quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Deusa.

Senhora dos Milagres, estou aqui.

Dona dos caminhos, do amor e da pureza,
que nos envia a todo momento raios de felicidade
e de carinho. Nos escuta, pois precisamos de sua
luz, precisamos de sua visão, precisamos da Senhora.

Dona das águas puras dos rios e cachoeiras, estou
aqui, pedindo por todos os amigos que necessitam
de seu amparo e de suas água, para lavar a alma, dos
sentimentos impuros, das amarguras, da mágoa.

Dona da riqueza de sentimentos, estou aqui,
pedindo por todos, que por ventura perderam
sua riqueza mais preciosa, a paz. Traga de volta
esse sentimento tão almejado para seus filhos.

Dona do segredo, mais profundo, estou aqui.
Devolva o segredo da vida, aos que pedem por
mais um dia, devolva o segredo de uma esperança,
por melhores dias e devolva a paciência, esse dom
mágico, que nos dignifica e nos cobre de afeto.

Shiva, a tu reverencio o meu dia.
A tu ofereço a minha língua.
A tu ofereço os meus olhos.
A tu ofereço as minhas mãos.
A tu ofereço minha vida.

SÃO TUAS...

Não espero nada de ti!
Nem que me ames perdidamente...
Conformo-me, neste meu existir,
vivo por te amar somente!

São tuas as flores todas que vejo,
o perfume da noite com chuva miúda!
O pensamento olhando a doçura dos beijos
de um casal dividindo o guarda-chuva!

São tuas as aves vadias,
a lua que dorme na amplidão...
A saudade que em mim permeia,
trazida na lembrança de qualquer canção!

São tuas, sempre tuas, as belezas que a vida
me traz...
A leveza do vento na calmaria,
em céu de toda alegria,
balançando um campo de trigais!

São tuas as crianças...
A enfeitarem de gritos toda rua!
São teus os velhos que ainda seguem
apaixonados, exemplos de amor além
sepultura...

São tuas as neves branquinhas,
que cobrem os telhados nas colinas...
As fendas no desgelo com regatos
a correrem com suas águas cristalinas!

São tuas as belezas que vejo,
do mar que leva os pescadores!
Dos penhascos que recebem os ninhos,
que abrigam o reino dos condores...

São tuas as mãos que acariciam
o ventre que leva o filho esperado!
As lágrimas incontidas daquela que abre
a porta e recebe o filho formado...

São teus os ritmos,
que inspiram as espumas dançantes...
O baile, suave e marítimo,
das ondas nas praias errantes!

Tudo de belo que vejo é teu!
Nada quero, por isto, em meu viver.
Amo-te apenas, embora tu tenhas te esquecido...
"Eu quem me esqueci de te esquecer!"

LEVANTANDO VOO AO SEU ENCONTRO

Adeus a qualquer sofrimento...
Adeus ás dores das perdas...
Adeus ás maldades sofridas...
Adeus aos pesadelos...
Adeus aos trabalhos maldosos
que tentaram me bloquear...
Que queriam impedir
de nos meus caminhos andar...

Hoje me purifico dos meus pecados
e, livre, desperto para a felicidade...
Preparei minha bagagem
para minha mais linda viagem...
Embarco para momentos de paz,
de alegria, felicidade e muito amor...
Embarco para a realização dos meus sonhos
esperados,
não ainda vividos,
mas sempre merecidos...
Hoje eu o convido a embarcar nos meus sonhos
a percorrer meus caminhos risonhos...

Vem amor, vem sem medo, mas ousado!
Vem querido, vem viver a vida comigo!

Traga seus versos, sua inspiração,
traga seu carinho, todo o seu coração...
Vamos andar por caminhos
onde semearemos todas as flores...
Vou ensinar tudo o que sei!
Viver o presente...
Curtir sua presença que junto a mim
inundará nossas vidas de paixão...
Vamos incrementar nossa comunicação...
Vamos nos olhar com carinho...
Nos tocar com ternura...
Nos beijar com doçura!
Esbanjar romance , desejo, realização...
Vou ensinar a sorrir o seu coração...

UM CONVITE À REFLEXÃO

Hoje o dia amanheceu mais triste...

Tantos foram os que o Senhor chamou.....

Tantos corações sentindo-se dilacerados

sem compreender este chamado....

A morte é a única certeza que temos

mas é a maior interrogação...



E, este corpo físico

que mal conhece o seu emocional,

e, o ESPIRITUAL, ???? nem se fala....

Aprendi desde cedo que esta vida é um teste...

Que nosso corpo , somente a alma protege,

porque ela é espiritual....

Então ficamos obesos de tanto comer...

