quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Tempo não Volta...

Viver como se fosse o último dia
Trabalhar como se fosse para Deus
Gostar de todos como se fosse Amor
Libertar-se como se estivéssemos
no fim de todas as dores
Olhar tudo como se fosse um obra de arte
Caminhar como se estivéssemos na nuvens
Abraçar a todos como se fossem nossos filhos
Perdoar como se nunca tivéssemos sido ofendidos
Desapegar-se como se não tivéssemos as mãos
Cooperar como se não houvesse luta
Sorrir como se tudo fosse uma brincadeira
Recomeçar como se fosse a última chance.
Em qualquer ação,
o importante é fazê-la com classe,
como se fosse a primeira vez
Consciente que o tempo não volta
E que tudo é para sempre

RENOVAÇÃO

Compreendo a renovação
Está dentro da Lei da ação e reação
Milhões de oportunidades nos foram dadas
Mas por nós não aproveitadas.

Tudo está nas escrituras
Verdades duras e puras
Mas depois da devassa
Ficará a nova raça

Dias melhores virão
E surgirá uma nova nação
Será uma raça altruísta
Em detrimento da egoísta

Há dois mil anos atrás
Seu filho querido e capaz
Veio tudo aqui reafirmar
E com isso tudo sacramentar.

Breve essa geração irá passar
O mesmo sol voltará à brilhar
É a renovação milenar
Está escrito em todo lugar...

Não há como isso mudar
È necessário acreditar
E como sempre no SENHOR confiar
E nesse novo plano habitar

Gostaria de falar de amor
Mas o que vejo é só dor
Nesse mundo de desunião
Irmão...ceifando irmão!!!

Vejam o panorama mundial
E dizem que irracional é o animal
O animal mata para sobreviver
E o homem... para viver ?

Seu filho amado foi enviado
Para cumprir as escrituras
Jesus Cristo deixou o recado
Verdades duras e puras

Como não acreditar no CRIADOR ?
Que só semeou o amor
Creio na FORÇA MAIOR
E digo isso de cor....

Não se combate o mal
Usando de uma arma igual
Nódulos de psíquica energia
Por todo o espaço irradia

Solitários Passos

Caminhante da vida, sigo meu rumo.
Sonhando... entre sorrisos e lágrimas...
Buscando da vida... o exato prumo...
Afinal, é o mister de todas as almas.

Comungo o verbo do silêncio profundo.
Permitindo-me respirar com calma...
Buscando entender o desamor do mundo,
Enfrentando a tortuosa e íngreme estrada.

Fiz da solidão... minha fiel companheira...
Com ela ouço a voz da razão, da sensatez,.
Faço dela minha melhor amiga e conselheira.
Recupero meu equilíbrio e minha lucidez...

Somos todos solitários caminhantes...
Até mesmo acompanhados de tanta gente.
Com idas e vindas, quase sempre errantes,
Levando uma saudade que se fez presente.

Restam muitas avenidas de solitários passos,
Repletos de tristezas e belas recordações...
De amores grandiosos e de muitos fracassos,
Vou caminhando... rememorando emoções...

Passageira da vida... dos descompassos,
Seguirei... em meus solitários passos...

Missão

Sempre soube,

Que trazia dentro de mim,

Uma missão,

-Não sabia qual-

Para ser cumprida nesse tempo,

Que todas as dores,

Vividas até então,

Deveriam ter uma razão,

Nunca me abati,

Sempre fiz delas,

Minha força maior,

Mesmo quando a escuridão,

Fez-se presente insistentemente,

Busquei a luz dentro de mim,

Sempre soube,

Que eu trazia dentro de mim,

Uma missão,

-Uma cura-

E quando meus olhos,

Tão puros e transparentes,

Encontraram enfim os teus,

- Tristes e esperançosos-

Eu soube enfim,

O que me fora [pré]destinado,

Que a força que sempre,

Trouxe comigo,

-Em cada cicatriz-

Era para curar-te,

Devolver-te as asas arrancadas,

Ser teu vento,

-Liberto-

Para que pudesses enfim,

Livrar-te dos teus fantasmas,

E tantos medos,

Que te atormentam,

-E perseguem nas madrugadas-

E te impedem de ser feliz,

De amar como mereces,

De ser amado como desejas,

Estou tão perto,

De resgatar a tua vida,

Mas enfraqueci,

Uma lágrima cega,

Meu caminho,

-A da dúvida-

Suplico-te!

