sábado, 23 de agosto de 2008

FIM

Não quero ficar assim, tão irada!
Porque a vida não é nada,
Nesse espasmo,
Nesse avesso de orgasmo,
Que me faz arrepiar...

Quero voar!
E preciso me desvencilhar,
Das tuas indagações,
Das tuas perturbações,
Da tua curiosidade...

E da falsidade...
Porque nada do que dizes é verdade!
Eu finjo que acredito,
Abraço meu sono bendito,
Para esquecer...

Mas não há quem possa saber,
Melhor que tu, torturar e aborrecer...
E ainda zombas da minha dor,
Em vestes de anjo do terror,
Com teu sorriso maléfico!

Que apregoas ser benéfico...
Porém, teu olhar venéfico,
Envenena minhas horas de magia,
Com generosas doses de hipocrisia...
E sarcasmo!

Abandono aqui, o meu marasmo.
Cansei do teu falso entusiasmo!
Que tentas convencer que é meu.
Se eu ainda não disse...
Que seja agora!

Por Deus! Entenda de uma vez:
So long... Adiós... così lungo...
Au revoir... Adeus!

Eu quero paz.
Dá pra ser?...

Sem comentários: