domingo, 5 de outubro de 2008

Inventa, mas me liga!

Inventa um sonho, não um qualquer,
permita-me tomar uma taça do desejo,
embriagar-me deste teu corpo,
sem permissão invadir até teu sim.


Inventa que não pode hoje,
que teu mundo mudou para outro,
o que era meu já não existe,
em teu corpo não entro, estou fora.


Inventa um pensamento sem meu prazer,
um momento sem dizer meu nome,
descola o sentimento da tua alma,
esquece o tempo, as noites, o sexo.


Inventa o que quiser, desdenha do meu amor,
mas me liga assim que sentir minha falta,
quando teu corpo sentir frio sem o meu,
quando a boca secar sem minha saliva.


Inventa um novo eu, um novo amante,
tenta fazer teu coração parar sem explicação,
quando daquele meu jeito tomo teu corpo,
e calo tua boca sufocando-a de prazer.

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