Agora chegou a tua vez,

Ajuda-me a cumprir minha missão,

Não me deixe partir,

-Não me deixe sozinha-

Cuida bem de mim,

-Com lealdade-

Seja meu guia,

Para que eu cumpra enfim,

-Nesse tempo-

A minha missão,

-Devolver-te a vida-

-Não quero errar-

E que ela não seja,

Apenas um engano,

Mais uma decepção,

Para eu carregar,

Pelos infinitos tempos,

Que ainda está porvir...

SONHO DE PAZ

Essa noite tive um sonho,
estava em uma grande festa
amigos foram chegando
havia dança e música.

Foi acesa um fogueira
e todos de mãos dadas,
dançando ao redor
em uma alegria tão contagiante.

Pessoas de todas as raças
credos, mãos foram se unindo
em um canto de paz e amor.

E maior foi ficando a roda,
até abraçar o mundo, todos unidos.
Armas foram sendo queimadas
para que as mãos ficassem livres,
para segurar a mão do próximo.
E todo o ódio, diferenças, foram esquecidas.
E acordei em um dia de Paz.

Por quem os sonhos choram?

Por mim ou por ti?
Pelo amor ou pela dor?
Pela paixão ou pela lassidão?
Pela fantasia ou pela poesia?
Pela tristeza ou pela alegria?
Pela ilusão ou pela solidão?
Pelo medo ou pela
revelação dos segredos?
Pela espera ou pela esperança?
Pelo sim ou pelo não?
Pela alforria ou pela escravidão?
Pela luz ou pela escuridão?
Pelo pecado ou pela santidade?
Até quando irá este questionamento?
Ah! Não sei...
Oxalá, os sonhos sequem suas lágrimas
nos lençóis do tempo e
voltem novamente a sorrir...

Cantiga de abandono

Ninou-me a cantiga!

Um refrão encantado

Por um anjo entoado

De ternura tomado

Sutil, delicado!


Ninou-me a cantiga!

No colo abrigada,

protegida, amada,

fechei a cortina,

a janela para a vida

Cerrei, embevecida...

Com mágico cantar!



Num cavalo alado,

trotando apressado

Para vôo alcançar

Partiste...

Caminhos escondidos

Por nuvens cinzentas,

quisera sabê-los

Ninou-me a cantiga!




Acordada... reflito

Quando voltará?

Ninou-me a cantiga!

A dor

Já arquivei muitas.
Uma vez por outra, desarquivo uma.
Algumas permanecem arquivadas
exclusivamente porque já foram dores e, dores são dores,
tenho-lhes o devido respeito.
Tenho algumas que nem toco,
tenho pavor de estragá-las.
Deixo-as como estavam no dia em que as arquivei, intactas.
Tenho muitas dores arruaceiras, escandalosas,
dessas que a gente morre de vergonha quando
aparecem.
Mas é evidente que tenho outras,
completamente diferentes, caladas.
Dessas não gosto.
Algumas são delicadíssimas,
a dor do primeiro amor desfeito, é um bom exemplo.
Tenho uma dor bem interessante,
eu diria até que, inusitada, uma dor desafinada.
Ora, por que a surpresa?
Paixão solitária dá nisso, impossível harmonizar...
Sem qualquer constrangimento, confesso: tenho uma dor...brega.
Isso mesmo. E quem não tem pelo menos uma?
A minha dor de cotovelo está na terceira gaveta,
já esteve mais acessível mas ainda está lá.
É bem grande esse meu arquivo.
Tenho até dor em ordem alfabética.
É um arquivo, organizado.
Quer dizer, mais ou menos.
É que tenho uma dor instável.
Já tentei fazê-la desaparecer, mas é voluntariosa, tem vida própria.
Uma vez rasguei-a em pedacinhos, adiantou? Não!
Mal abri a primeira gaveta, lá estava ela, multiplicada.
Arquiva-se e desarquiva-se,
como e quando quer,e mais, mistura-se com as outras.
Apareceu de tanto eu abrir e fechar a gaveta.
Difícil lidar com ela.
Desisti.
No entanto, e como hoje é quarta-feira e o fim de semana se aproxima...
não esqueçam...
tomem alguns analgésicos para as dores e...

