No místico crepúsculo em incenso se evolam
serenas num desfile de matizes a outros ares
onde o íris sorridente reluz ímpares em pares
e naquele cálice em orvalho fresco se arvoram.
Convertem-se em sementes nos alvos pespontos
do fino linho que refletindo os sonhos da seara
adormece o cântaro que aquelas flores ampara
à espera do horizonte que vem ao seu encontro.
Sobrevoam então daquela quimera ao monte
despontando a lua no véu da verde pradaria
onde brilha a cordilheira que enfim responde,
e em dourados atavios descem o último laço
deitando no compasso das águas em calmaria
amalgamadas as tuas no mesmo tempo e espaço.
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