Se amor é fogo que arde sem se ver
E senti-lo se faz contraditório
Sendo ou não um fátuo fogo ilusório
Por que tanto queimamos de o querer?
Se é ferida que dói e não se sente
Por que insistimos essa dor sarar
Vendo recobro somente no amar
Daquele que d' amor nos faz contente?
Se é um contentamento descontente
Porquê essa alegria que se afunda
No meio da dor que a alma inunda?
Se é dor que desatina sem doer
Que venha a mim a controversa mágoa
Extinga meu fogo a benção dessa água!
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
SE EU MORRESSE AMANHÃ
Se eu morresse amanhã, não o permita Deus...
Minha pobre alma penaria sem cessar
Por não ter pousado o meu último olhar
Na redentora luz dos queridos olhos teus
Se eu morresse amanhã, por já prescrita sina
Sem tempo de dizer-te o que o coração cala
Pra sempre ouvirias minha negada fala
A cada passo, a cada som, a cada esquina
Se eu morresse amanhã, sem tua flor ou poesia
À tua ficaria minh'alma aprisionada
Sem luz pra encontrar minha nova morada
Sem golpe d'asa para voar sem nostalgia
Se eu morresse amanhã, não o permita Deus...
Num raio de lua ou brisa morna sentirias
Roçar-te o rosto na maior das estesias
Meu beijo de partida em derradeiro adeus!
Minha pobre alma penaria sem cessar
Por não ter pousado o meu último olhar
Na redentora luz dos queridos olhos teus
Se eu morresse amanhã, por já prescrita sina
Sem tempo de dizer-te o que o coração cala
Pra sempre ouvirias minha negada fala
A cada passo, a cada som, a cada esquina
Se eu morresse amanhã, sem tua flor ou poesia
À tua ficaria minh'alma aprisionada
Sem luz pra encontrar minha nova morada
Sem golpe d'asa para voar sem nostalgia
Se eu morresse amanhã, não o permita Deus...
Num raio de lua ou brisa morna sentirias
Roçar-te o rosto na maior das estesias
Meu beijo de partida em derradeiro adeus!
sábado, 11 de abril de 2009
UNIDA À DOR DO CRISTO
Só me restava em lágrimas orar
Prostrada em prantos, ouvir o clamor
Dos ímpios que, em sarcasmo, o Redentor
Levavam d’arrasto a crucificar
Eram Suas dores o meu martírio...
Contra os algozes a minha revolta;
De mim, vontade de os matar se solta
Pecando também eu nesse delírio
Da coroa d’espinhos era o meu sangue
Que jorrava; e ao Santo Pai ligados,
Carne em fogo, meus membros perfurados
Aos pés da Mãe que via o Filho exangue
Morrer com Ele, a ânsia que eu sentia
Ignorante d' ALELUIA q'adviria
Prostrada em prantos, ouvir o clamor
Dos ímpios que, em sarcasmo, o Redentor
Levavam d’arrasto a crucificar
Eram Suas dores o meu martírio...
Contra os algozes a minha revolta;
De mim, vontade de os matar se solta
Pecando também eu nesse delírio
Da coroa d’espinhos era o meu sangue
Que jorrava; e ao Santo Pai ligados,
Carne em fogo, meus membros perfurados
Aos pés da Mãe que via o Filho exangue
Morrer com Ele, a ânsia que eu sentia
Ignorante d' ALELUIA q'adviria
sexta-feira, 20 de março de 2009
LIBERTAÇÃO
De novo a diáfana leveza
o peito arfante aberto à natureza
liberto das grilhetas do amor
o pensamento claro e fluido, fresco
transparente e receptivo
vogando ao sabor da correnteza
Da turvação dos olhos te arranquei
da mente nublada exterminei
tumor libidinoso e perverso
nascido de veneno de flor
Da radiografia imaginada
sobrou agora a foto, frente e verso,
que não valeu o flash de uma hora…
E a moldura, essa, gasta e deformada
de sonho e poesia mascarada
com dedos de indiferença joguei fora!
