Sou navegante sem rumo
Nesse meu mundo sem norte,
Sou como a viga sem prumo,
Um jogador sem ter sorte.
Sou a noite sem sereno,
Madrugada sem luar,
Cantador sem ter viola,
Sou mágico sem cartola,
Sou uma praia sem mar...
Sou candeeiro sem luz,
Sou um pobre menestrel,
Sou metal que não reluz,
Eu sou um favo sem mel...
Sou palco sem ter ator,
Picadeiro sem palhaço,
Um arco íris sem cor,
Um canteiro sem ter flor,
Uma nave sem espaço.
Sou amante sem amada,
Túnel sem luz no final,
Sou a poeira da estrada,
Uma placa sem sinal...
Sou desejo de querer,
A vontade de encontrar
Quem me ensine aprender
E que me faça entender
Como viver sem amar.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
CONFISSÕES DE ALMA
É no silêncio que minh'alma canta
Toda alegria incontida em mim.
Se vem tristeza, ela mesma espanta,
Eu sou feliz tendo essa alma assim.
Do meu passado só boas lembranças,
No meu presente sonho e fantasia.
Hoje, maduro, faço-me criança
A cavalgar em busca de alegria.
É nesse tempo que a vida se solta,
Sem ter mais tempo pra curtir revolta,
E vai seguindo sempre mais adiante...
Vamos lançar sementes no caminho,
Não reclamar das pedras e espinhos,
E colher flores quando for a volta.
Toda alegria incontida em mim.
Se vem tristeza, ela mesma espanta,
Eu sou feliz tendo essa alma assim.
Do meu passado só boas lembranças,
No meu presente sonho e fantasia.
Hoje, maduro, faço-me criança
A cavalgar em busca de alegria.
É nesse tempo que a vida se solta,
Sem ter mais tempo pra curtir revolta,
E vai seguindo sempre mais adiante...
Vamos lançar sementes no caminho,
Não reclamar das pedras e espinhos,
E colher flores quando for a volta.
domingo, 26 de agosto de 2007
DIÁRIO
Eu gravei a sua história
Na palma de minha mão:
Suas manias, trejeitos,
Todas virtudes, defeitos,
Toda loucura e paixão...
Gravei também as palavras
Cheias de afeto e carinho
E o sussurrar bem baixinho
Pedindo-me para ficar;
Gravei também toda luz
Que ilumina o seu olhar...
Gravei seu sorriso aberto,
Todo toque de magia;
Gravei tudinho, decerto,
Naquele primeiro dia
Em que ficamos tão perto!
Gravei o abraço amigo,
Terno doce e companheiro;
Gravei também por castigo
Esse encontro que existiu
Na dolorosa mentira
De um primeiro de abril.
Na palma de minha mão:
Suas manias, trejeitos,
Todas virtudes, defeitos,
Toda loucura e paixão...
Gravei também as palavras
Cheias de afeto e carinho
E o sussurrar bem baixinho
Pedindo-me para ficar;
Gravei também toda luz
Que ilumina o seu olhar...
Gravei seu sorriso aberto,
Todo toque de magia;
Gravei tudinho, decerto,
Naquele primeiro dia
Em que ficamos tão perto!
Gravei o abraço amigo,
Terno doce e companheiro;
Gravei também por castigo
Esse encontro que existiu
Na dolorosa mentira
De um primeiro de abril.
terça-feira, 24 de julho de 2007
Saudade
A vida é sempre um esperar constante
e a cada instante a gente espera mais,
num sentimento vago e tão distante
a nos tirar constantemente a paz!
Como fugir dessa cruel verdade,
se a saudade nos bate sem dó,
e ao bater com tanta intensidade,
maior é a dor por se ficar tão só!
Mas bem pior é não sentir saudade,
não ter ninguém para poder sonhar,
viver somente de realidade!
Sonhar é bom, e faz bem a gente,
não dá vontade de mais acordar,
sentir saudade é sofrer contente!
e a cada instante a gente espera mais,
num sentimento vago e tão distante
a nos tirar constantemente a paz!
Como fugir dessa cruel verdade,
se a saudade nos bate sem dó,
e ao bater com tanta intensidade,
maior é a dor por se ficar tão só!
Mas bem pior é não sentir saudade,
não ter ninguém para poder sonhar,
viver somente de realidade!
Sonhar é bom, e faz bem a gente,
não dá vontade de mais acordar,
sentir saudade é sofrer contente!
segunda-feira, 23 de julho de 2007
PROPOSTA
Naveguei por mar revolto,
Dissipei minhas revoltas,
Fiquei mais livre e mais solto
E aqui estou de volta.
Durante a longa viagem
Refleti sobre a vida
E em todas as paragens,
No descanso de árdua lida,
Suplicou-me o coração
Abreviar o retorno,
O momento da partida...
E eu agora estou aqui
Com uma proposta a fazer:
Não viva longe de mim
Já que assim não sei viver.
Dissipei minhas revoltas,
Fiquei mais livre e mais solto
E aqui estou de volta.
Durante a longa viagem
Refleti sobre a vida
E em todas as paragens,
No descanso de árdua lida,
Suplicou-me o coração
Abreviar o retorno,
O momento da partida...
E eu agora estou aqui
Com uma proposta a fazer:
Não viva longe de mim
Já que assim não sei viver.
domingo, 22 de julho de 2007
CONFISSÃO -
Coloquei em suas mãos
Tudo de bom que eu tinha:
A mais ardente paixão,
O meu mundo de ilusão...
Extraí do coração
Toda confidência minha.
Abdiquei – me dos medos
E das cobranças da vida,
Contei todos os segredos
Que sempre comigo guardei,
E todos aqueles pecados
Só ao padre confessados
A você eu revelei!
Agora, aqui, tão sozinho
Confesso que eu errei!
Mas como errar é humano,
Vou perdoar meu engano,
Pois o que passou, passou.
Mas me sinto confortado
Fui vítima de um pecado:
Amar a quem não me amou!
Tudo de bom que eu tinha:
A mais ardente paixão,
O meu mundo de ilusão...
Extraí do coração
Toda confidência minha.
Abdiquei – me dos medos
E das cobranças da vida,
Contei todos os segredos
Que sempre comigo guardei,
E todos aqueles pecados
Só ao padre confessados
A você eu revelei!
Agora, aqui, tão sozinho
Confesso que eu errei!
Mas como errar é humano,
Vou perdoar meu engano,
Pois o que passou, passou.
Mas me sinto confortado
Fui vítima de um pecado:
Amar a quem não me amou!
sábado, 7 de julho de 2007
Jasmim e poema
Pertinho do pé de Ipê,
Existe um lindo jasmim
Que floresce para mim
Em delicados buquês.
De noite o seu perfume,
Penetrando na janela,
Faz-me sentir com queixume
Imensa saudade dela...
Lá fora na escuridão,
No breu imenso sem lume,
Pisca, pisca o vaga-lume,
Tudo em mim é solidão...
Tomara que a essência
Do perfume do jasmim
Penetre no quarto dela
E a roube para mim!
Existe um lindo jasmim
Que floresce para mim
Em delicados buquês.
De noite o seu perfume,
Penetrando na janela,
Faz-me sentir com queixume
Imensa saudade dela...
Lá fora na escuridão,
No breu imenso sem lume,
Pisca, pisca o vaga-lume,
Tudo em mim é solidão...
Tomara que a essência
Do perfume do jasmim
Penetre no quarto dela
E a roube para mim!
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