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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

QUERO BEIJAR MUITO

Esse ano eu quero
beijar muito.
Sentir o amor mais junto.
Quero beber
na boca da boca.
Haaaaaaaa
sugando,
buscando,
amando,
extasiando
levitando nessa troca.
Beijar até morrer
de tanto prazer.
Haaaaaaaaaaa
Beijar pra nunca
mais esquecer.
Beijo por beijo,
com direito
a gemidos
prolongados,
beijos secos
ou molhados.
Beijar é
viver...
Haaaaaaaaaa
Esse ano
quero muito, muito
amar você...

domingo, 19 de outubro de 2008

Doce Entrega...

Quando sonhamos juntos

Nossas alma se entrelaçam...

Nossa cama é da noite senhora,

cortesã eficiente e zelosa.



Deitamos em leito de penas,

respiramos canteiros de verbenas

e nos unimos em nós, pelos colossos

do vento que embala a nossa vontade.



Presenteia-nos o deus do Amor com a lua...

Mergulhamos um no outro com nossa carne nua

envolvidos pelo calor da cumplicidade.



Uma à uma, o jovem cupido,

da sua flecha esquecido,

empolgado com nosso jeito de amar,

vai acendendo as estrelas para nos clarear.



Teus beijos têm o sabor de eternidade.

Minhas mãos com o dom da suavidade

passeiam pelo teu rosto com propício carinho,

enquanto os menestréis da floresta fazem o burburinho

melodiando uma cantiga de amor.



Eu me entrego serena como a flor

que se mostra passiva,

lânguida e enternecida

quando sugada pelo beija-flor.



És a paz de que preciso

nesse canto enriquecido

pela aurora à se por...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

CIÚME

Ciúme, esse bichinho atrevido
que se infiltra sem parar
E complementa a agonia,
estrangula a alegria,
Submete-me ao pesar.

P'ra descobrir o que não existe,
atiça-me e não desiste,
Sobe no palco à brilhar.

Fazendo-se de valente
destrói a paz do meu dia.
Destrói como ventania
Qualquer valor que eu buscar.

Ciúmes de tudo em ti;
da tua boca sem beijo,
Do teu corpo com desejo,
de tuas mãos ansiosas...

Minha mente se transforma
Em um monstro a corroer
Fazendo o amor doer.

Ciúme praga maldita!
faz-me pior quando atiça
Em mim tudo que acredita
Que desse mal vou morrer.

É um veneno audacioso
Que envolve em fel tenebroso
Cada pobre coração.

Distila perfume atroz,
estonteante e veloz
Movendo a dor sob ação.

Transfigura a paz do rosto,
azeda a vida em desgosto,
Rouba o tempo que é imposto
às almas em sua prisão.

Esse insólito bandido
fulgura cheio de estilo;
De Santo mouco a ladrão.

segunda-feira, 10 de março de 2008

É TEMPO DE ESQUECER

Vazou em mim o tempo
que perdi inerte
esperando tua decisão.
Escorreu pra fora
de minha espera, sem demora,
levando para além,
mandando embora,
o peso da tua desalmada ingratidão.
Saiu de mim esmagado e aniquilado,
o dom de idealizar o céu em ti.
Morreu com suspiros de alentos, a derrota,
que me fazia ser joguete à tua porta,
esperando que viesses para abrir.
Agora o tempo cobre-me a face
e surge esbelta de frente nova mulher,
que senhora de seus atos, sem desfarce,
apela para um esquecimento que acordasse
a linda festa que sempre existiu em mim.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

FORÇA MAIOR

Quando olho o céu
todo estrelado,
com a magia que
circunda o universo,
sinto-me com energias
renovadas,
sinto o Meu Jesus,
de mim mais perto.

Oiço Sua voz aveludada,
penetrando profundo
na minha alma
e como um bálsamo
fico de amor repleta
numa doçura infinita
que me acalma.

Fica comigo Jesus! Fica comigo!
Preciso tanto em teu
ombro me apoiar,
a segurança do teu
amor que é infindo,
tenho certeza
que irá me amparar.

Aos tropeços vejo
entre as brumas do meu pranto,
uma luz focando a me guiar...
É a tua força Senhor que me abriga,
é dentro dela que eu fico protegida,
em teu regaço para sempre hei de ficar.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

TIRE-ME DAQUI

Eu quis ser bonita,
me ridicularizaram,
eu quis ser boa,
não deixaram,
eu quis ser valente,
me amedrontaram,
eu quis ser sincera,
me enganaram,
eu quis ser humana,
me humilharam,
eu quis ser justa,
não me perdoaram,
eu quis ter esperanças,
me roubaram,
eu quis amar,
me desprezaram.
Eu quero fugir...
e quanto mais eu corro
mais me falta fôlego
para prosseguir...
Por favor, tire-me daqui!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

LIBERTAÇÃO

Tornei-me livre
Porque entendi-me ave.
Busquei consolo
Soltei minhas traves
e fui encontrar a minha essência
Na transparência
Do intrépido amanhecer.
Senti uma intensa vontade de viver!
Esta sou eu
Quando completa;
Agora, com a alma liberta
Recheada de coragem.
Fuga incerta.
Ainda sem poder voar
Corro em busca
Desse estranho recomeçar!