o peito arfante aberto à natureza
liberto das grilhetas do amor
o pensamento claro e fluido, fresco
transparente e receptivo
vogando ao sabor da correnteza
Da turvação dos olhos te arranquei
da mente nublada exterminei
tumor libidinoso e perverso
nascido de veneno de flor
Da radiografia imaginada
sobrou agora a foto, frente e verso,
que não valeu o flash de uma hora…
E a moldura, essa, gasta e deformada
de sonho e poesia mascarada
com dedos de indiferença joguei fora!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
SER POETA...
Ser Poeta é ser diferente
Ter a tristeza latente
E em negrura o coração
Mas em silêncio chorando
C'os versos que vai lavrando
Levar consolo a um irmão
Porque o poeta é amor
Por todos que em desamor
São maioria comum
Deles o mundo está cheio
Olhando o fartum alheio
Sem ter por seu bem algum
Nobre missão do poeta
É ter por sagrada meta
Aliviar mágoas tantas
Esquecendo os prantos seus
Cumprir o poema de Deus
Lavrado em palavras santas
Ter a tristeza latente
E em negrura o coração
Mas em silêncio chorando
C'os versos que vai lavrando
Levar consolo a um irmão
Porque o poeta é amor
Por todos que em desamor
São maioria comum
Deles o mundo está cheio
Olhando o fartum alheio
Sem ter por seu bem algum
Nobre missão do poeta
É ter por sagrada meta
Aliviar mágoas tantas
Esquecendo os prantos seus
Cumprir o poema de Deus
Lavrado em palavras santas
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
VIDAS PASSADAS
Lembras-te, amor? Quanta saudade sinto...
Mais de dois séculos são já passados
Ambos valsávamos enamorados
E no ar pairava um odor a jacinto
Exalava dos jardins perfumados
Cujas alfombras de pesado manto
Cobriam nossos beijos apaixonados
Que incendiavam de desejo tanto
Quanto deleite nesse encantamento
Que estremecia só de ter-te perto
Sentir-te da minha alma a metade
E agora? Separados, que tormento!
Que viver o nosso... triste e incerto
Só nos resta aguardar pla eternidade
Mais de dois séculos são já passados
Ambos valsávamos enamorados
E no ar pairava um odor a jacinto
Exalava dos jardins perfumados
Cujas alfombras de pesado manto
Cobriam nossos beijos apaixonados
Que incendiavam de desejo tanto
Quanto deleite nesse encantamento
Que estremecia só de ter-te perto
Sentir-te da minha alma a metade
E agora? Separados, que tormento!
Que viver o nosso... triste e incerto
Só nos resta aguardar pla eternidade
domingo, 9 de novembro de 2008
MEMORANDO DE FOGO
Sobre a película gasta e difusa
deste filme saturado
das legendas absurdas da existência
gravo dia a dia
com dedos acesos de sangue
um memorando de fogo:
“Que de mim nunca se apaguem
a ousadia de comediar o drama
a coragem de manipular carências
a audácia de exorcizar memórias
a volúpia de reexperimentar o amor
a sedução de reinventar poemas”
deste filme saturado
das legendas absurdas da existência
gravo dia a dia
com dedos acesos de sangue
um memorando de fogo:
“Que de mim nunca se apaguem
a ousadia de comediar o drama
a coragem de manipular carências
a audácia de exorcizar memórias
a volúpia de reexperimentar o amor
a sedução de reinventar poemas”
domingo, 2 de novembro de 2008
ALGEMAS DE OIRO
Fecham-se em mim
as tuas mãos...
Algemas de oiro
na mansidão
cerram com elas
ilhas de medos
mares de ciladas...
E os teus dedos
pontas de lume
furam degelos
abrem segredos
nas madrugadas!
as tuas mãos...
Algemas de oiro
na mansidão
cerram com elas
ilhas de medos
mares de ciladas...
