sábado, 2 de outubro de 2010

Carinho é fonte energética

Carinho é fonte energética. Carinho é caminho de amor. Carinho nunca é demais. A afetividade é importante, sim. Pois, como um ser humano ainda imperfeito, ainda aprendiz, pode bastar-se a si mesmo? Não, amigos, a individualidade, sem dúvida, é direito de cada um de nós. Mas, em excesso, é egoísmo. Viemos aqui para aprender. Aprendizagem é sinônimo de troca de experiências, troca de energia, troca de informações, troca de afeto, troca e troca... Carinho é plumagem bonita, macia, gostosa de sentir. Quem dá afeto se fortifica; quem o recebe se acalma, se tranqüiliza, se equilibra. Carinho é sinônimo de amor, amigos. Amor é bálsamo para a nossa condição de criança espiritual. Criança precisa de amor para crescer psicologicamente, afetivamente e fisicamente saudável. Criança precisa de apoio e de muita troca. Portanto, também nós precisamos de afeto. Não esqueçam desse detalhe amigos: amor é fonte de energia, é vida, é crescimento. Dêem e aceitem todo o tipo de afeto com verdadeiro amor.

Do coração de uma mulher

Se tivesse que abrir meu coração, eu contaria todos os segredos nele contidos, os que me confesso e os que até a mim mesma tento negar...

Eu falaria da minha esperança, das lutas, da briga por uma felicidade que eu nem sei se existe, mas que insisto em querer buscar, da minha recusa em aceitar estar presa a não ser que essa prisão seja minha própria escolha...

Eu diria, provavelmente, que essa fragilidade é apenas aparente ou que até nas horas mais fortes meu coração pede abrigo e compreensão...

Eu contaria, talvez, do orgulho que me impediu de viver horas bonitas, mas que quando olhei para trás já era tarde demais, dos meus arrependimentos, dos perdões que tive que conceder a mim mesma para continuar a levar uma vida tão normal quanto possível.

E também do meu desejo de ter filhos, criar e procurar neles meus próprios traços e da minha alegria em encontrá-los.

Eu mencionaria minha mãe, que entendi depois, quando me tornei mãe também e confessaria com orgulho o quanto a admiro e o quanto a amo.

Eu até lembraria minha infância, minhas dúvidas da adolescência, meu desejo de crescer e de continuar menina, das vezes que me senti tola e briguei comigo mesma, me fiz inúmeras promessas e que esqueci quando o coração bateu forte novamente.

Eu não conteria minhas lágrimas se tivesse que abrir meu coração, eu assumiria, beberia todas elas como bebi na taça das dores que sofri, dos amores que vi partir e dos que eu mesma abri mão.

Eu sei que há coisas que nunca aprendi e que provavelmente nunca aprenderei, sei que da vida bebi e ainda beberei, mas que sairei um dia inteira, cheia de marcas e cicatrizes, mas mais que nunca me sentirei mais mulher.

Uma mulher nunca diz tudo, há segredos que ela guarda só pra ela, que não confessa nem para a melhor amiga e é isso que a torna um ser assim tão cheio de mistérios, tão precioso, tão humano e tão excepcional.

O MELHOR DE VOCÊ

A melhor coisa que você pode

dar ao inimigo, é o seu perdão.

Ao adversário, sua tolerância.

Ao amigo, sua atenção.

Ao filho, bons exemplos.

Ao pai, sua consideração.

A mãe, comportamento

que a faça sentir orgulhosa.

A todos os homens, caridade.

A você próprio, respeito.

PARA SEMPRE

Os ventos que, às vezes, tiram
algo que amamos,
são os mesmos que nos trazem a
algo que aprendemos
a amar.
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado
e sim aprender a amar o que
nos foi dado, pois tudo que
é verdeiramente nosso,
nunca se vai para sempre.

Perguntei a um sábio

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

A Vida

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

APENAS

Quando penso que
a saudade foi embora,
não foi...
apenas adormeceu...
Quando na solidão,
o coração aperta,
está dizendo apenas
que nada mudou...
tuas palavras ainda
tocam fundo...
o gosto do beijo
ainda está na minha
boca...
e clama...
"Apenas queria estar
aí com você!"

