segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O Que Fiz

Porque que não penso
Será que sou um ser irracional
Atiro-me a fazer o que bem entendo

Sem pensar nas conseqüências de meus atos?



Por que desejei conhecer o aroma do teu corpo
Será que para sentir tua presença em meus sentidos

Sentir o teu amor e o calor do teu corpo junto ao meu

Explodir de desejo te querendo?



Sentir também o singelo roçar de nossos corpos

Partir para estreitos abraços e transcendermos

Além da vida além de tudo e além de todos?



Oh quando tornaremos ao nosso juízo perfeito

Talvez quando a fúria dos deuses se aplacarem
E nada nem ninguém tentar nos separar

Ou quando todos entenderem que desejamos
Ser cativos de nós mesmos!



Quem sabe quando atinarmos que não tínhamos o direito

De nos aproximarmos sabendo que nosso amor

Não poderia ser vivido neste espaço e muito menos neste tempo?



O Cosmo errou ao tentar acertar o relógio da vida

Que não condiz com nossos sonhos

E nós nos perguntamos qual de nós chegou primeiro
E a resposta sempre nos é negada!



Nada faz sentindo
Sentir tanto desejo acumulado

Sufocado sofrido e não ficarmos lado a lado...?


Sem sentido também é a vida em consentir

Que vivamos perdidos em sonhos
Tornando-nos cegos ante a realidade que nos separa!

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