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domingo, 19 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Natal é tempo de amor,
tempo de ver nosso irmão,
suprir suas necessidades,
atentar às ansiedades
do corpo e do coração.

Olhar fundo nos seus olhos
e sentir-se igual a ele
(lição que Jesus nos deu,
quando por aqui viveu),
independente da pele!

Porém não é só um dia
que isso deve ser feito,
isso é uma forma de vida
(sem dois pesos, duas medidas),
exemplo, de Deus perfeito.

Numa pobre manjedoura,
nasceu o Cristo divino.
Para padecer na cruz,
veio o menino Jesus
a irmanar nosso destino!

Não trouxe ouro nem prata...
Veio envolto na humildade!
Viveu assim, Sua vida,
de migalhas, sem guarida,
pra ensinar a caridade!

Que nesse Natal possamos,
nos olhos dEle olhar,
coração pleno de amor,
as mãos ao alto, em louvor
e aos irmãos abraçar.

Desejar Feliz Natal,
não é só uma convenção...
Quando pronunciem os lábios,
sejamos como os sábios,
que falam com o coração!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ONDE VIVE A POESIA...

Tentei da minh'alma tirar
com meus poemas, a tristeza,
mas percebi que o coração,
só triste, libera emoção
para poder criar beleza...

Então vaguei, na madrugada,
embebí - me em seus mistérios,
senti, no cálice das flores
da primavera, seus odores,
lembrando meus sonhos quiméricos...

Minh'alma suspirou, contente,
Já sentindo toda magia;
que os momentos a sós, comigo,
teciam sonhos no postigo
de onde, doce, vive a poesia...

domingo, 31 de outubro de 2010

Poção de amor para você me amar

Dos vales floridos e ensolarados
colherei flores inda orvalhadas
ressumando aromas, tão delicados
a perfumar noites enluaradas.

Uma brilhante maçã bem vermelha
gotas de mel das rainhas - abelhas
de uma estrela, pequenina centelha
brilhos de lago, que suave, espelha

Pequena rosas que o vento arrancou
misturá - las, com penas, então vou
do travesseiro que você usou,
qual borboleta, a cabeça pousou

Com tudo isso realizarei
uma poção bem digna de um rei
em sua imagem me concentrarei
e com carinho tudo mexerei

No travesseiro então vou esconder
para que nunca possa me esquecer
Sei que a magia tem esse poder
e a me amar você vai reaprender

Em noites lindas com luar brilhando
nos amaremos como dois insanos,
o universo nos verá dançando
a louca paixão que reencontramos!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ESTÁ TUDO EM MIM...

Meus amanheceres, meus anoiteceres...
Meus crepúsculos feitos de magia...
Meus sonhos contigo sonhados...
Desejos de lábios beijados,
de corpos unidos na mesma alquimia...

Silêncio pulsante no rasgo da alma,
mostrando o vazio que causa a saudade,
viva cicatriz que parece eterna,
nem mesmo os cristais dos meus olhos, externam
a dor tão cruel, desta realidade...

Que ventos levaram amor tão intenso,
deixando em meu peito, só a chaga, aberta?
Na mente, lembranças em turbilhão,
cravado estilete, no meu coração...
Um nó que o destino, mais e mais, aperta...

Vinho escarlate que me embriaga,
Aroma de rosas que me inebriam,
ondas do mar que me entontecem...
Oh, Deus, essas coisas, quase me enloquecem!
São parte de tudo, que ontem vivíamos...

Dormir e, por Deus, nunca mais acordar...
Sem ti ao meu lado, viver é impossível!
Teu cheiro, teu gosto... Está tudo, em mim!
Um amor tão grande, acabar assim...
Como pode existir algo tão terrível?

Que o vento sopre e leve, prá longe,
a saudade que fere, que tanto castiga!
Eu quero dormir, da dor, esquecer...
Encontrar nos sonhos, talvez, o prazer
da boca que é a fonte, que a sede mitiga...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MÃE NATUREZA

Ela deixou seu castelo...
Desanimou, foi embora...
Lutou de forma inútil,
pois aquela espécie fútil
não a quis, como Senhora...

Deixou os peixes morrerem,
deixou os rios secarem,
com tanta poluição!
Doía - lhe o coração
ver a fuligem, nos ares...

