sexta-feira, 13 de abril de 2007

AMOR VERMELHO

És o vermelho caótico dos meus versos,
A gôndola que passeia em meu torpor,
Suave derramar de carinhos que complexos
Me enternecem desmistificando o amor.

Braços vorazes, boca contorcida
Envolvem-me em crítica sedução;
Sou a negação da dor da propria vida
Que embala os sonhos perdidos na emoção.

Passos que ecoam na fúria do compasso
Celebrando os martírios que impetraram,
Regozijam-se funestos em todo espaço
Perpetuando o clamor que em mim deixaram.

Assim te chegas, como a chama que atordoa,
E invades o que de mim ainda resta;
Sopro de luz deixando-me como quem voa
Para beijar outros lábios de promessa.

E nessa cor flamejante em antonia
Debruças-te inteiro sobre mim,
Desfazendo o mito que em ti eu via,
Superando os meus anseios em triste fim.

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