Pergunto ao espelho,
se sou eu mesma,
quem escreve versos na noite
e devora o papel com os olhos
desgastando-se em silêncio,
e sacudindo-se em dor
pelas perdidas palavras.
Sob o véu da madrugada
busco meu outro eu
e o encontro:
está escrevendo
hieróglifos de insônia,
tendo entre os dedos,
a caneta corroída
pelos sonhos.
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