Como se somente o corpo devêssemos atender...

E, os alimentos da emoção...Esquecer?

Devíamos saber que ela é a direção

para nosso Deus PAI...
Precisamos alimentar a emoção e alma, tambem,
qualitativa e quantitativamente igual ....



Precisamos aprender as lições que a vida nos dá....

Muitas vezes encontramos pessoas humildes

sem nenhuma riqueza material

que são felizes ao natural....

Eles agradecem muito mais,

mesmo tendo muito menos....

Gente, vamos abrir os olhos e enxergar....

Temos tanto e tanto a agradecer

e, tão pouco, realmente, para reclamar...



Aos corações sofredores

vamos elevar nossas dores

para redimir os nossos pecados....
Vamos ser solidários e sentir compaixão....

Pensem que estamos num grande navio...

Vamos vivendo , aprendendo, sofrendo,

sentindo felicidade, alegrias, saudade,

mas, na verdade , ninguém daqui pode sair...

É o mundo que conhecemos...
Estamos em alto mar....

Um dia o comandante avisa
que, no próximo porto, muitos vão descer...

Muitos podem se preparar,

a sua alma enfeitar,

para quando chegar sua vez de saltar

sentir que será
bem vindo ao paraíso
aonde chegará sorrindo....

Promessa do Destino

Eu violento a madrugada
buscando nessa longa estrada
um fim para os meus anseios...
há indocilidade na alma.

O que eu mais aprecio
a mão única desse caminho
que não permite voltar
tem como roteiro, o destino.

Antes de partir daqui
venci a tristeza e a solidão
que envolveram meu coração
na alvorada da vida.

Venci até mesmo a certeza
do meu sonho desmantelado
venci forte correnteza
e uma guerra sem soldados.

Venci muitas ilusões
que a mim se apresentavam
pareciam preciosas
mas de latão não passavam.

Venci até meus próprios sonhos
que tanto foram açoitados
e insistiam em renascer
devolvendo-me ao passado.

Venci a farsa e a mentira
de tudo que ouvi um dia
venci até o abandono
por isso eu estou aqui.

Quero essa terra encantada
que ouvi alguém falar
onde as pessoas se amam
e vivem sempre a cantar.

Onde a chuva não maltrata
onde o vento não castiga
onde as ondas do mar
abraçam-nos e acariciam.

É para lá que estou indo
nessa viagem sem volta
para cobrar do destino
uma das promessas feitas.

Quero o meu amor menino
crescendo junto comigo
na mansidão de um sorriso
envolto em muito carinho.

Quero ver o sol nascer
segurando em sua mão
ver o nosso amor crescer
ignorando a paixão.

E quero mais, muito mais
eu nem saberia dizer
quero tudo que a vida
tenha para oferecer.

E de tudo que eu consiga
só dividir com você!

(Re)part(ir)

Tantas coisas já dividimos, veja só:
a dor da solidão, a ansiedade da espera, o choro da saudade...
Repartimos a ausência, a indiferença...
Fizemos os dias mais leves, em intimidades vividos.
Somamos o ar que respiramos às alegrias, às palavras,
e ao verbo que se fez poema um dia.
Acrescentamos sonhos em cada gesto, amamos com delicadeza e ternura.
Tanto tivemos pra contar, tanto a tecer considerações!
Tantos risos enfeitaram as manhãs e as noites que nem sol, nem estrelas se podiam comparar.
Quantos segredos espalhamos pelas tardes!
Brevidades...
Tão pouco desfrutamos deste amar...
Agora, seguimos em diferentes direções sem falar se há choro ou riso, se há paz, se há barulhos ou sinfonia.
Fechamo-nos em chaves, trancas e tramelas.
Não há mais espaço para a poesia.
Vidas, em monótona realidade, sem ter lugar pra fantasia.

MINHA TERRA TEM PALMEIRAS

Composto em 1843, na cidade de Coimbra, Portugal, o poema Canção do exílio é, hoje, sinônimo de seu criador, o poeta maranhense Antônio de Gonçalves Dias.

Seus versos se misturam com profundidade em nossa cultura, e alguns deles aparecem na segunda parte do Hino Nacional.

O crítico Agripino Grieco disse: Ninguém lê os poetas, mas raros são os brasileiros que não conhecem a “Canção do exílio”.

O poema representou, para o seu autor, um momento de grave dor e nostalgia.

Em 1838, o maranhense havia partido para Portugal, decidido a se matricular na Universidade de Coimbra.

Estava há quase cinco anos distante do Brasil, e quase adaptado à flora e à fauna européia. Diz-se quase, porque a distância começou a lhe corroer a alma.