E os teus dedos
pontas de lume
furam degelos
abrem segredos
nas madrugadas!
sábado, 18 de outubro de 2008
PUDESSE EU SER…
Pudesse eu ser…
A concha onde abrigas
pérolas de palavras inúteis
O cofre onde ocultas
jóias de pensamentos calados
A ânfora onde derramas
cristais de lágrimas antigas
Pudesse eu ser…
Faísca e fogo
na lenha húmida dos teus olhos
Sol e Lua
na sombra difusa do teu corpo
Verde e água
na aridez do teu deserto
Pudesse eu dizer…
Pertenço-te!
A concha onde abrigas
pérolas de palavras inúteis
O cofre onde ocultas
jóias de pensamentos calados
A ânfora onde derramas
cristais de lágrimas antigas
Pudesse eu ser…
Faísca e fogo
na lenha húmida dos teus olhos
Sol e Lua
na sombra difusa do teu corpo
Verde e água
na aridez do teu deserto
Pudesse eu dizer…
Pertenço-te!
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
REENCONTRO
As palavras se fazem meras gotas
Dum elixir sublime e já provado
Antes de ora sentir-te e ter tocado
Mais que o corpo tuas vidas remotas
Foi lá que te toquei a vez primeira
Com vestes de guerreiros ou de santos
Quem sabe Madalena em castos prantos
Ou Messalina impura feiticeira
Só sei que desde sempre te conheço
Que o teu toque sensual reconheço
E o cheiro do teu mar já naveguei
E que as palavras são de menos dar
À divina grandeza deste amar
Um reencontrado ser que sempre amei
Dum elixir sublime e já provado
Antes de ora sentir-te e ter tocado
Mais que o corpo tuas vidas remotas
Foi lá que te toquei a vez primeira
Com vestes de guerreiros ou de santos
Quem sabe Madalena em castos prantos
Ou Messalina impura feiticeira
Só sei que desde sempre te conheço
Que o teu toque sensual reconheço
E o cheiro do teu mar já naveguei
E que as palavras são de menos dar
À divina grandeza deste amar
Um reencontrado ser que sempre amei
quarta-feira, 2 de julho de 2008
SUPLIQUEMOS...
Supliquemos...
Um eclipse
da ignorância que nos cerca
Um ciclone
que devaste a injustiça que campeia
O vómito de um vulcão
que soterre o desamor que prevalece
Um sismo
que abale as estruturas de conveniência...
E que essa convergência
de forças obscuras e renovadoras
faça emergir um novo mundo
onde cada um de nós seja
uma estrela depuradora de escórias
difusora
da magnanimidade do Universo
Um eclipse
da ignorância que nos cerca
Um ciclone
que devaste a injustiça que campeia
O vómito de um vulcão
que soterre o desamor que prevalece
Um sismo
que abale as estruturas de conveniência...
E que essa convergência
de forças obscuras e renovadoras
faça emergir um novo mundo
onde cada um de nós seja
uma estrela depuradora de escórias
difusora
da magnanimidade do Universo
terça-feira, 1 de julho de 2008
SUPLIQUEMOS...
Supliquemos...
Um eclipse
da ignorância que nos cerca
Um ciclone
que devaste a injustiça que campeia
O vómito de um vulcão
que soterre o desamor que prevalece
Um sismo
que abale as estruturas de conveniência...
E que essa convergência
de forças obscuras e renovadoras
faça emergir um novo mundo
onde cada um de nós seja
uma estrela depuradora de escórias
difusora
da magnanimidade do Universo!
Um eclipse
da ignorância que nos cerca
Um ciclone
que devaste a injustiça que campeia
O vómito de um vulcão
que soterre o desamor que prevalece
Um sismo
que abale as estruturas de conveniência...
