quarta-feira, 7 de maio de 2008

Loucura

O tempo é vento que sopra,
vida que passa o sol,
terra que engole a morte.


Homem é água, liquido e pó,
massa de eterna loucura,
sangue que jorra vida e morte.


A cura vem de um certo céu,
um qualquer deus,
do nome talvez, da hora, agora.


É preciso ter espaço,
lua inteira de fases fingidas,
como loucos os pedidos de paz.


Vento, igreja que reza,
sol, paixão que aquece,
corpo, pó que a terra volta.

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