quarta-feira, 6 de agosto de 2008

DESEJO E CONQUISTA

Tanto amor sofrido, sem um sorriso sequer.
Caminhos tantos percorridos… nunca meus.
Antecipação dum prazer que nunca chegou.
Junto ao cais fiz morada, num eterno adeus.

Dei de mim o que tinha e não tinha; lá fiquei.
Em desprezo, indiferença, votei os meus dias.
No meu peito, guardei o amor, triste coração.
Estradas levantadas, e nem sabias, ao que ias.

Reservou-me a mãe natureza o olor das rosas.
E erguendo-me, de mim mesmo, um outro eu
deu-se ao direito de conquistar alto o pendão.
Hoje, meus queridos amigos, sou tudo de meu.

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