Se eu pudesse entrar numa dobra do tempo,
retornaria a um ponto do passado remoto,
em que tudo era entretecido em devaneios,
e o Amor se mostrava em magia premente.
Mas hoje em dia, não consigo mais acreditar,
que a vida ainda me reserve um grande amor.
Sei que ele é fundamental, mas está tão longe,
tão fora do alcance, que é melhor nem sonhar.
Há na serenidade, um desejo de vida fluindo ,
entre carinhos e afagos amigos. Daqueles que
habitam as regiões dos sonhos e quimeras,
que desejam dar sentido à vida, serem diferentes.
E são destas pessoas que gosto de cuidar!
De podermos juntas palmilhar o caminho,
que as levará à ressignificação de suas vidas,
enquanto o meu coração aprende com elas.
Penso na vida como um grande continente,
com várias nações, às vezes em conflito.
E quando se pode dar as mãos a quem precisa,
de certa forma estas mãos também nos ajudam.
Então passa-se a perceber que o amor universal
abraça a tudo e a todos de uma forma tão carinhosa,
que fica impossível conter em nossas regiões da psique,
as ânsias incontidas de fundir-se no coração das pessoas.
Sonhamos sempre com o amor de uma única criatura.
Mas agora, depois de amores e paixões vivenciados,
me ponho a pensar que talvez este amor escravize,
retirando a total liberdade de ser e de conviver.
Talvez eu esteja falando de amores possessivos,
de afetos que podam o outro, de ciúmes que destroem,
de relações compulsivas, em que um vive à sombra do outro.
E então o que deveria ser maravilha, acaba se tornando ruim.
Mas de toda forma, à vista de um ponto, da linha do horizonte,
se possa quem sabe, vislumbrar uma tênue esperança de que talvez,
a qualquer momento, vindo não se sabe de onde, ele surja:
um Amor que chegue para agregar Alegria e Felicidade!
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