Arranca de ti a ensopada tira que te venda os olhos.
Que a ti, a realidade se apresente em suas escuras cores
e te abrace com seus tentáculos rugosos e toscos.
Teus olhos se recusam às salgadas gotas reprimidas
e elas retornam pra ti, ensopando teus órgãos e veias.
Teu sangue manchado descora o rubro dos vasos.
Vagas, cega, por desérticas ruas, calcando pedras;
e tua queda eminente te trará feridas.
E as cicatrizes, cada uma delas,
te dirá da tua covardia e destempero.
Não haverá fuga que te proteja dos riscos permanentes!
Sem comentários:
Enviar um comentário