domingo, 12 de outubro de 2008

Sou realmente diferente

Por que nasci diferente
da normalidade incoerente,
que é o oposto do proposto?
Terei também que negar, a mim,
o único direito de ser feliz?
Não bastará a liberdade
rotular a normalidade, limitada
a poucos conceitos,
cheios de preconceitos,
com tantos erros, sem acertos,
vendo a imperfeição
do próximo tão distante?
Serei eu mesmo o diferente,
dentro da sensibilidade
que distingue a igualdade,
por dentro e por fora
do meu próprio sentimento?
Sei dizer, te amo,
sem complexos de superioridade,
desconheço a maldade,
hoje em dia tão normal,
que não teme o escuro,
assalta em dias claros,
mata o outro sem razão.
Ah! Sou diferente...
quero ser feliz fazendo o bem,
sem perguntar
por que nasci entre os descrentes,
que não sabem quem eu sou,
onde vou, ou, porque,
simplesmente,
sou uma pessoa diferente,
que não mente, não engana,
e que vive...
entre tanta gente sacana.

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