Por quê?

Por que não apareces aos meus olhos?
Esconde-te atrás da incerteza,
Por que ages dessa maneira,
Se nenhum mal eu te fiz,
Apenas te amei!

Eu não sei o que fazer
Para ter o teu olhar de volta,
Ser acariciado com o teu sorriso...
É uma incógnita a tua ausência,
Se me juravas o teu amor.

Continuo à tua espera,
Peço notícia tuas... Quero saber
O que devo fazer...
Acredito que tenhas as tuas razões,
Eu tenho as minhas, ao pedir a tua volta,
Porque combinamos tantas coisas.

Estes meus versos
São um triste lamento, sofrido.
Estou perdido no meu próprio caminho,
Não posso prescindir do teu carinho...
Ao encerrar esse meu triste poema,
No desalinho da minha emoção,
Pergunto-te: Por quê?

IMPLOSÃO MENTAL

A cólera é comparável a uma implosão mental de conseqüências imprevisíveis.
Quando te sintas sob a ameaça de semelhante flagelo, antes de falar ou escrever, usa o método conhecido de permanecer em silêncio contando até cem.
Se os impulsos negativos continuam, afasta-te para um lugar à parte e faze uma oração que te reequilibre.
Notando que a medida não alcançou os fins necessários, busca um recanto da natureza, onde encontres plantas e flores, cujas emanações te balsamizem o espírito.
Na hipótese de não retornares à tranqüilidade, procura algum templo religioso e confia-te novamente à prece, esforçando-te para que a paz te fale no coração.
No entanto, se essa providência ainda falhar, dirige-te a um remédio amigo que, com certeza, te aliviará com sedativos adequados, a fim de evitares a implosão de tuas próprias forças.

Ilusões do Amanhã

"Por que eu vivo procurando
Um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim
Esquecer?

Procuro em todas, mas todas não são você.

Eu quero apenas viver,
Se não for para mim que seja pra você.

Mas às vezes você parece me ignorar,
Sem nem ao menos me olhar,
Me machucando pra valer.

Atrás dos meus sonhos eu vou correr.
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.

Se a vida dá presente pra cada um, o meu, cadê?

Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.

Quando estou só, preso na minha solidão,
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão,
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.

Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho.

Na procura de te esquecer,
Eu fiz brotar a flor.

Para carregar junto ao peito,
E crer que esse mundo ainda tem jeito.

E como príncipe sonhador...

Sou um tolo que acredita, ainda, no amor."

SONS DA NATUREZA

Fecho os olhos ouço a natureza falar,
Através dos sons em tudo que nela há.
As águas que caem das cascatas na mata,
Dos pássaros que cantam adornando seus ninhos,
Sons da fauna desbravando as matas,
Ventos cantando em silvos.

Magia e mistério no ar,
Em folhas que caem das árvores frondozas
Do riacho, ouço o mais calmo murmúrio
Do Mar, o mais alto das ondas que caem
A noite que avança com o som do silêncio
Nasce a manhã com chilrear de pássaros
Inebriam e encantam em perfeita harmonia.
É a vida com sons que acalentam a alma.

A INOCÊNCIA E OU A JUSTIÇA

Toda a pessoa é inocente até prova em contrário. Este é um pressuposto que se deve levar muito a sério, para não se cometerem injustiças de maior. Quantas pessoas inocentes não estão presas neste momento, pelo mundo afora, sem terem como provar a sua inocência, por causa de burocracias e de maus advogados e juízes? A inocência deve ter o mesmo peso na balança para todos, sem desequilíbrios nem injustiças. O inocente é aquele que não tem culpa formada e goza de plena liberdade. O inocente é cândido, puro e imaculado, até que se prove o contrário.

A inocência goza de plenos direitos, que não devem ser ultrapassados de maneira nenhuma. A inocência é cega pois concebe direitos iguais para todos. Deve-se ilibar e não incriminar pessoas por pressupostos mal identificados e julgados. Quando há uma dúvida o inocente deve ser preservado de injustiças e o seu caso deve ser julgado em liberdade, apresentando-se às autoridades periodicamente, provando assim que não tem nada a esconder e é cooperativista. Já houve muitos casos de pessoas que cumpriram penas de prisão, estando inocentes, como se paga uma liberdade roubada injustamente?

