Outeiro pobre, nem tem cruzeiro...
as flores não te querem, só há ervas daninhas,
as aves te desprezam e em ti não fazem ninho,
nesta terra estéril nada germina...
Solitário monte perdido nesta campina,
o vento te açoita e o sol te abomina.
A chuva sobre ti é triste como o choro
e a lua não te resplandece, opaco morro.
A terra foi tua madrasta,
negou-te o sentido da vida,
condenado à solidão, tornou-te vazio...
e o tempo te esquece pobre outeiro!
És para mim o meu espelho,
sou como você, solitário eremita,
não conheci o amor, só o desprezo,
não sinto alegria, meu coração é brita.
Como tu, sou morro e só, morro!
as flores não te querem, só há ervas daninhas,
as aves te desprezam e em ti não fazem ninho,
nesta terra estéril nada germina...
Solitário monte perdido nesta campina,
o vento te açoita e o sol te abomina.
A chuva sobre ti é triste como o choro
e a lua não te resplandece, opaco morro.
A terra foi tua madrasta,
negou-te o sentido da vida,
condenado à solidão, tornou-te vazio...
e o tempo te esquece pobre outeiro!
És para mim o meu espelho,
sou como você, solitário eremita,
não conheci o amor, só o desprezo,
não sinto alegria, meu coração é brita.
Como tu, sou morro e só, morro!
Sem comentários:
Enviar um comentário