segunda-feira, 6 de abril de 2009

LEMBRA-TE

Nas horas de íntimo desgosto,

recorda-te de mim.

Lembra-te deste coração

que um dia já foi teu,

e que em tantas longas horas

ternamente te pertenceu.



No calvário de minhas dores,

eu também hei de me
lembrar de ti.

E quando minhas tristezas

insistirem em me acompanhar,

lembrar-me-ei do coração

que um dia eu amei,

por que o quis tão ternamente amar.



E quando as alegrias de um antigo,

ou um novo amor,

teu coração visitar,

lembra-te das minhas palavras.

Lembra-te que o coração
vive de amor

e ha de sempre

querer outro coração amar.



E quando nas horas de solidão,

as lágrimas insistirem

teus olhos marejar,

chore, sim chore!

Pois será com as lágrimas que

o coração hás de lavar.



Eu também farei o mesmo

na minha recordação.

Lavarei o coração com

as lágrimas daquele amor,

que um dia minha alma perfumou,

quando te transformaste para mim,

naquela linda e perfumada flor.



E quando alegremente

sentires do mundo minha partida,

não chore,
pois a morte é apenas um

hino de louvor, e também uma guarida,

anunciando o adeus

de uma alma já esquecida.

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