Deve-se rever o sistema presidiário com urgência, para não se cometerem erros de maior monta. Todos nascemos inocentes, livres e com direitos e deveres iguais.
A inocência é tanto maior como o pretexto que a julga. A inocência deve ser igual para todos e qualquer um, sem se fazer descriminações, de raças ou de credos. Mas o que se vê na nossa justiça é pessoas a serem julgadas, como criminosas, por causa daquilo em que acreditam inocentemente e por direito próprio. O inocente só é culpado quando as provas abonatórias são contraditórias e falsas. Quando assim é o até então inocente, deve ser julgado e culpabilizado.

Nunca antes pois até se chegar aí a pessoa deve usufruir de plena liberdade, um direito que lhe assiste inteiramente e por completo. O inocente vai na vida tranquilo, mas tem de ter cuidado com as suas acções, não vá ser preterido por casos infames, cometidos por outrem. A inocência é um estado de graça, que todas as pessoas devem gozar, na sua plenitude, devendo estar cientes que o que fazem é usado contra si, sem apelo nem agravo. Infelizmente esta é a sociedade em que vivemos, onde as pessoas passam a vida a olhar por cima do ombro, com medo de ultrapassar os seus limites, direitos e deveres.

A inocência é a qualidade ou estado de inocente, perante os outros. Ignorância do mal, pureza, simplicidade, ingenuidade e Isenção de culpa. A inocência deve andar de cabeça bem levantada, comprometida com a vida em toda a sua generosidade e honestidade. O inocente é disciplinado e sabe sempre até onde pode ir, na sua demanda pela verdade. A inocência é superlativa e tem boa conduta, que faz questão de demonstrar em cada gesto assumido. O dom da inocência é a sua rectidão, para com a justiça. Não se esconde mas anda precavida contra injustiças que poderão surgir quando menos se espera, sem que haja culpa do indivíduo em causa.

DO TEU AMOR

Tua constância em mim
é a alegria em pessoa,
o suporte que sustenta
os alicerces desta relação.

Desde o primeiro dia que
sabia que serias minha,
pois estavam gravadas nas
estrelas, o teu bom nome.

Erros eu cometi, não te
soube dignificar, mas no
fim prevaleceu o amor
que, juntos, elevamos.

Hoje mais prudente, graças
a ti, estou deveras ciente de
mim e muito mais maduro
enquanto ser humano.

Nasceu em nós a semente
que perdura na terra e irá
brotar (certo o momento),
na flor mais bela das flores.

Nós seremos o jardim onde
ela há-de desabrochar criar
raízes, que buscarão o sol
dos sóis, quando o dia nascer.

A CRIANÇA QUE HÁ EM NÓS

A criança que há em nós é nua e crua e anda sempre de mãos dadas connosco, para onde quer que vamos, de sorriso nos lábios e traquinice no pensamento. É humilde e generosa e gosta de brincar com os nossos sonhos. Faz-nos mais humanos e faz sobressair em nós o melhor que temos para dar a nós próprios e aos outros. É feliz e tem sempre resposta na ponta da língua, dita com graça e um certo espanto, que se reflecte no rosto, limpo e puro. A criança que há em nós toma-nos de cuidados e é atenta às coisas mais pequenas desta vida, o que nos faz seres conscientes de outros seres.

Gosta de ver a felicidade estampada na face das outras pessoas, o que a comove e motiva seu ser transparente. A criança que há em nós é flexível e pondera sempre antes de falar. É brincalhona e faz sorrir os outros, com a melhor das disposições e bem-estar. Nunca ofende e é honesta até ao âmago de seu ser pequenino, mas transcendente. Gosta de ajudar os outros sem que lhe peçam e é interveniente e nada omissa. Não gosta de ver discussões e faz-lhe mal ver quando as pessoas se zangam umas com as outras, sem que ela perceba a razão para tais atitudes. É apaziguadora e fala da paz entre os povos.

