Nos anseios da noite,
sob o som do aço prateado
encontro-me na soberania
solista, da lua, em sua fase maior,
despejando em prantos, toda
a musicalidade aflorando em
visionários sentidos, melancolia
a flor da pele!
A meia luz,
desvelo seu corpo,
deixo o ópio desvendar
sua face, sua poética
embriaguez, estonteando
meu olhar, meu divagar!
Como testemunha,
a branca luz propaga-se
diante do sorriso estampado
em suas dunas, da maravilha
de dançar sentido os morangos
em sua pele, a recitar!
Entre os sinos e a madrugada,
escorro-me em lamentos
tibetanos, lhe vejo em cada
movimento alforriado
na paixão, transpirante
em sua dourada nau,
lhe vejo em cada
instante, desaguando no amor,
estereotipado em seu frenesi,
lírico guardião, do seu coração
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