quarta-feira, 3 de junho de 2009

Diante do Espelho

Separa-me do meu espelho

Uma bruma espessa - talvez a verdade

Ou, quem sabe, a tristeza da fria da realidade...



O tempo passa... Ficam as marcas

Incorrigíveis da idade...



Fico no meu silêncio, perplexo...

Será que adianta sonhar? Vejo estampado

Naquela imagem, o reflexo

Do tempo... Do meu eu passado,

De o meu longo caminhar...



O espelho mostra-me a realidade,

Não quero apagar os meus sonhos...

Seria covardia ter medo da verdade.



Sigo, a sonhar e acreditar no amor...

Na paixão.

Por que não! Ainda tenho um coração,

Ávido para amar.

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