terça-feira, 3 de junho de 2008

A VIDA EM UM SONHO

A vida...
É um enredo,

O olhar é um ostensório qu'expõe o espírito,

às vezes, carente,

às vezes, disperso

às vezes com a pureza dos santos do celestial

ou, ainda, com as incertezas

de um purgatório...

Nesse drama sou um ator

Do teatro da vida...

Numa escala indefinida

Faço o papel do carente

Na corte das rainhas do amor.

Quero navegar... quero libertar
O meu barco das amarras

Que o prendam à ilusão,
Quero romper o cabo da âncora

das minhas incertezas,
Quero prossegui sem os instrumentos

Que o fundeiam e o imobilizam.
Viver assim, não é fácil para este timoneiro

De sonhos em vão...

Não vejo o ancoradouro,
Vejo a agitação da vaga a destruir as venturas,
E os ideais conquistados com o esforço de um mouro
No decorrer desta minha vida, que é um tempo

Cheio de contradições e desditas...

E, como o meu barco...
Seguem tantos outros, entre rosas e o rosários dos santos,
Entre lágrimas minadas, nos oratórios dos pecadores,
Nas orações, com peitos contritos ou em constrição...

Acordo com o sol a me iluminar e a me convencer
De que é tão somente uma miragem, essa viagem
Que se instalou nos meus sonhos.

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