segunda-feira, 6 de abril de 2009

EM VOZ ALTA

Que o pensamento incomoda muito gente.
Que as novas ideias, qual tempo do obscurantismo,
sejam largadas à fogueira, da ignorância e do medo…


Que o Homem, em novos antros, de falsas crenças,
se auto flagele, perdida a personalidade e o orgulho.
Que todos os valores, a nada nem a ninguém signifiquem…


Que a ciência seja desacreditada, como coisa do inferno.
Que se caminhe a passo de outros, quais bonecos sem vida.
Rosto enterrado no lodo, sem ter porque ser ou haver…


Que a igreja, como em todos os tempos, nos regateia.
Entregando aos inimigos, suas ovelhas e cordeiros.
Que a pedofilia, brutal realidade, dos padres vil quinhão…


Que as crianças tenham perdido toda a sua inocência.
E a liberdade, há muito, deixasse de ser uma brincadeira.
Que reine a desconfiança, até no mais simples do gesto…


Que a credibilidade, refazer da confiança, leve seu tempo.
Que o Homem persista nesta tão necessária demanda.
E não deixe de se dignificar e honrar, pelo trabalho…


Que a droga e o álcool, atinja quer a jovens quer a velhos.
Alucinados nas suas próprias desventuras, a tudo alheios.
Que a ilusão é presente, em cada sorriso pateta…


Tudo isto, por todos nós, é deveras mais do que sabido.
Que nada se faz nem sequer alguma vez se veio a fazer,
sem o assentimento de nossas mãos, por nosso pensamento.

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