terça-feira, 3 de junho de 2008

O AMANHECER (II)

Primeiro, desponta a pálida aurora...
(Uma penumbra com ares de solenes)

Depois, os primeiros silvos anunciam ao longe,

São os pássaros a brisa a comemorarem

O milagre de mais um dia...



O silêncio perde o comando do ritual,

Quando se rompe o som da natureza,

E a exuberância da sua beleza.

É benzida pelos raios do sol...



A lua esconde-se distante,

Mas não leva consigo a tristeza,

Ela vai, também, de lá, contemplar a beleza

Com a vaidade de uma amante.



Cada dia é o nascer de nova vida,

É o que de mais belo nos dá o Criador,

Nele está a felicidade para ser vivida,

Nele está o mistério do amor.



Cerro os olhos, em reflexão,

Solto em vôo o meu pensamento,

Explode soberanamente.

O amor no meu coração.



Vejo-te, ó amor, quero te tocar,

Estás transfigurada em um raio de sol,

Transforma-te, logo, em uma flor,

Quero, ansioso, te amar.



Assim, o dia será encantador...

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