E que essa convergência
de forças obscuras e renovadoras
faça emergir um novo mundo
onde cada um de nós seja
uma estrela depuradora de escórias
difusora
da magnanimidade do Universo!
sábado, 21 de junho de 2008
SE AMOR É
Se amor é fogo que arde sem se ver
E senti-lo se faz contraditório
Sendo ou não um fátuo fogo ilusório
Por que tanto queimamos de o querer?
Se é ferida que dói e não se sente
Por que insistimos essa dor sarar
Vendo recobro somente no amar
Daquele que d' amor nos faz contente?
Se é um contentamento descontente
Porquê essa alegria que se afunda
No meio da dor que a alma inunda?
Se é dor que desatina sem doer
Que venha a mim a controversa mágoa
Extinga meu fogo a benção dessa água!
E senti-lo se faz contraditório
Sendo ou não um fátuo fogo ilusório
Por que tanto queimamos de o querer?
Se é ferida que dói e não se sente
Por que insistimos essa dor sarar
Vendo recobro somente no amar
Daquele que d' amor nos faz contente?
Se é um contentamento descontente
Porquê essa alegria que se afunda
No meio da dor que a alma inunda?
Se é dor que desatina sem doer
Que venha a mim a controversa mágoa
Extinga meu fogo a benção dessa água!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
A CHAVE DA ALEGRIA
A dor de te não ter senão em sonhos
Difusa imagem breve e impalpável
Traz-me dias dolentes e tristonhos
Um viver por viver insuportável
Tu... Que das musas és um ser eleito
Furta de suas vestes o segredo
Que desamarre a dor deste meu peito
Ao teu aprisionado em degredo
Que eu... tolhida me entrego à tristeza
Nesta angústia irmã da incerteza
Se o amor entre nós inda é fragrância
Das musas rouba a chave da alegria
E vem ao limiar da nostalgia
Abrir, amor, os versos da constância
Difusa imagem breve e impalpável
Traz-me dias dolentes e tristonhos
Um viver por viver insuportável
Tu... Que das musas és um ser eleito
Furta de suas vestes o segredo
Que desamarre a dor deste meu peito
Ao teu aprisionado em degredo
Que eu... tolhida me entrego à tristeza
Nesta angústia irmã da incerteza
Se o amor entre nós inda é fragrância
Das musas rouba a chave da alegria
E vem ao limiar da nostalgia
Abrir, amor, os versos da constância
domingo, 11 de maio de 2008
CLARO-ESCURO
Ouço-te voz oculta que procuro
Vejo-te volúpia em dor que encorpo
Sinto-te dentro e fora do meu corpo
Perco-te na bruma em claro-escuro
Ouço-te nas aves, voo e canto
Ouço-te na sonata compassada
Ouço-te nos sons cavos da calçada
Ouço-te na chuva, água em pranto
Vejo-te na filmagem riso ou drama
Vejo-te no bailado que embriaga
Vejo-te no incêndio que inflama
Sinto-te no desejo que me chama
Sinto-te mão carente que me afaga
Perco-te na algidez da minha cama
Vejo-te volúpia em dor que encorpo
Sinto-te dentro e fora do meu corpo
Perco-te na bruma em claro-escuro
Ouço-te nas aves, voo e canto
Ouço-te na sonata compassada
Ouço-te nos sons cavos da calçada
Ouço-te na chuva, água em pranto
Vejo-te na filmagem riso ou drama
Vejo-te no bailado que embriaga
Vejo-te no incêndio que inflama
Sinto-te no desejo que me chama
Sinto-te mão carente que me afaga
Perco-te na algidez da minha cama
sexta-feira, 9 de maio de 2008
MALDITO CORAÇÃO
Misto d’ave e potro selvagem
Pés de vento, asas de condor
És de mim um esfaimado predador
Que sem dó m’arrastas na voragem
Dos teus arroubos vãos sobra o transtorno
De uma a outra dolosa recaída
Dos céus ao chão dos becos sem saída
Na alma nódoas negras sem retorno
Maldito coração que vais às cegas
Por que de vez teu sangue não sossegas
E me injectas de paixões inconcretas
Teus pés jamais atingirão as metas
As asas falharão cada viagem
Desiste coração! Ganha coragem!