A criança que há em nós é perseverante e luta com todas as forças que possui para alcançar o que para ela é o mais desejável e importante. É persistente e nunca deixa nada para depois, pois o dia é hoje e é no hoje que resolve as questões pendentes. Por onde passa é cumprimentada por todos com entusiasmo reforçado e escuta dos outros palavras incentivadoras, o que lhe promove um sorriso a toda a largura de seus lábios. E caminha segura e assobia contente da vida, canções de encantar. A criança que há em nós nunca nos deixa sós e está sempre acompanhada de boa companhia, para onde quer que vá e esteja com quem tiver.

Gosta de conviver e de ser o centro das atenções, não por vaidade mas por iniciativa de seu ser preponderante e auspicioso. É curiosa e faz montes de perguntas, algumas sem resposta eloquente, pois é perspicaz e inteligente. Não se envaidece por ser a visada, no que promove de bom instinto e só se sente completa quando os que estão ao seu redor ostentam um cenho de felicidade. A criança que há em nós tem sempre em mira um fim, que alcança com perseverança e sustentabilidade, na sua tenra idade. Sim porque a criança que há em nós, tem comportamentos de criança, conquanto num corpo de adulto.

É sonhadora e vira os sonhos de pernas para o ar com uma eficiência própria de uma criança, que acha o mundo dos adultos aborrecido. Em tudo o que faz a inocência está presente, para ela a vida é uma eterna brincadeira, que gosta de desencadear onde e com quem quer que esteja. Mas também é responsável e leva essa responsabilidade muito à séria. A criança que há em nós é o nosso querer bem, ante o que nos rodeia e diante das demais pessoas, que com ela convivem, com um prazer inolvidável e irrepetível. Todos temos uma criança dentro de nós, deixemo-la viver e sonhar.

A SEMENTINHA

Ninguém sabe o que tem nem
o que a alma quer
ninguém sabem muito bem
se alguma coisa à terra vier
se ao largares a semente
venha a chuva de repente.

Da sementinha vem a flor
da raiz o chão que ela buscou.
E será em todo o seu esplendor
da flor o que ela rebuscou.
Nascerá porventura um jardim
e como este não haverá nenhum assim.

A HUMILDADE

O humilde é simples e modesto, veste-se de forma singela e de maneira a que os olhos dos outros não recaiam sobre ele. A pessoa humilde está sempre pronta a ser prestativa e a ajudar quem precisa dessa ajuda. Tem movimentos cadenciados e é tranquilo, na sua forma de ser e de agir. O humilde acata com humildade a opinião dos outros mas também tem a sua própria opinião, que desvenda com toda a modéstia do mundo. O humilde é uma pessoa querida por todos e requisitada para dar conselhos, aos seus amigos ou à pessoa mais “vulgar”, que ela faz questão de manter uma boa relação.

O humilde é generoso e nunca entra em contendas com ninguém, sua forma simples de ser leva-o a com paciência a explicar as coisas. Aceita os outros como se fosse ele próprio e tem satisfação em ser prestativo. O humilde é despretensioso e dá-se bem com a vida que leva, não exigindo mais do que o necessário para ser feliz. Tem sonhos e ilusões como qualquer pessoa e com toda a desafectação, fala de suas pretensões, aos amigos. O humilde não tem nada de medíocre e leva a sua vida com lisura, outra coisa que se possa apontar, e que não tem nada de lhaneza, é a sua ingenuidade.

A sua ingenuidade mais não é do que ser uma pessoa sem malícia e afectação, nada tem de parva. E é por isso que não gosta de ser o centro das atenções, prefere manter-se no anonimato e no seu cantinho, e ser prestável sempre que necessário. A pessoa humilde é uma pessoa inocente e o mais natural possível e é por esse seu costume que é procurada por todos, para ser sua confidente. É estável e sabe sempre ao que vai, com naturalidade e sem grandes exigências. A pessoa humilde não tem vaidade alguma nem é orgulhosa ou presunçosa. Vale-se de seu bom carácter para ser prestativa, de forma a ser útil para os outros.

