sábado, 14 de abril de 2007

TU, MEU FIM

Vórtice que rasga o céu em voz de anjo
grito em brisa forte, ensurdece e nasce
do âmago arranca o rubi e num enlace
minh'alma à tua, prende em arranjo.


Passa_vento revolve as ondas e se amolda
levantando a areia no cais da minha sorte
e ante a fúria do mar ouço aquele acorde
levando-me ao caminho de ida e sem volta.


Neste turbilhão, sou insensata e sem chão
vejo tempestade espraiando em vermelho
o amor que borbulha a minh'última porção


e esta fagulha ardente me toma ainda assim,
sangra a derradeira gota, e frente ao espelho
só o vulto do cerne a ti entregue...meu fim!

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