Hiberna tão branco animal, expira nesta fria grei,
resiste um pouco mais a degradante mutilação
duma mão tão obscena calando os teus gritos de extinção.
Disparate! Um tiro seco no urso e era uma vez um rei.
Exibe a altivez do sangue e a cabeça do alvo troféu,
está feito o ato e a dizima nos segundos da inglória,
e ao homem, ser racional, dou os pêsames à vitória!
Instinto assim, homo assassino, condecoro-te cruel.
Bebe o gelo do peito frio e mata a sede de morte,
vai caçador qual bicho sem coração, extingue o Ártico,
abate antes a covardia e o escárnio do vil recorte.
Tu és a grande raça desfilando a coragem torpe?
O rifle e o rosto, dito humano, em riso sarcástico
rasgando a pele do último rei da abolida corte...
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