Quero saborear esse mar
como se fosse comida inventada,
mas quero memorizar a receita.
É que tudo ao redor é ingrediente
enchendo minha fôrma de verso.
A areia branca em meus pés,
A areia branca em meus pés,
trigo no sol, massa nas águas...
E o mar que bate, bate, bate,bate na pedra,
bate aqui dentro.
Vou juntando conchas aos poucos,
ao ponto das espumas.
Não precisa de açúcar,
Não precisa de açúcar,
pois a tarde por sí é doce,
e a beira-marmanda colheradas cheias
de brisa verde-azul,
e também salpica em meu rosto,
gotas de sal marinho.
Ah, fermento, maresia,mar que chia,
Ah, fermento, maresia,mar que chia,
fervilha;vento que chama
aquelas árvores distantes.
Elas murmuram,
querem vir,mas não tenho mais tempo
para interpretar silabas inacabadas.
Preciso ir,
mas quero levaresse sabor de mar
pronto para viagem...
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