Separa-me do meu espelho
Uma bruma espessa - talvez a verdade
Ou, quem sabe, a tristeza da fria da realidade...
O tempo passa... Ficam as marcas
Incorrigíveis da idade...
Fico no meu silêncio, perplexo...
Será que adianta sonhar? Vejo estampado
Naquela imagem, o reflexo
Do tempo... Do meu eu passado,
De o meu longo caminhar...
O espelho mostra-me a realidade,
Não quero apagar os meus sonhos...
Seria covardia ter medo da verdade.
Sigo, a sonhar e acreditar no amor...
Na paixão.
Por que não! Ainda tenho um coração,
Ávido para amar.
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