Certo dia, ao se reportar à balada Mignon, de Goethe, encontrou algo como: Conheces o país das laranjeiras? Para lá quisera eu ir!

Retornaria ao Brasil em 1846, ano em que publicaria seu poema em sua obra de estréia, Primeiros cantos.

É sempre importante poder voltar a estudar tal peça literária, jamais com a intenção de banalização pelo insistente repetir, mas, sim, buscando aprender com suas belas reflexões nostálgicas:



Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.



Muitas vezes só aprendemos a valorizar o que temos, quando perdemos, ou nos afastamos daquilo em questão.

Bens, lugares, pessoas, rotinas... Quando estamos mergulhados na experiência com cada uma delas, quase sempre nos falta a valorização necessária do que já possuímos.

Alguns de nós precisamos, algumas vezes, ficar distantes de familiares para descobrir o quanto são importantes para nós.

Alguns filhos acabam precisando ficar distante dos pais por algum tempo, para reconhecer seu valor, seu amor profundo por eles.

Alguns pais reconhecem apenas a falta que fazem os filhos, quando esses batem as asas na maturidade, e iniciam a construção de novos lares.

Gonçalves Dias precisou estar distante de seu país, para reconhecer sua grandiosidade.

Nesses dias de tantas críticas ao nosso país natal; nesses tempos em que se desenvolveu o vício de falar mal sempre, sem o compromisso da crítica construtiva, educadora, é necessário pensar um pouco.

O literato brasileiro continua, em sua obra, dizendo:



Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.



Não há ufanismo pernicioso aqui, apenas a recordação de que precisamos valorizar mais o país onde tivemos a felicidade de reencarnar.

As leis maiores do Universo nos revelam que não nascemos aqui por acaso. Temos papel importante a cumprir nas engrenagens sociais e morais terrenas.

Amar o Brasil não significa elevá-lo acima dos outros. Não há necessidade de comparação para explicar o amor.

Amar o Brasil significa fazer tudo, fazer a nossa parte, com desvelo e abnegação, na construção de uma sociedade melhor.

INSPIRAÇÃO POETAL

A inspiração surge,
quando a alma resolve falar através da voz, ou dos dedos...
Essa voz não deve ser guardada,
senão a alma poderá ficar fechada...
Ao sentir que a alma quer falar,
devemos deixá-la se comunicar...
Escrever uma poesia,
não é coisa de todo dia...
Ao sentir a inspiração fluir,
não devemos deixá-la fugir...
Escrever, é simplesmente
deixar sua marca perenemente...
Não cale sua alma,
pois é poetando, que ela se acalma...

A VOZ QUE ME DIRIGE OS PASSOS

Ainda bem que no mundo existem os poetas...

São eles e seus versos encantados que nos ensinam enxergar um fato comum, por vezes banal em aparência, de uma forma nunca antes imaginada por nós.

São eles, principalmente os poetas do bem que, ao tratarem de questões graves da vida, nos ensinam a ter esperança.

Assim, deleitemos-nos com Gonçalves Dias - eminente poeta brasileiro - e sua bela visão sobre Deus e as dores do mundo:



Por que então maldiremos este mundo
E a vida que vivemos,
Se nos tornamos do Senhor mais dignos,
Quando mais dor sofremos?

Quantos cabelos temos, Ele o sabe;
Ele pode contar
As folhas que há no bosque, os grãos d´areia
Que sustentam o mar.

Como pois não será Ele conosco
No dia da aflição?
Como não há de computar as dores
Do nosso coração?

Como há de ver-nos, sem piedade, o rosto
Coberto d´amargura;
Ele, Senhor e Pai, conforto e guia
Da humana criatura?

Se o vento sopra, se se move a Terra,
Se iroso o mar flutua;
Se o sol rutila, se as estrelas brilham,
Se gira a branca lua;

Deus o quis, Deus que mede a intensidade
Da dor e da alegria,
Que cada ser comporta – num momento
D´arroubo ou d´agonia!

Embora pois a nossa vida corra
Alheia da ventura!
Além da terra há céus, e Deus protege
A toda criatura!

Viajor perdido na floresta à noite,
Assim vago na vida;
Mas sinto a voz que me dirige os passos
E a luz que me convida.



* * *



O maior poeta que já esteve na face do orbe terrestre – inspirador de outros tantos poetas do bem que O seguiriam neste planeta – certa feita proclamou:

Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados.

Ora, quem há de oferecer consolo a tantas lágrimas que são vertidas a cada segundo na Terra?

De onde vem tal consolo, senão do Criador, de Suas leis perfeitas e de Seu amor maior por Suas criaturas?

