quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Soneto da verdade

Quando algum dia eu me for deste mundo,
Por certo vão dizer que não vivi,
Que nunca tive sonho tão profundo,
Que me valesse à pena estar aqui.

Dirão talvez do meu destino imundo,
Das tais quimeras onde eu me perdi,
Que nesse tal de amor eu cheguei fundo,
E mesmo assim jamais o conheci...

E pode ser que alguém chore por mim,
Em súplicas febris à coitadinha!
(Não posso reclamar, é culpa minha!).

Lamento o engano de quem pensa assim.
Não se pode crer no que o poeta escreve...
Pois vivi o maior amor que alguém já teve!

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