terça-feira, 10 de julho de 2007

SOLUÇOS DA ALMA

Ergo a taça
por mim fiel comparsa
das dores que por ti
experimentei.
Atravesso as lembranças
qual uma garça
buscando o alvorecer
que almejei.
Se dentre as nuvens
negras me abandono
Tenho o aval da tua ingratidão
Que desconhece o
amor feito de sonhos
Que faz em mim
perene a aflição.
Por sobre tua
sombra me exarco,
No torpor cruel
que me debruço,
Se me falta no
peito este soluço
Me atingirá no
ego o estilhaço.
E se espalham
hediondos, carcomidos,
Todos os desejos em
meu âmago reprimido
Avassalando o caminho
que mal traço.
Sobras de mim esgotarão
os teus sentidos,
Restos de ti alcançarão
o meu regaço,
Juntando em
mim todos
os pedaços,
Espalhando som
que fazem
os teus passos
Parecerem explodir
em caos ruídos.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

TÉDIO

Vai vento que sopra nas ramas
Leva p'ra longe do que inflama
O gelo que embalsama
Meu intrínseco talvez.
Corre os vales e as campinas
Torna-me suave menina
Com a meiguice na tez.

Corta a fase que implica
Tanta lógica em metafísica
A envolver meu viver...
Ah! que vontade de nascer,
Ser fonte e virar regato
Correr vale seguir no mato
Sem nunca me dissolver.

Mudar em mim falsos rumos
Seguindo com o mesmo aprumo
No rastreado a sorrir...
Faço desse os meus sonhos,
Mesmo que às vezes
tão tristonhos
Não querendo me incluir
Dá vez a um tédio medonho
Que busca ser enfadonho
Rugindo em torno de mim.

Calo essa dor e absorta
Crucifico em minha boca
O clamor que há de vir
Gritando ao mundo a saudade
Abstendo o mal que me invade
Só para te ver feliz...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

CLARIDADE

Um sol ardente me envolve em réstia
Pela encosta do horror que escalei
E se dissolve ao redor da inércia
Para focar o ponto crítico onde parei.

Fico aturdida interpelando a vaidade
Nos alabastros dos anos que já trilhei
Ressalto em mim o alvor da claridade
Pra ressurgir como a Santa que adorei.

São tantos os pecados que carrego
Vendo o astro no céu que me conduz
Me confundo e pelo súbito me entrego
Absolvendo em reverência a sua luz.

Se durmo em pastos por amores embalada
Acordo com matilhas a me agredir
Preciso expor risos em boca silenciada
Pra não tombar quando a fraqueza permitir.

Agora que pressinto a escuridão
Esmaecida pela força desse raio
Sou mais anjo, ou sou poeta em mansidão
curvada pelo suplício onde me esvaio.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

CARROSSEL DA VIDA

Rola carrossel!
puxa a vida,
torna-a doce como o mel.
sobe
desce
alcança
a força
da energia
que enaltece.
Meu coração gira
e flui
toda a vertigem,
desejando
nesse redemoinho de luz;
equilíbrio,
sonhos a alcançar.
carrossel é fragrância
da infância,
delírios a bordejar.
Vamos girando,
sorrindo,
chorando,
pensando às nuvens chegar,
cada um agarradinho
em seu lugar.

SIRVA-SE

Venho servir a alegria
para refrescar o seu dia.
Que possamos estar sempre
em sintonia...
Prove do meu copo gelado
e sinta mais calor.
Olhe meus olhos,
estão brilhando
emocionados,
estou aqui com você
e posso lhe dar muito amor.
Beba meu sabor,
foi feito com carinho.
Prove minha doçura,
é uma festa de ternura
dada em busca de beijinho.
Vamos degustar a troca,
esse quitute que choca
e na ida e vinda desloca
a fome de muito jejum,
lambendo e sorvendo
um a um.

MEU VIAJANTE AMOR

Amor...
Disseste-me que teu sonho era
ver acima do sol
quando ele surgisse na terra.
Mediante a tua partida consternada
era essa a expectativa
que aguardavas...
Era essa a viagem que esperavas.

Hoje, deves ter realizado teu sonho.
Como um menino travesso
voastes de qualquer jeito
indo de encontro ao amanhecer.
Estarás brincando no corrimão dos astros,
teu sorriso eletrizando as nuvens,
deixando a terra gotejada.

Serão tuas lágrimas de felicidade
que inundarão a eternidade
por tão sublime ocasião.
Refletes no meu dia essa euforia
e guardo como tesouro o que dizias
ser unicamente meu teu coração.

SOBREVIVI, ACREDITE!

Sim entendi...
Seu silêncio é a sua intenção;
Somos vagos portos
sem embarcação.
O amor era uma casca
e apodreceu em vão...
Nosso caminhar se distancia,
já não alcanço tua mão;
O amparo perdeu-se no espaço
Embnhando-se no mato,
Selva densa da decepção.
É tão antigo esse refrão...
Apontar o dedo em riste
pra o meu medo,
fere-me e distorce-me a razão.
Tento desmascarar o teu viver
Feito de dúvidas,
de culpa,
para entender
Que a fuga é um artifício banal...
Que tudo se perde
nesse mundo no final.
Ainda te redescubro
em meio as tuas máscaras
e escolho a que mais me
agradou por tuas farsas,
Atando em mim o sorriso
que em ti vive:
"Survived believe".

