sábado, 11 de outubro de 2008

Navegando em delírios

Mergulhei na calmaria de seus braços
senti a água morna que envolvia
meu corpo e queimava meu coração.
Me envolvi em seus abraços
nadei em busca da emoção.

Cada onda de calor
me dava mais e mais
vontade de fazer amor.

Nadei em volta de sua silhueta
como sereia,
em busca do orgasmo desejado,
fazendo mil piruetas.

Cheguei ao clímax
mergulhando no seu tesão,
na profundidade de sua sedução
onde soltei minhas fantasias
realizei meus sonhos
chorei de felicidades e alegrias.

Gaivotas que voavam livremente
em busca de alimentos,
nos circundavam curiosas
observando a dança de nossos corpos
na suave harmonia de nossos movimentos.

Navegando em delírios
soltei as amarras que nos prendiam,
levantei a ancora,e na imensidão azul
do oceano, festejamos com ardor
nosso amor,velejando sem destino
guiados pelos nossos sentidos,
atravessamos dias e noites de
calmaria, ventos e tempestades,
mas no ferver de nossos corpos
nos alimentávamos da seiva do
nosso amor,nos orientavamos e
nos abrigávamos na chama do
nosso gostoso calor.

No meio do nada,
tudo tínhamos
nada faltava.

Para que terra firme,
se somos como piratas
que nas águas frias
esquecem a dor,as
preocupações,
vivem só de orgia,em
busca de tesouros valiosos
sem nada temer.

No meio do nada,
nossas jóias mais preciosas
estavam ali entregues
para serem saqueadas
um ao outro,
num total delírio de amor

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