Eis que já me vou, livre entre ícones e grifos
cruzando os costados, descendo alambrados
sobre as cordilheiras volateio este meu brado
sou prodígio, gota que se esvai pelo postigo.
Danço, ritmando o véu a todos os tambores
desço do anel, corrijo o epígrafe designado
c'o obscura tinta na seca pauta caligrafado
cruel sentença! A padecer em negras cores.
Tomo à palma o centeio, o joio já separo
centelho a viva luz naquele triste espelho
e lanço na sementeira o verbo alforriado,
liberto da algema incoerente e sem razão
solto aquele grito oprimido pelo vermelho
que fizera de mim, sombra sem compaixão.
cruzando os costados, descendo alambrados
sobre as cordilheiras volateio este meu brado
sou prodígio, gota que se esvai pelo postigo.
Danço, ritmando o véu a todos os tambores
desço do anel, corrijo o epígrafe designado
c'o obscura tinta na seca pauta caligrafado
cruel sentença! A padecer em negras cores.
Tomo à palma o centeio, o joio já separo
centelho a viva luz naquele triste espelho
e lanço na sementeira o verbo alforriado,
liberto da algema incoerente e sem razão
solto aquele grito oprimido pelo vermelho
que fizera de mim, sombra sem compaixão.
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