Só me prendo ao que constrói
Mas, tua ausência me dói.
Mesmo assim quero amanhecer
Entre as flores do teu perfume...
Perdoa sobre tudo o meu ciúme,
porque, não posso te esquecer.

IRREFLEXÃO

Frio...
Inverno
gélido,
níveo,
tétrico.
Ameaçante,
estressante,
dissonante.

Hibernar...
Medo de congelar.
Lagos sólidos,
bucólicos,
expectantes
sob a luz do luar.

Submergir e flutuar
entre as nuvens de sorvetes
de coco,
extrair o calor
dentro de um trompete oco.

ESPERO SORRINDO

Finalmente o sol deu às caras!
Meio frio, dissimulado,
igualzinho a mim...
Mas, não vou deixar
a tristeza me consumir.
Não deixo, não deixo!
Sou difícil na queda;
quando ela vem eu preparo
o meu melhor sorriso
e jogo na cara do dia.
Minha arma,
meu passaporte pra alegria,
meu deslumbre.
Lembro
ah, como lembro!
Daqui a pouco vai esquentar,
o verão vai voltar...
e eu?
ah, eu vou tomar meu banho de mar.
Por enquanto, é só viajar

SE VOCÊ TIVESSE DITO ADEUS

Você não me disse adeus.
Esqueceu.
Deixou um vazio imenso
entre o depois e eu.
Saiu como um ladrão,
após roubar minha atenção.
Não se lembrou da despedida,
nem de dizer algo
pra não me deixar
assim, tão perdida.
Se foi.
Juntou os cacos de
meu coração partido
e construiu um
muro intransponível,
deixando-me do lado oposto,
afogando em ironias
o meu desgosto.
Você devia ter dito que ia,
seria o mais correto
para aquietar a minha dor,
mais humano pra
valorizar o meu amor.
Mas você foi cruel.
Tratou-me como
uma figura de papel,
um rabisco sem valor...
E, agora eu ainda ouso sonhar
que um dia você vai voltar.
Mas, no fundo, sei que você e eu...
Eu entenderia mais se você tivesse dito
ADEUS.

domingo, 1 de julho de 2007

AMIGA-ANJO

Sob o chão teus pés percorrem alados
Buscando a alegria de querer
E envias como um sol descortinado
Raios tão puros de sofismas inigualados
À todos que compartilham o teu viver.

Lu... Luz... Lúcia, amiga Anjo!
Desafias os encantos dos Arcanjos
Nessa entrega de amor que em ti encaixo;
Pois teus braços são laços
Onde entrelaço
O meu sorriso complementando o teu abraço
Que como asas irradias ao amanhecer.

És a chama que ilumina o rosto dos que passam
Por tua vida, felizes por ti ter...
Amiga-Anjo festejo em ti essa alegria
Por fazeres o bem com euforia
Entristecida por nada além poder fazer,

Quando a dor se supera te deixando comovida
E tentas dar forma mais divina a própria vida
Que te abençoa fazendo mais e maior o teu prazer.

Tens o clarão dos que descobrem o lume da amizade
E acalentas para nunca se apagar,
Afastando para longe a falsidade
Entenercendo-se com a capacidade
Dos que roubam o amor dos Qerubins para agradecidos entregar-te até o fim.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

SENTINDO O AMOR

Sinto o amor quando te sinto perto.
Em algum lugar, aquele olhos incertos
fitando a esmo, querendo me encontrar.
Sinto o amor, quando recebo nos escritos
Palavras que entornam grifos
Para a minha alma adivinhar.
Sinto o amor no teu rosto envelhecido
Que fica tão rejuvenescido
quando tentam me animar;
Dizendo frases que encurta
O meu anseio que escuta
Na esperança de buscar
De ti o consentimento
para eu ter no meu alento
Todo o sonho de te amar.

A HORA DO AMOR MAIOR

Te reencontrei na esquina do meu desencanto,
Amor, meu velho e novo amor!
Sempre gentil destilando mel sobre o meu canto,
Acalmando, como uma brisa fresca, meu pavor.

Leva embora para o abrigo do teu Ser,
A dura realidade de uma fuga,
Que constrói, reprimindo o meu viver,
A difícil correnteza que me suga.

Dá-me tua mão, aperta forte e me segura;
Abraça-me com teu carinho envolvente,
Adona-te de meu corpo, solto, que te procura,
Para essa entrega prometida a ti somente.

Colados nessa onda que nos aproxima,
Voltados para o ápice da sedução,
Deixa em mim tua marca que me anima
E vamos nos unir nessa lúcida absorção.

Não diga nada, pois a hora silencia;
Deixe só nossas almas comentarem,
Não perturbemos a sublime companhia
Dos nossos sentimentos a se falarem.