à mesa, o leite quentinho,
pela papai, pela mamãe, o irmãozinho...
Obrigado, Papai do Céu.
Pela escola onde tantas coisas aprendi.
Pelo amigo, pelo livro, a história,
por todos os momentos que vivi.
Obrigado, Papai do Céu.
Pelo passeio onde tanto me diverti.
Por cuidar da minha família e do meu amiguinho especial,
Que está ali, fechando os olhinhos...
Mas é tão fiel, é o meu anjinho.
Obrigado, Papai do Céu,
Por este amiguinho que au amo tanto:
O meu cãozinho!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

E SE CHAMA... SAUDADE...

Esta inquietação que me abafa,
Explode meu peito de dor,
e torna a vida sem cor.
Meus olhos que não te encontram,
por mais que viajem o céu...
Esta doída ansiedade
de não saber-te, mais aqui...
Isto se chama...saudade!



O abraço , cheirando à vácuo.
O beijo que não ganhei.
É como um papel de embrulho
amassado, jogado ao léu,
é a triste estória de um fado,
dedilhado num bordel.
É um ir que jamais encontra
o desvio prá retornar.
É uma angústia reprimida
Da vida, a falsidade...
Isto se chama ...saudade!



Saudade do dia que se foi
e do que não amanheceu.
De tudo que não mais tenho
De tudo que já foi meu.
Que sangra meu peito adentro
Numa sinfonia ardil,
Que me faz invocar Deus
Em tudo que creio vil
Ao que Ele sempre responde
Aceite a realidade...
Isto se chama Saudade!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

UM DIA, QUEM SABE

Um dia, quem sabe, eu dê o passo
Para te encontrar
Se, antes, o cansaço não me dobrar,
Cansaço de travar batalhas, procurar atalhos...
e não te ter e me perder.

Um dia , quem sabe, eu encontre um jeito
De te explicar
Se a voz não me falhar e eu não ficar gaga
e eu não soluçar.
E tu...não contracenar.

Farei da vida qual peça de teatro
E perfilarei no palco, de ato a ato,
Vomitando horrores, temores
A que me levaste
Então...talvez até me lave
Destituída do poder de lutar por ti...
Um dia...quem sabe eu me liberte
Desta dor, deste desamor...
Quem sabe... um dia?
Quem?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

DEVOLVA-ME

Devolva-me os sonhos que sonhei...

coloridos pelo verde da esperança e matizados

pelos raios do luar.

Busque no vento, as palavras que se soltaram e voaram...

diluindo nossas promessas de amor eterno.

Recoloque as pétalas das Margaridas para que o bem-me-quer

não seja a última a cair, solenemente, das minhas mãos.

Desfaça o nó do meu peito e cole todos os cacos do amor que era vidro e... se quebrou.

Pode ser que eu ainda consiga encontrar aquele lugar de paz, atrás do arco-iris.

E que o encanto do seu amor se quebre...

Devolva-me, pois, ao mundo real de onde me tirou... é que preciso aprender que aqui não existem fadas, magias e fantasias e que viver feliz para sempre é o mero final de uma linda estória de amor que também se acabou.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

ILUSÃO

Queria não ter me iludido,

Tão pouco, enganada...queria!.

Abri-te, meu coração...te entreguei

Um amor...

Que me arrebatou...de paixão!

As janelas de meus olhos

Permaneceram...por dias e dias

Abertas...

Querendo te ver.

Mas não!

Tu não vieste e

tão mal me compreendeste

Que me fechei...me tranquei,

me protegendo da dor ,

De um amor que não soube

vencer as primeiras investidas

do desentendimento.

Só... novamente fiquei

Jamais, duas partes farei:

Declara-te que eu irei

Prometo...

De outra forma,

Já decidi

Explicar ao meu coração

Que vou ficar com a razão..

E, até me podes perguntar?

Que razão?

Então...te responderei

Desculpe...

Foi só

Ilusão.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

TUA SAUDADE

É assim, como quem procura, na
gaveta mal arrumada,
com retalhos de ternura, tricôs com malhas perdidas,
entre tantos abarrotados amarrotados .
Entre tantos ,
entre mil e um guardados...
Achei o teu rosto amado - no agora, no amanhã, no passado.

