terça-feira, 29 de março de 2011

Eu, apenas um tolo

Não sei o que procuro nos meus outros amanhãs,
meu hoje é sempre igual e diferente do ontem,
procuro paz em todas as vidas que já tive,
não quero apenas viver, preciso ser mais,
conhecer melhor, crescer melhor, renascer melhor.


Mas às vezes pareço me ignorar, me perco,
caminho ruas do passado e não me encontro,
preciso me olhar menos, sem machucar,
ir pra valer atrás dos meus sonhos, sem correr,
deixar as portas abertas o tempo todo de liberdade.


Se a vida e um presente, devo abrir, tirar proveito,
parar de assinar cheques, quebrar os cartões,
sentir o gosto do mundo, perfumar de outros corpos,
saborear de outros sexos, gozar cada pedaço deste
presente que ainda não sei como abrir o pacote.


Não posso e nem quero ser prisioneiro desta solidão,
tem dias que sinto estar perdendo pedaços de mim,
não sei jurar, mas prometo mudar e não ficar tão só,
quantas vezes tentei me ligar a outros, mas quem são?
Sou um tolo que não acredita em sonhos, não acreditava!


No meu hoje não estou só, nem preso a minha solidão,
juntei meus cacos e joguei na lixeira da vida,
pedaços de mim voaram até um céu e trouxe amor,
agora tudo faz sentido, sei quem sou, talvez até mais,
aquele tolo hoje acredita em mudanças e em sonhos.

Ser mulher

Ser mulher...
é não ser só de aparências...

é ter momentos tristes e felizes...

é saber da vida de todos os seus...

é se atrapalhar vez ou outra com uma cantada...

é dar carinho gratuito na hora certa...

é fazer amor com amor... ser cúmplice...

é ter fome de vida... de paixão... cheia de tesão...

é sair de dentro de si e entrar no outro...

é esquecer teu coração pra cuidar do amado...

é tomar a frente pra fazer amor... inventar...

é ser ousada... abusada... desavergonhada...

é pedir um carinho quando triste...

é ser a amigona nas horas das incertezas...

é fazer de todos os momentos uma parceria...

é ter coragem pra chegar dizendo te amo...

é ter sempre uma saída sem se mostrar frágil... indefesa...

é sofrer sem saber...

é chorar sem razão...

é demonstrar toda emoção...

é ser adolescente... garota... mulher...

é ser a amante... a desejada... a vadia... a santa...

é ser do teu homem...

é ser apenas você mesma...

é ser simples... simplesmente mulher.

Fêmea e mulher

Te quero mulher,

no seu tempo,

nem santa,

nem prostituta,

apenas mais...

amiga,

simples,

fêmea,

só a pura amante,

despretensiosa,

a que chora

e que ri,

a do simples gozo

ou a do prazer total,

mas minha,

só mulher,

te quero íntegra,

que explode de paixão,

mas tenha vida

e fale os sentimentos,

que urre de tesão

e chore por amor,

que sorria no desespero,

nunca em rascunho escreva,

seja sempre a original,

sem cópia,

me jogue na sua vida,

que ame

ou só que te ame,

mas nunca deixe de ser...

fêmea... e mulher minha.

Você mulher

Estou escrevendo para você,

mais uma vez tenho que te dizer,

tenho saudades de nossas noites,

daquela parceria,

ainda sonho... sabia?

Você me ensinou a ser feliz,

foi assim um dia.





Foi em todas as noites,

em todos os momentos,

sei que foi aqui,

acreditei no seu sol,

descobri a lua,

entrei pelas estrelas,

a luz quase me cegou,

foi assim que aprendi a escrever o amor.





Foi você sim,

me mostrou muitos caminhos,

me jogou felicidade em cima,

entrou como um cometa,

sem titubear me fez surpresa,

disse que eu podia,

entrei e fiz tudo que queria,

foi assim que aprendi a amar.





Foi você sim,

quem mostrou a felicidade,

não precisei nem olhar o caminho,

pegou em minha mão,

me fez sentir seguro,

me guiou,

sem perguntas, sem cobranças,

até então não sabia o que era vida,

é, foi assim que me deu muitos dias felizes,

obrigado por ser assim, mulher.

A mesma mulher

Era só um mar, parecia monstruoso mar,

um amante ardente de felicidade,

um caso ao acaso, uma vida a viver,

banhada com ondas separadas de sim e não.





Não sou rei do meu sentimento,

meu amor sim, encantado por ela,

maré mansa, correndo cada palavra,

deslizando o antigo novo amor de hoje.





