Via-se morrer o amor de braços abertos.
Uma espuma azul andava nas areias desertas.
Nos galhos frescos das árvores, recentemente cortadas,
meninas todas de branco se balançavam.
O eco partia o baralho de suas risadas.
Via-se morrer o amor de mãos estendidas.
Uma lua sem memória pelas águas transparentes
arrastava seus vestidos.
Via-se morrer o amor de solidões cercado.
Via-se e tinha-se pena sem se poder fazer nada.
E era uma tarde de lua,
com vento pelas estrelas esquecidas.
E ao longe riam-se as crianças:
no princípio do mundo, no reino da infância.
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