Quantos sonhos e acalantos para distrair os meu sonhos...
O mais sonhado porvir.
Minha mais doce ilusão.
E sem temer que o tempo fustigasse esta revoada em meu peito,
Sofri da entrega a mais pura
Enfeitada de loucura.
Entreguei-me a ti sem censura,
Sem quase, ou nenhum cuidado...
Num ato tão encantado
Sem quê, porquê ou senão...
Que o tempo , chorando, coitado,
Deixou o mundo parado.
Desmaiado em minha mão!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Só para ti, meu amor

Quando,
o peso dos anos se fazia sentir

e meu coração, totalmente descuidado, relegado,

e meu sonhos já não conseguiam encontrar

caminhos...

Meus olhos, embaçados por minhas lágrimas, se perdiam...

e meu amor, que nem ave açoitada pelas

tempestades, não conseguia o retorno ao ninho e,

se contorcia de frio , solidão e desamor...

Quando,

meu corpo, totalmente desnudo,

sem a presença de outro corpo,

carinhando vazios e saudades, clamava silencioso e

inerte pelos carinhos...

De quem?

Quando ,

minhas esperanças, totalmente desiludidas

e ressentidas pediam para morrer...

Eis que, como um clarão de vida,

tu foste chegando, bem de mansinho,

sem te anunciar...

pois eu tinha medo.

E foste derramando, sobre mim, este teu amor

que me fez renascer...

Fizeste-me , amor, criança novamente.

Ao meu coração mostraste novo caminho:

o teu coração!

Meus olhos que, até então, se faziam enchentes de minhas próprias lágrimas

viram nos teus, a minha salvação.

Meu amor, revigorado pelo teu amor,

buscou teu peito e meu corpo se integrou ao teu...

reconhecendo-te como a alma gêmea reconhece a outra

e se entregam, totalmente , e para sempre.

Hoje,

já não consigo mais me ver sem ti porque

tu és o meu reflexo.

O ar que eu respiro,

o alimento que me sustenta,

o sonho que me liga ao futuro.

Tu és a minha outra parte

e a outra parte de ti, sou eu.

Meus braços se abrem, confiantes de

que, em mim, acharás morada para

todo carinho, todo amor,

que tu tens, só tu, e por quem eu clamo...

Ardente e insistentemente.

Porque eu te amo...

Eu te amo...

Eu te amo!...

E te quero,

só para mim!

domingo, 29 de março de 2009

Como está Você?

Sinto uma saudade imensa, manchando
como se fosse nódoa ... as páginas da minha vida.
Saudade brejeira de quando você chegava,
dizendo somente, oi amor...
Depois volto, porque já vou!

Das noites em que assistimos o nascer
de tantos dias, vendo o sol aparecer.
Dos dias virando tardes ,
sob o manto do anoitecer.

Hoje é tudo tão diferente,
sinto uma dor tão pungente...
E que dói em mim, somente.
Sinto-me quase morrer...
Porque não tenho o direito
Que eu gostaria de ter...

Ah! Como eu gostaria, de aliviar minha aflição.
E, em paz, adormecer.
Eu... eu queria muito saber...
Como anda a sua vida,
E como está você!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Como está Você?

Sinto uma saudade imensa, manchando
como se fosse nódoa ... as páginas da minha vida.
Saudade brejeira de quando você chegava,
dizendo somente, oi amor...
Depois volto, porque já vou!

Das noites em que assistimos o nascer
de tantos dias, vendo o sol aparecer.
Dos dias virando tardes ,
sob o manto do anoitecer.

Hoje é tudo tão diferente,
sinto uma dor tão pungente...
E que dói em mim, somente.
Sinto-me quase morrer...
Porque não tenho o direito
Que eu gostaria de ter...

Ah! Como eu gostaria, de aliviar minha aflição.
E, em paz, adormecer.
Eu... eu queria muito saber...
Como anda a sua vida,
E como está você!