É a voz que nos dirige os passos... Sempre presente.

(Des)(com)passo

Estranho não te ver...
... mais estranho, eu não te procurar.
Desacostumei de buscar significados
nas tuas entrelinhas.
Despi a fantasia ,
cortei as linhas
que me prendiam ao teu compasso.
E me sinto nua
leve e solta.
Agora posso dizer:
- Estou livre do teu abraço!

UM SÓ CORAÇÃO

O destino desfolhou o segredo
de um amor.

Nem imagina o quanto
com você sonhei!

O quanto até nas estrelas lhe procurei.

Esse foi o amor mais bem guardado...

Hoje sou abstrato, sou retrato de um coração por você enamorado.



O destino ha muito nos
guardou na solidão,

hoje nos uniu pelo amor...
Você é meu jardim,

minha mais linda flor...
Hoje somos um só coração.



Na intensidade de um desejo,
tanto lhe procurei, insisti, perseverei e lhe encontrei.

Neste instante sou o sentido da razão, sou inteira emoção.
Hoje sou por você amado
e por você me apaixonei.



Hoje sou eu em você,
nesse instante você sou eu...
Somos a troca do sentimento que jamais morreu.
Somos a emoção residente no coração.

Hoje possuímos o amor que Deus nos concedeu.

Solidão! Noite em vão

Pensamentos perdidos na rua escura;
becos sombrios gemem a total solidão.
Sentimentos soltos vagam na loucura,
levando sonhos à profunda escuridão.



Na selva de pedra fria e assustadora
o medo é tomado por ohos arregalados.
Acobertada pela névoa, a lua impostora
disfarça a sua pureza aos enganados.



Luzes de neon indicando a perversão;
anfitriãs mascaradas esperam a presa.
Hipnotizam como sereia e sua canção,
sangrando aqueles que não tem defesa.



Nas janelas, as sombras desconhecidas
vagam olhares sem saber o que buscar.
São almas tristes, confusas e perdidas,
sufocadas pela dor que as fazem sangrar.



O vento invade o quarto feito açoite
e tortura o corpo fraco já arrefecido.
E vai embora, ainda enquanto é noite,
largando flagelado um sonho fenecido.



E no último suspiro, a vaga lembrança:
Um céu azul e uma gaivota que revoava;
a correr na areia, uma menina de trança.
E no fechar dos olhos, alí, tudo acabava.



Fez-se na face, um rio de lágrimas salgadas!
O som da melodia foi aos poucos terminando.
Correm as horas sem rumo, mas apressadas;
O dia, cinzento e nublado começou chorando.

MINHA PAZ EM VOCÊ

Nas voltas que o mundo dá, meus pensamentos acompanham num reluzir de uma procura contínua,
a paz que existe em ti.

Na ânsia de te encontrar, nessas voltas que o mundo dá,
estaciono meus pensamentos em algum lugar.
Desconheço onde estou,
onde meu pensamento estacionou.

Parece-me tão familiar!
É como se aqui já antes estivesse em amor, a te amar.
Mas não é isso que vim procurar.

Estou a procura de tua paz, para em ti deitar minha alma e deixa-la descansar.

Nessas voltas seguidas que meus pensamentos dão, minha alma está a procura de ti,
atada as asas da emoção.

Onde estará?... A paz que procuro em ti onde estará!

Onde estiver você, estará uma linda canção...
Aí estará também o alento de paz para este enternecido
coração.

Figuras

Doei-te ao círculo, eterno retorno;
jazo por fim bebendo do vício
incolor, tinturas desse exício
esperançando o imortal estorno.



Na argamassa lapido a rasura
tão minha... de mim extorquida e só;
uma ilusionista caiada sem dó
nas salinas das idem figuras.



Àquela face esgrafiei, oh!nunca mais;
tanta insônia clamada às escuras
se, dormindo a apiedada secura,
regrava no egoísmo os fluxos plurais.



Doei-te rasura bebendo o imundo;
sagrei a irredutível anilina, oh!
iludindo a ilusão retorno ao pó...
poeira e paz danando idem fungos.

ÉS O MEU SONHO MAIS DOCE

Adormeço com o murmúrio dos ventos.
As flores lançam um riso, a brisa suspira.
Vejo tudo nos sonhos cheios de sentimentos,
Vejo os anjos tocando a lira.

Sonho! E os sonhos são doces alentos
Para minha alma que delira.
Queria dos segundos os momentos
Eternos do amor que se revira.

Não sabes!
Mas és o meu sonho mais doce...
Sonho contigo e me reviro
Na cama coberta de flores.

Paixão! Não sei! Antes fosse...
Minha alma ficaria em giro,
Meu coração sonhando amores.