Assim sou, assim minha eternidade de agora,

misturando os tempos, os sentimentos,

em nenhuma dimensão mudei meu sentir,

apenas amo, na medida que me enlouqueço.





Ouço dúvidas nas entrelinhas da sua voz,

não sei falar mais, amar sim,

com mar calmo, ondas, idas e vindas, mas,

apenas de um sentimento, a mesma mulher.

Mulher

Teu corpo é sal e água como mar,
caminhos estreitos de nascer,
cruzam o cio mães que choram,
quando filhos partem do útero.




Feito noivas casam nas noites,
tecem rosários por maridos bêbados,
enquanto na grinalda secam as flores
de laranjeira que benzeu tua alegria.




Quer teu corpo como buraco de céu
em um gozo limpo das dores,
prazer que sonha em preces impuras,
que vai além das tristezas e cólicas.




Mulher deusa de todos perigos,
santa mãe, santa filha, santo abismo,
espelho de fogo que queima a carne.
no êxtase simples de amor e alma.

Mulheres, amantes do mundo

Mulheres são amantes do mundo,
feito flores,
são rosas,
feito dores, são amores.

Te cala no peito a paixão,
toma de amor outro corpo,
sorri com muitos dentes,
ama com um só coração.

Mulheres são amantes do mundo,
não são donas do seu corpo,
servem, adornam o belo,
sem prazer, aquilata o gozo.

Olhos que enxergam a alma,
descontroladamente certa,
oferta a boca com milhares de beijos,
nas queixas, um silêncio mortal.

Mulheres são amantes do mundo,
dos sonhos, dos desejos,
de vontade servível, chora,
grita com prazer a dor de parir.

Dessas almas se fez a minha,
socorrido nas dores, nas alegrias,
palavra presente nos carinhos,
pura pela natureza, inventa o amor.

Mulher

O tempo é como o amor, são marés que voltam,
o ausente está sempre rondando o peito vazio,
quantos sonhos me provocam a mulher que amo,
sou o amanhã antes que o ontem mostre o sol.


Quero suas luzes de desejos rondando minhas sombras,
os perfumes do seu corpo provocando as vontades,
sons ensurdecedores do ritmo alucinante do prazer,
fazendo a paixão queimar a pele dentro e fora do sexo.


Mulher! Por agora, faça-me único nos seus desejos,
seja meus sonhos de uma noite ou de todas mais,
entregue-se, dome, domine, deixe-se tomar pela paixão,
solte-se para que lhe toque fundo no corpo e na alma.


Separo as mãos do corpo, deixando-as ao longo dos braços,
como se fossem asas paradas em meio à tempestade,
toco sua face, fazendo uma pequena trilha de saliva,
arrasto minha língua, descendo entre os seios até à pelve.


O amor agora é o tempo que provoca nossas vontades,
atravessamos desertos, ventos, luzes, relâmpagos,
a menina encontra a mulher, o homem torna-se amante,
o prazer se resume em minutos à paixão, em morte ou vida.

Nome: Mulher

Que nome tem a mulher?
Lembra-me amor,
lábios manchados de vermelhos,
mãos além dos pensamentos,
pernas sem o fio desfiado
e o 28º dia.


A boca de beijos,
como se estivesse em orgasmos,
a paixão,
vai de ponta a ponta das unhas,
esmaltadas, lisas como aço,
para cravar a carne em gozo.


Fala de amor e chora,
as lágrimas recebem a felicidade,
também a despedida.
Seus sins,
seus não(s),
tem o mesmo sentido.


Que nome tem o amor?
Lembra-me mulher,
o espanto, o espasmo,
o proibido, a libido,
como ontem à noite... Eu e você!

Mulher

Hoje não sei seu nome, te chamo mulher,
sem qualquer medo, apenas mulher,
sorri misteriosa como o seu desejo,
os pensamentos voam alto como o céu que sonha,
amante... outra vez, muitas vezes mulher.


Onde anda suas vontades de mais viver,
os ciúmes de uma outra que não existe,
mais pura, mais linda, não como você,
visita seu íntimo e grita por socorro:
-Voltem o tempo, quero ser outra...


Tem o belo impregnado na pele,
dentro e fora do sexo,
o perfume que agride, conquista,
os pêlos entrecortados, um tesão incontido,
desafia a noite exalando seu cheiro provocante.


