sábado, 14 de abril de 2007

LÁGRIMAS VERMELHAS

Como és possessiva.
Me queres. Dominas.
Me dás a lua bebendo
Em minhas mãos!
Me tomas!
De assalto me tomas em Brigas suaves.
Volátil.
Lambe-me o sangue
Que escorre na boca Pisada... na ansiedade!
Em teu gemido O meu lamento.
Lágrimas me escorrem
Pelos olhos machucados.
Tantas são as saudades
Futuras e pretéritas
Que choro lágrimas vermelhas,
Lágrimas cor de sangue!
Ah! Poesia! Amante, amiga, parceira.
Tu és também minha cúmplice
Nesta desdita...
Tu - sou eu! Palavras eternas,
Que nem o vento,
Gelado vento sul, carrega!
Tu és paixão, Ó poesia!
Eu - te traduzo em lamentos,
Tristeza, lágrima vermelhas, Sangue do olvido!
Tu és infinita.
Um mundo de poeira e de pó!
A mim, o infinito somos nós!

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