FAÇAM O FAVOR DE SEREM FELIZES !

Corações Decididos

Corações decididos para o Amor,
Tal qual o aroma de uma flor
A sonhar com essa infinita alegria
Vivo minhas noites de pura magia.


Adormeço, e vou acordando sorrindo,
Sentindo a vida que vai fluindo,
Abençoando com o amor as delicias
Que recebo de ti, são ternas caricias...


Ter o teu amor é um sonho meu.
Que decidi então acolher e viver
Aconchegada nos braços teus,
Selando toda magia do querer


Assim cruzando o nosso caminho,
Seguindo o que decidiu o coração.
A bordo estaremos do desejado ninho
Para então vivermos terna emoção.

Sua verdade

Qual é sua verdade?

Onde está sua felicidade?

Qual é a sua idade?

Será tão difícil saber?

Será tão difícil dizer?

Qual sua resposta afinal?

Por favor me dê um sinal!

Eu lhe ajudo na solução

Acabe com essa interrogação!

Pesquise seu coração

Dê asas a imaginação

Eu lhe ensino a emoção

Que é viver com paixão!

"O PESO QUE A GENTE LEVA"

Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar
não podem ser levadas.
Excedem aos tamanhos permitidos.
Já imaginou chegar ao aeroporto carregando
o colchão para ser despachado?

As perguntas são muitas...
E se eu tiver vontade de ouvir aquela música?
E o filme que costumo ver de vez em quando,
como se fosse a primeira vez?

Desisto.
Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou.
Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida,
ou então,
inevitavelmente concluo que mais da metade
do que levei não me serviu pra nada.

É nessa hora que descubro que partir
é experiência inevitável de sofrer ausências.

E nisso mora o encanto da viagem.
Viajar é descobrir o mundo que não temos.
É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar
o valor do mundo que nos pertence.

E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar:
“Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!”
Ele tinha razão.
A partida nos abre os olhos para o que deixamos.
A distância nos permite mensurar os espaços deixados.
Por isso, partidas e chegadas são instrumentos
que nos indicam quem somos,
o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo.
Ao ver o mundo que não é meu,
eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território.
É conseqüência natural que faz o coração querer
voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.

É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.

Vida e viagens seguem as mesmas regras.
Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver.
Por isso é tão necessário partir.
Sair na direção das realidades que nos ausentam.
Lugares e pessoas que não pertencem
ao contexto de nossas lamúrias...
Hospitais, asilos, internatos...

Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne,
mas que de alguma maneira pode nos humanizar.

Andar na direção do outro é também fazer uma viagem.
Mas não leve muita coisa.
Não tenha medo das ausências que sentirá.
Ao adentrar o território alheio,
quem sabe assim os seus olhos se abram
para enxergar de um jeito novo o território que é seu.
Não leve os seus pesos.
Eles não lhe permitirão encontrar o outro.
Viaje leve, leve, bem leve.
Mas se leve.

Amor Fugaz

Seu amor foi tão fugaz... Somente um momento,
sem mimos, sem paixão, sem falsidade...,
uma palpitação arrancada do tormento
e perdida na obscura imensidão.

Seu amor foi tão fugaz... Somente um momento
nunca tive sua mão aprisionada;
foi como uma pluma que se vai no vento
através do espaço e do nada.

Seu amor foi tão fugaz... Somente um momento;
nunca pude sua sorte contemplar...;
um sussuro sem luz, sem alento
cuja despedida me deixou a marchar.

Seu amor foi tão fugaz... Somente um momento;
como ave aventurada até o azar,
como o viajante que chegou sedento
e poucou seu olhar sobre o mar.

