Gatos pardos, passam por mim, na morbidez
Da tarde, que se antevê.
Pessoas no regresso
A casa, numa profunda e inócua languidez,
São este pardieiro no seu pueril processo.
São gatos pardos na mais sublime lucidez,
São gatos pardos na mais sublime lucidez,
Sempre altivos e profundamente independentes,
Comem do chão ou dos pratos com avidez,
Da boa gente que não os acha diferentes.
Saltam de lata em lata, à procura de comida,
Saltam de lata em lata, à procura de comida,
Fazem barulho estridente e dão-nos guarida,
Quando a noite entra pela madrugada adentro.
Foram deuses adorados nos idos tempos,
Foram deuses adorados nos idos tempos,
Agora quem lhes escuta os lamentos,
Quando lhes esfolam as peles para seu contento?
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