Pés de vento, asas de condor
És de mim um esfaimado predador
Que sem dó m’arrastas na voragem
Dos teus arroubos vãos sobra o transtorno
De uma a outra dolosa recaída
Dos céus ao chão dos becos sem saída
Na alma nódoas negras sem retorno
Maldito coração que vais às cegas
Por que de vez teu sangue não sossegas
E me injectas de paixões inconcretas
Teus pés jamais atingirão as metas
As asas falharão cada viagem
Desiste coração! Ganha coragem!
domingo, 6 de abril de 2008
DORMINDO
Mergulho em vós, já ébria de sono
Lençóis rosados, pétalas carmim
Idealizando um cálido Outono
Que ia juntar-nos em vestes de cetim
Sentindo as tuas mãos roçando sedas
E o bafo do teu beijo me aquecendo
No fogo das palavras que segredas
Queimo a noite e dormindo vou morrendo
Mas levo-te comigo no sonhar
Preso ao meu doido amor que subsiste
Nessa morte ateada de luar
E mesmo dormente a melancolia
Relembrando-me a tua ausência triste
Persegue-me no sono em letargia
Lençóis rosados, pétalas carmim
Idealizando um cálido Outono
Que ia juntar-nos em vestes de cetim
Sentindo as tuas mãos roçando sedas
E o bafo do teu beijo me aquecendo
No fogo das palavras que segredas
Queimo a noite e dormindo vou morrendo
Mas levo-te comigo no sonhar
Preso ao meu doido amor que subsiste
Nessa morte ateada de luar
E mesmo dormente a melancolia
Relembrando-me a tua ausência triste
Persegue-me no sono em letargia
terça-feira, 18 de março de 2008
ODES, PARTITURAS E DELÍRIOS
Amado meu, amo as palavras, tu bem sabes...
Quer sejam prosa , verso, recado ou canção
São elas o doce bálsamo em que cabes
Mas não calam meus anseios de coração
Leve o vento divagações em que me afundo
Remoinhos etéreos nos quais me anestesio
Que me roçam quando os espalhas pelo mundo
Calor fugaz que deixa em mim rasto de frio
Do teu olhar no meu é verso que preciso
Da tua mão profana a prosear sem siso
Ternas carícias plo meu corpo a vaguear
Tua boca na minha em trovas de beijar
Comporá odes, partituras e delírios
Pena a prumo ardendo rubra como círios
Quer sejam prosa , verso, recado ou canção
São elas o doce bálsamo em que cabes
Mas não calam meus anseios de coração
Leve o vento divagações em que me afundo
Remoinhos etéreos nos quais me anestesio
Que me roçam quando os espalhas pelo mundo
Calor fugaz que deixa em mim rasto de frio
Do teu olhar no meu é verso que preciso
Da tua mão profana a prosear sem siso
Ternas carícias plo meu corpo a vaguear
Tua boca na minha em trovas de beijar
Comporá odes, partituras e delírios
Pena a prumo ardendo rubra como círios
sábado, 6 de outubro de 2007
INDIFERENÇA
Já não é tarde nem cedo…
É o tempo exíguo de um suspiro
da inquietude de um momento
Já não me ferem
a voz cruel do inacessível
nem o eco mudo das paixões
É o tempo sem medida
da memória que se apaga
Na sábia e Divina metamorfose do ser
retomo o silêncio perdido
visto a indiferença pelo absurdo
e caminho
caminho para o esquecimento
É o tempo exíguo de um suspiro
da inquietude de um momento
Já não me ferem
a voz cruel do inacessível
nem o eco mudo das paixões
É o tempo sem medida
da memória que se apaga
Na sábia e Divina metamorfose do ser
retomo o silêncio perdido
visto a indiferença pelo absurdo
e caminho
caminho para o esquecimento
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