sábado, 25 de outubro de 2008

Dourada Nau

Nos anseios da noite,

sob o som do aço prateado

encontro-me na soberania

solista, da lua, em sua fase maior,

despejando em prantos, toda

a musicalidade aflorando em

visionários sentidos, melancolia

a flor da pele!



A meia luz,

desvelo seu corpo,

deixo o ópio desvendar

sua face, sua poética

embriaguez, estonteando

meu olhar, meu divagar!



Como testemunha,

a branca luz propaga-se

diante do sorriso estampado

em suas dunas, da maravilha

de dançar sentido os morangos

em sua pele, a recitar!



Entre os sinos e a madrugada,

escorro-me em lamentos

tibetanos, lhe vejo em cada

movimento alforriado

na paixão, transpirante

em sua dourada nau,

lhe vejo em cada

instante, desaguando no amor,

estereotipado em seu frenesi,

lírico guardião, do seu coração

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