E o meu Silêncio esbarra
na pequenez de muros altos
onde medram, feito caniços frágeis
homens enlouquecidos pela desumanidade.
Os muros que deviam protege-los
são de vidro , que estilhaçam
ao menor soprar da brisa
Pobres homens...
que se julgam donos do mundo
e não conseguem proteger o próprio povo
Com uma falsa segurança
sem risos nos lábios
tendo como deus o ouro
esquecem dos filhos teus
os enviam para a morte em paises distantes
e quando algo os tira da tranqüila "sanidade"
em que imaginam viver
se apavoram com o esgoto em que vivem
e se surpreendem com crimes hediondos
se acontecem dentro dos teu muros
que mascaram ao mundo como seguros.
Em cada homem Deus está morrendo
morto pelos próprios homens
que perderam os princípios, a realeza
No esgoto da terra suja de sangue
de jovens que tanto sonhavam
e impiedosamente foram sacrificados
pela loucura
loucura, que homens loucos, armaram.
Não percebem que a miséria escorre pelos poros dos corpos
cai como semente na terra
e frutifica em pedras de sal
na violência
no estupro
no assassinato
na conivência
no silêncio
na morte..
Quisera ficar assim...silenciosa em sonhos suspensa
até que meu grito sufocado estilhaçasse
os muros de vidros falsos
Pensamento:“ O maior defeito do Homem, é, não procurar compreender-se a si próprio“ Sacramento Gaudêncio
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