A pessoa humilde caminha com naturalidade e tem a alma espelhada no rosto. Todos a conhecem e tratam-na com carinho, numa demonstração cativante de amor e benevolência. Ela própria é benevolente e nunca guarda rancor de ninguém. Nunca se vê levantar a voz para se explicar e não entra em discussões que não levam a nada nem a lugar algum. Sabe esperar a sua vez estoicamente e com paciência, com um sorriso sem ornatos nos lábios. É pura e de uma singeleza desconcertante, o que às vezes leva a más interpretações, por parte das outras pessoas, que não compreendem tanta bondade.

O humilde é de fácil interpretação e nada complicado quando conversa com alguém. Tem vontade de fazer o bem a todo o instante sem olhar a quem, raça ou crença, e isso é algo natural nele. É testemunha de afecto dos outros, para com ele e chora com naturalidade, expondo a sua vida sem falsidades. A pessoa humilde explica-se com clareza de espírito e não se evidencia diante as outras pessoas. Passa despercebida onde quer que vá, mas os outros têm a tendência em procurá-la para pedir ajuda. Seu cenho é tranquilo e de boa disposição e tem força de ânimo, tanto para si como para os outros.

Meu tempo

Sou o tempo que não cresce no tamanho do desejo,
nem o brinquedo que revira do avesso as emoções,
quero a paz, que venha nas minhas noites de folga
com o fogo que atiça o meu tesão mais solitário.


Não quero dominar astros e céus, quero vida,
não importa se morrerei depois do jantar,
não quero o prazer manipulado com promessas,
preciso do meu direito a perguntas e respostas.


Não tenho horas solitárias, mas todas são carentes,
sou o vício proibido, a fantasia vezes repudiada,
preciso que bebam da mesma vida que me impuseram,
só então serei o tempo, o tesão, o gozo de amor.


Sou aquele que o deus vai matar lentamente,
um menino-homem que ama o corpo e vive o amor,
o louco que declara controlar o tempo e os minutos,
dos prazeres que dá prazer, sou o amor semeia.

Sem passado

Não importa pessoas que passaram pela vida,
nem o vento que fez tempestades, tudo é igual,
como a música que toca no ouvido sem parar,
depois do sempre vou passo a passo pro abandono.


Quero o prazer de estar contigo e ficar,
sem surpresas, caminhar no mesmo compasso,
sonhar e realizar algumas fantasias,
não deixar morrer, como flor em um vaso sem água.


Quero ser o verão que aquece o seu corpo,
vem, me rouba o desejo, faz prazer que deixo,
abraça meu corpo sem pedir licença,
que te tomo inteira desenganando os enganos.


Vamos apanhar um pedaço deste pouco tempo,
faz crer cada segundo que me abraça,
saboreie cada beijo da boca que lhe sorri,
como se fosse palco de uma festa muito louca.


Deixa que navegue seu corpo noite inteira,
enquanto faz amor, ouça minhas propostas,
quero você mulher e toda feita do meu amor,
como se fosse estréia de uma nova (nossa) vida.

Sorriso vermelho

O dia deve amanhecer sorrindo

em cada lábio avermelhado de vida.





Quando eu disser da saudade que carrego,

não há sorrisos que ilumine uma hora sequer,

corro os cantos dos dias procurando a vida...





Ouço músicas falsas que me embalam o dia,

a existência é só um amanhecer sem roupa.

Porque escrevo? Ainda não sei!

Não espero por mais nenhum amor depois...





Quando consigo acordar absolvo-me,

já fui condenado por paixão, coisa séria,

eu era mais um em um coração desalmado.





Que importa os homens que não percebem,

o dia deve aparecer no sorriso do amanhecer,

de cada boca vermelha com o beijo de vida.

Uma vez um dia

Uma vez um dia fui de mim,
deste mundo louco,
d’outra parte não fui ninguém,
ainda que sonhasse.


Uma vez um ano
só teve um dia,
e uma multidão de amores
não souberam da solidão.


Uma parte do sonho realizou,
cada vida noutro corpo,
outra parte morreu embriagado
dos amores que deliraram.


Um dia fui de mim,
sem almoço, sem jantar,
somente com parte do prazer
e o desejo a nos separar.


Uma parte de mim era fome,
permanente, que açoitava,
outra parte era prazer,
que só eu soube te entregar.


Uma vez um dia voltei pra mim,
tudo era velho e igual,
todos os amores que amei,
todas as línguas que falei.