terça-feira, 13 de maio de 2008

Visão de Raio Xis

Quando abres o compasso do teu passo,

A cor da calcinha rendilhada,

Reflecte-se nas pedras da calçada

E no brilho do meu olhar devasso.



O meu juízo anda tão escasso,

Tem reflexos da mente depravada

E insiste em controlar tua passada,

Medindo a abertura do compasso.



E pelas noites quentes, mal dormidas,

Sonho ainda que nas pedras polidas

Há rendas, que me fazem tão feliz,



Da calcinha que não esconde nada,

Que te desnuda em tua caminhada,

Este meu doido olhar de raio xis!

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