Seu amor foi tão fugaz... Somente um momento;
sua doçura o silencio evaporou,
"como gota aspergida no firmamento:
diafano gaze do amor que passou".

Seu amor foi tão fugaz... Somente um momento;
sua fragrancia na brisa se esfumou;
somente em meu peito refletiu um lamento...
de um sonho febril que naufragou.

Seu amor foi tão fugaz... Somente um momento,
porque o destino cruzou para nós dois,
como transcorre o seculo de um momento
quando se empana o vão de um adeus.

Beijos ardentes

O beijo que o desejo incendeia
Lábios em chamas flamulam
Labaredas ardentes
Ardendo nossas emoções

Fervilhando nossas essências
que escorrem pelas fendas
figuradas, dilatadas de desejo
em brasas avermelhadas

Que exalam o vapor do amor
perfumando nossos corpos
embriagando nossas sensações
erupções em convulsões

O beijo apaixonado
enseja mergulhar no mar
de lavas escaldantes
Profusão de prazer no calor da paixão

Soros, gemidos, gozos
Em ondas estremecidas
Palpitações aceleradas
no coração em fascinação

UM DIA EM SUA VIDA

Aconteceu, sim aconteceu e nós sabemos, tanto quanto sabem nossos corações, que um dia eu estive em sua vida, um dia eu fui a sua alegria, um dia eu fui o seu amor, um dia eu lhe ofertei meu coração naquela linda rubra flor.



Eu me lembro da sua felicidade, que talvez você nem soubesse o quanto estava contagiando meu coração.



Eu me lembro da emoção que se transformou em doces lágrimas de alegria, quando nossos lábios se encontraram.



A ternura que inundou nosso coração transformou-se numa onda de paz... As marés se acalmaram, as espumas acariciaram nossos pés e num instante revés, a brisa acariciou seu rosto e eu gostei, por que naquele instante você foi à mulher que eu mais amei.



Um dia em sua vida, foi o dia que ficou, foi o dia que o amor estacionou em meu coração se transformando nesta sempre doce recordação.



Por isso eu digo, o amor seja sempre o abrigo dessa felicidade, que fez o elo nessa união tão querida, desse meu dia em sua vida;



Que os nossos passos nesse caminhar sem dor,

seja-nos, não um único dia em sua vida,

mas, todos os dias com a ternura desse amor.

CÂNTICO DA NATUREZA

Olhem! Vejam que árvores lindas!

Elas não falam, mas mostram suas alegrias!...

Observem e sorriam, pois elas sentem o que nós sentimos também,

as nossas tristezas e nostalgias.



Vejam as águas que borbulham nos riachos!

Calmas elas cumprem a tarefa do seu curso!

Elas não vêem, mas sentem sua felicidade...

Ainda que na saudade que lhes afloram as lembranças.

Observem os respingos alegres que as águas lhes ofertam e voltem a ser crianças.



Observem as manhãs clareantes, sintam sua paz, vejam quanta ternura esse gesto lhes traz...

Sintam a alegria que desprendeu na abertura da flor... Vejam as madrugadas ofertando o orvalho às pétalas carentes! Quanta doação, quanta brandura, quanto amor!



Não ignorem a mudez da natureza...

Observem seu trabalho,

vejam as verdes folhas que absorvem as impurezas do ar, vejam também os frágeis galhos que sustentam o peso

das flores pelo simples prazer de amar.



Vejam o regresso do pássaro ao lar,

que feliz canta sua chegada

no seu tão lindo voar...



Observem o seu canto antigo!

Sintam sua voz maviosa vinda

do seu tão humilde abrigo a lhe dizer:

Essa é a paz que lhe dou

enleada no meu canto amigo.