Seus passos seguem uma rota desenhada,
como rainha, como donzela, como mulher,
como qualquer uma, luta e apaixona,
entrega-se, faz o amante desfilar em suas ruas,
lambuzando-o, o sexo de sexo, o amor que faz amor.


Reconheço sua coroa invisível de cristal amarelo,
o vermelho da paixão estampado na roupa,
o perfume cremoso do desejo espalhado na pele,
os pés firmes na sua própria verdade de mulher,
como se nada mais existisse, apenas uma de sua espécie.


E quando sonha, é de amor que sonha,
um corpo amante de outro mais ou menos puro,
não precisa ter um céu, amor sim,
nos olhos tem que ter o brilho das luas, das estrelas,
assim se sente mulher, simplesmente mulher.

Sonhe, mulher

Voe em seus desejos e em suas viagens de amor,
viva seu lado anjo,
anjo amante ou apenas mulher.



Deixe que a menina
e seus sonhos sintam o vento no rosto,
que suas vestes caiam entre as nuvens
e os prazeres te levem aos céus,
até que sua alma desprenda do corpo...



Sonhe mulher...
até que ame...

DEPOIS DE TI...

Depois de ti... escrevi amor,
falei da paixão que não conhecia,
até chorei um pouco a solidão.

Depois de ti... meus olhos tem luz,
os brilhos vem da alma,
da tua alma na minha, depois do amor...

Depois de ti... o amanhã é sonho,
alguns espelhos foram quebrados,
não quero imagem alheia, apenas te quero.

Depois de ti... sou amante,
desquitei da lua, abandonei as estrelas,
fiz do teu corpo minha capela, amor, minha reza.

Depois de ti... sou dia,
sou os perfumes exalados do corpo,
somos jardins, mundos, eternos...

Depois de ti... tenho vida.

Mãos de amor

Onde estão tuas mãos que não veio essa noite,

teu perfume não está espalhado no ar,

só uma louca vontade de tocá-la por inteiro,

devagar, noite adentro, corpo adentro.





Caminho em silêncio a noite solitária,

o tempo é canalha de todos meus sonhos,

paro entre a porta e o destino que maltrata,

falta-me coragem de seguir ao menos

um pedaço de caminho, falta-me tuas mãos.





O tempo não é amigo de nossos sentidos,

os dias param no meio, as noites na madrugada,

a me perturbar, tua imagem voa os pensamentos,

pareço louco de amor ou apenas louco por ti.





Quando vier não sei como me portar, um abraço,

um beijo mais longo que os dias que ficou longe,

está próxima quando o carinho corre os pensamentos,

as mãos, o jeito suave de me tocar, o amor meu.

Da minha vida

Era apenas uma porta entre eu e a madrugada,

ambos cheios de alguma esperança e sem crença,

as orações foram perdidas, uma e outra abandonada

nua no meio dos pensamentos entre a terra e o céu.





Espero o sábado para rezar, dobrar os joelhos,

diante de Deus existe um sim que não alcançamos,

não sei ao certo quais e onde estão meus pecados,

sei onde nós estamos, eu e alguns dos meus amores.





Estou atento para o amanhecer da minha fé,

a felicidade que suponho não está tão longe,

não tenho e nem quero sonhos milagrosos,

apenas guardo bem cuidado o dourado do meu sol.





As janelas do mundo não estão eternamente abertas,

caminho meu sono esperando mais sonhos festivos,

não só horas felizes de poucos ou falsos amores,

as horas do Pai não podem sempre ser adiada.





Levanto as mãos ao meu céu, um corpo tanto honesto,

palavras sem disfarces que me dão força para seguir,

é a minha existência resumida em poucos anos de fé,

pra vida, espero que as esperanças não sejam malogradas.

Meus caminhos

Antes era um intenso nevoeiro e mais nada,

caminhava cego em uma estrada ruim,

só havia placas de não-s pelo caminho,

uma nuvem negra, sem sol, sem chuva.





Mais adiante estava me imaginando livre,

o vento dissipou as nuvens, o sol voltou,

procurei acreditar em novos sentimentos,

o corpo ainda vazio para entender as emoções.





Aos poucos a noite chegou e eu adormeci,

deitei meu rosto em pensamentos bons,

cobri o corpo com pedaços de poesia,

logo veio o sono e os sonhos recomeçaram.





Amanheci em braços de um amanhã melhor,

conheci lugares que jamais visitei, provei amor,

colori flores no cabelo de outra mulher,

com olhos brilhantes e perfume de pétalas.