O espaço que fôra limpo,
para o seu ar respirarem,
era agora bruma escura...
Nem água havia, mais, pura,
para a sede mitigarem...

As chuvas que antes caíam,
generosas, cristalinas,
em ácidas se tornaram...
Não mais as plantas aguaram,
e agora, a tudo dizimam...

Não enxergavam a beleza
das belas ondas do mar...
Pisavam por sobre as flores
que ofereciam primores
de perfumes pelo ar...

Morreram as borboletas,
os pássaros se calaram...
Os belos elementais,
que sempre foram leais,
aos seus mundos retornaram...

Já o verde ía acabando,
cores escuras surgiam,
eram opacas as luzes...
Nem lua ou Sol, mais, reluzem,
sobre a esfera sombria...

Muitas vezes reagiu...
Fez surgir os furacões,
ciclones e terremotos,
fez o mar, de certo modo,
"vomitar" indignação!

As árvores, as florestas,
os jardins, os passarinhos,
foram aos poucos sumindo...
Tudo em volta ía ruindo,
por descaso, sem carinho...

Fez o dia virar noite
e a noite virar dia,
mas de nada adiantava...
Nas tempestades chorava
e a espécie se destruía...

Começou a abrir desertos
onde antes matas havia,
via a espécie reclamar
sem atitudes tomar,
mesmo ante sua agonia...

Lamentava o que fazia,
porém tinha que ser feito:
Ou a espécie aprendia
que só dela dependia
e lhe mostrava respeito...

Ou iria arrepender - se
por destruir a beleza,
a vida que ali pulsava,
tudo que do chão brotava
na Terra, em sua grandeza!

Foi tudo em vão... Devastada,
a Terra era só tristeza...
As criancinhas choravam
de fome, pelo que herdavam,
da ganância e da avareza...

Tristemente a bela dama,
lançou um olhar, magoada...
-Já nada posso fazer...
É livre arbítrio, escolher...
E foi - se embora, arrasada...

Na Terra, a espécie humana,
viu - se só, sem realeza...
Um mundinho, nada mais,
que por avançar sinais,
quase mata a Natureza!

Ela, porém é imortal!
Mesmo estando condoída
da sorte que os aguardava,
para o seu reino voltava,
porque seu nome... É VIDA!!

domingo, 4 de novembro de 2007

CARÍCIAS AO LUAR

Busco - te em tudo que existe nesse mundo...
Sinto teu gosto no néctar das flores,
teu cheiro nas fragrâncias que delas exalam,
teu hálito na brisa que as embala...
Nos poemas, poesias que falam de amores...

Para mim, és tudo que o amor pode conceber...
Não maldigo essa saudade, pois é minha sina
amar - te, amar - te sempre, mesmo sem ter - te,
e continuar amando - te, amando - te até morrer...
Tu és o amor que me enlouquece e me fascina!

Nos nichos secretos do meu castelo de sonhos,
todas as lembranças tristes - felizes estão guardadas...
Tão vívido, teu beijo molhado, em minha boca...
Carícias ao luar, ousadas, a me deixarem louca...
E até o sabor de fel, das lágrimas por ti derramadas...

Como eu te amei, eu sei, outro alguém nunca amará...
Aquilo que eu te dei, não merecestes nada!
Em outros braços, esquecestes dos sentimentos puros,
mas jamais esquecerás do que sentiu teu corpo (eu juro!),
nas carícias ao luar, quando fui tua, apaixonada...

sábado, 28 de julho de 2007

A ALMA DOS POETAS...

Flor dos meus amores,
antes que te entregues ao fim,
responde aqui para mim:
por que a alma dos poetas
têm que ser tristes, assim?

Afinal, eu não entendo...
temos almas coloridas
e corações perfumados,
mas vivemos doloridos,
rostos de pranto orvalhados...

Eu sei que, igual que tu,
também somos vulneráveis
a um limite, tempo incerto...
Será mesmo inevitável
sentir a morte tão perto?

Não quero sentir assim,
ó, flor de doces encantos...
Quero sonhar um instante
que são eternos os cantos
que tiro de dentro em mim...

´Inda eu quero, uma vez mais,
o teu perfume aspirar,
pedir - te que não te entregues...
Deixa que a brisa carregue
nossas dores pelo ar...