FACE OCULTA

Se eu não disser ninguém
jamais saberá quem eu sou,
porque nasci em um lugar
que para muitos jamais existiu
e por ser a luz invisível
ninguém jamais me viu.
Eu vivo tão longe!
Eu sou a saudade habitante do coração,
a emoção da eternizada canção...
A amizade do esquecido,
o amigo mais querido do necessitado,
o coração maltratado pela solidão...
Eu sou o irmão que jamais esqueceu,
a taça transbordando
amor que alguém bebeu.
Nas minhas lidas eu sou
a incontida lágrima vertida pela dor,
a paz tão querida com ardor...
Eu sou ainda,
a esperança da harmonia benfazeja,
a face oferecida a quem se beija,
a pétala rubra da mais linda flor,
a melodia entoada na canção...
Sabe quem sou?
Sou nada mais que
o amor no coração!

Falando dos meus amores

Meu mar não tem sal, não tem água,
tem ondas pequenas quando peço,
com períodos de calmaria,
quando sonho e acordo ao lado dela.


Minhas luas são crescentes e grandes,
maiores que todos os olhos dos namorados,
com saúde forte, brilho imenso e longo,
que vai de fase a fase quando se faz amor.


O sossego não vence o descaso,
paz aos vivos amantes de agora,
que suas almas falem do sentimento,
e suas bocas espalhem beijos de vida.


Engana-te quando não fala de amor,
na vida até as sombras vem da luz,
de um sol que aquece, da vela que ilumina,
dos olhos que te faz apaixonar.


Alguns perdem as paixões pelo caminho
e continuam com asas do espírito,
movendo cada pedaço do sonho,
forte, inflamando almas e amores.


De nós morre o nome, morre a carne,
mas, não morrem os prazeres todos,
não vivemos para esquecer
ou apenas falar de amor e ser esquecidos.

Silêncio de sorrir

Hoje não quero usar minhas letras, talvez um riso,
vou sonhar em um pedaço de papel em branco,
transportar o que sou e o que sinto por agora,
doar-me como se um código escrito no meio da carne.


Preciso me deixar ir ao acaso desta minha nova vida,
quero um pouco de irresponsabilidade no meio do dia,
serei transgressor da minha pouca preguiça, até que,
misturem as noites com as tardes e o dia com o amanhã.


Não quero ser mais uma sombra ou só um paira,
no fundo do espírito saberei ser o intraduzível,
um exemplo de qualquer rei, de qualquer coisa,
um absurdo, de crer ou não, mas feliz sempre.


As emoções são pequenas descobertas em vida,
as palavras já não me fogem da memória como antes,
precisava de um sonho e um tempo que não apaga,
agora faço silêncio, um longo e alegre silêncio de sorrir.

Infidelidade

O sentimento passa além de nós,

somos estradas de almas impuras,

tentamos nos dar mais do que oferecemos, mas,

certos laços nos amarram a outros...





Esgotam-se as vontades de qualquer amor,

ouvindo palavras, promessas jamais cumpridas,

as atenções se voltam as tentativas de continuar,

os perfeitos se tornam estranhos e morrem...





As esperas continuam alojadas a porta do sentido,

a tolerância é seu último grito de mudança,

tenta hoje recordar poucos dias de razão,

não sabe quais, já não tem na lembrança...





Muitas vezes o coração parte e mais, se parte,

pedaços de amores se espalham sobre a vida,

ser infiel não é apenas trair com a carne,

é deixar em pedaços os sonhos de uma vida.

Pareço louco!

Pode dizer, pareço um pouco, digamos, louco?

Falta-me um sorriso ou me falta algum tempo,

preciso saber de onde vem minhas vidas,

não vou a parte alguma, estou sempre só.





Tento ser minha prioridade, só por agora,

ainda que não me reconheça depois,

estou convencido a dizer mais um não

para esta tal voz que sopra pecados no ouvido.





Se quiserem, matem-me de amor, matem logo,

sou um velho jovem que parece muito confuso,

quero ser breve em tudo que não se refere a vida,

nunca ao amor e aos outros gozos bons de sentir.





Estou a fugir de uma morte, sinto-a por perto,

não sempre, às vezes choro, outras sorrio e durmo,

não quero dar importância aos desmandos,

continuo a sonhar cada noite, cada riso e beijo.





Minhas palavras têm a profundidade do mar,

a extensão do universo, a sabedoria de um deus,

sou a humilde imagem do meu grande criador,

longe do alcance da minha compreensão comum.