Hoje volto a escrever meus caminhos,

tenho espaço pra continuar adiante e os sonhos,

hoje é o amanhã que deu amor, o meu,

que levo n'alma daquela que me deu caminho.

Na mansão do amanhã...

Tenho páginas em branco na minha história,

na minha mente apenas sonhos incompletos

que não consigo descrever sem me emocionar.





Tenho direitos sobre minha vida e mais nada,

mas não são todos, apenas de estar vivo

e continuar até que me separe deste corpo.





Tenho alguns bons céus para caminhar,

mas vez ou outra me queima a sola dos pés

quando atravesso pecados maiores que meus.





Tenho casa, na verdade é uma mansão de amanhãs,

um lugar para meu corpo descansar e fazer amor

e algum outro pronto para alguém que me ama.





Tenho medo dos que sorriem pelo canto da boca,

alguns com dentes afiados que nos atacam pelas costas

ou com mãos ágeis e olhos maiores que o rosto.





Tenho amanhãs para sonhar e não ontem-s para viver,

doo amor aos que me olham com carinho,

dou pecado aquela que me ama de corpo e alma.





Tenho casa com paredes e telhado, sem portas e janelas

que não se fecham quando um outro precisa de abrigo,

tenho braços que acolhe, equilíbrio para ponderar.





Tenho um tempo de vir e outro pra ir, quando me

chamarem a mansão do pai para minha benção final,

não vou me despedir, vai ser apenas um até breve.

Eu te amo e bom dia!

Eu te amo...

Amanheço amor e te amo amor,
dia inteiro e vida toda,
como se o sempre ficasse meu
e o amor ainda e sempre teu.


Bom dia...

Que a paz caminhe com nossos passos
cada degrau que subimos,
cada céu que nas noites inventamos,
que os desejos sejam de sim
e as palavras com sabores agradáveis.


Eu te amo...

Caminhando cada espaço de vida,
cada poro de pele, cada curva do corpo,
lambuzados do mel dos nossos êxtases,
dando e fazendo esquecer outros prazeres
para que a verdadeira essência flua do amor.


Bom dia para te amar...

É tão fácil ser e acreditar no amor,
o incondicional, o verdadeiro, sem não-s,
amor não vem em pares, é sentimento único,
oferta da devoção que te tomas
e receberás do amor que te merece.


Eu te amo e bom dia!

Saudade

Saudade não é apenas uma dor,

é amor guardado na esperança,

que agita o sangue nas veias

e as imagens nas lembranças.





Saudade não é solidão,

é tristeza enrustida na fome,

uma certa alegria que vai

corroendo um vazio de alguém

no pensamento de amor que não sai.





Saudade não é amor, não é único,

é quando a alma encolhe

no coração que sente falta do outro,

é dor que não escolhe o corpo,

é corpo que não esconde o amor.





Saudade é ela longe de mim,

amor, solidão, despreparo,

saudade é um pouco dela na lembrança

e toda na alma que me ama,

fazendo perder o sono, faltar o apetite,

um ausente sempre presente

perdido na minha vontade de encontrar....

Estrela triste

Confesso, ela não é uma estrela,

conheço somente seu último beijo,

havia dominado seu corpo,

era uma historia construída em sonhos,

aqueles que nos entrelaçam com a realidade.





Uma menina grande, uma linda mulher.

queria eu ser seu primeiro homem,

mas ela não enxergava em mim esse tal,

uma jovem que precisava de jovem,

questionava-me o tempo inteiro sobre

seus pensamentos, suas vontades.





Confesso ainda que por vezes chorei,

não conseguia entender porque amar uma estrela,

uma moça de estranho tato, um beleza imensa,

ao mesmo tempo tentava desmontar sua vida,

fazendo jogos entre a ficção e a realidade,

talvez quisesse apenas se divertir ou fugir.





A tristeza era sua segunda camada,

tinha olhar de adulto no rosto de menina,

gestos inocentes e sem segurança,

dividia sua vida em quatro estações, todas ruins,

prostituição, fome, feiúra e solidão,

era uma sombra que cobria sua pele bonita

alienando a beleza e desmontando o sorriso.





Confesso que queria mais, um amor,

pegá-la no colo, fazê-la adormecer ao meu lado,

desligar os relógios, o tempo, fechar o mundo,

já não sonho paixão, é amor por uma estrela triste,

que um dia apareceu enquanto ouvia uma música lenta

e penetrou fundo n’alma quando viajei seus olhos.

domingo, 27 de fevereiro de 2011