A Arte De Amar À Distância

Quando olho a sua foto,
lembro dos momentos bons,
dos beijos que sonhamos beijar,
dos abraços que sonhamos abraçar...
Lembro do você a todo o momento...
Lembro de você a todo vão segundo...
Que passa como uma eternidade,
sem você no meu mundo.



O céu não tem mais razão para estar azul...
Nem o sol, para brilhar...
Aliás, já me acostumei com os dias frios do Sul...
E não há nada que me esquente...
Nem o chocolate quente...
Nem o café recuperante...
Nem o chá aconchegante...
Só você pode me esquentar.
Considere isso uma honra!
E venha me abraçar logo!
Antes que eu perca a paciência...!



Meus lábios são só teus!!!!
Tento encontrar-te em outros olhos,
outros braços e outras bocas,
mas és único para o meu coração...
E diferentemente das outras vezes,
ele não está cego...
Está simplesmente apaixonado...
Enamorado sem enamorar-se...
Buscando algo que nunca chega...
E que, provavelmente, não chegue jamais...



Minha face no espelho,
não nega a tristeza ao perceber,
que ao meu lado, na imagem,
só há a banheira, cuja água começa a encher...
Você deveria refletir no espelho também! Enfim...
Deito-me despreocupadamente na água.
Fecho os olhos, e tento esquecer...
De você, e de tudo.



É claro e óbvio que não consigo...
Porque amor a gente ama e ponto.
E minha memória, infelizmente, é de elefante...
Vê uma vez e não esquece.
Ama uma vez, e nunca deixa de amar.
Gosta uma vez, e nunca vem a desgostar.
Beija uma vez, e mesmo que em silêncio,
continua a beijar, a sua foto no criado mudo...
Pois tu te foste...

PAZ NA CONSCIÊNCIA

Aquele dia eu sentia alegria e uma profunda paz interior...




A todos eu sentia o desejo de amar,

Sentia-me solto, feliz como as aves

Nos galhos a cantarem...



Provinham da minha mente

Os meus mais belos sonhos


E os momentos da minha existência

Que me deram maiores felicidades...



Era uma mistura de alegria,

De prazer, de conquistas

E de verdades...



Apagaram-se da minha mente

As frustações e as incertezas.

Até os meus olhos sorriam...

Não lembrava de nada

Que significasse tristeza...



Tudo refletia felicidade.

Lembrei do meu primeiro amor,

Mas, era tamanha a minha alegria,

Que nem sequer senti saudade...



Mas, por que tanta felicidade,

Enquanto o mundo triste,

Transverte-se em incerteza?



Como pude me envolver em tanta beleza?

Pela lógica, seria uma incoerência,

Ou um conflito com a realidade!



Uma coisa ou outra não importa...

Não se trata de artifícios nem de incoerência.

Todos temos o direito à felicidade,

Basta vivermos com simplicidade

E com paz na consciência.

UMA POESIA PARA VOCÊ...

Você que me diz palavras de tanto amor
que entra pelas minhas entranhas
e, se instala no âmago do meu ser...

Você que todo dia me fala do seu amor
como jogando comigo um jogo sem valor
mas, que deixa meu coração como vencedor...

Você que sorri o sorriso mais lindo
que diz que me encanta ao dormir
que quer fazer de mim um elixir
de vida para sempre feliz...

Você que nem se meche para me ver
Cujo sorriso fica na minha imaginação...
Satisfazendo-se com palavras cheias de emoção...
Mas vazias de uma real presença...

Onde está você agora que quero abraçar?
Onde está neste momento quando chora o meu coração ?
Onde está você na hora que quero um beijo?
Na hora que tanto preciso de uma palavra amiga?

Eu sou aquela que sorri ao imaginar
ter sua presença , ao meu lado, a me encantar....
Sou a que o procura em cada amanhecer.
A que suspira de muito amor...
A que estende a mão para o alcançar na distância....
Ah! Esta distância que me fere!
Que tanto machuca o meu sentir....
Mas que tando alimenta a minha esperança....

O que seria?

O que seria da minha alegria,
Que nunca deixa a vida ser sombria,
Se eu não conhecesse a insana dor,
Que rasga a minha alma em mil pedaços,
E risca o coração com tantos traços,
Quando por entre os dedos, foge o amor?

O que seria desse meu sorriso,
Feliz por tê-lo, pois tanto preciso,
Se os olhos estranhassem a noção
Do pranto que houve a inundar o rosto,
Num misto de angústia e de desgosto,
Quase sempre a brotar da ingratidão?

O que seria desse amor que sinto,
Que me inebria tal qual o absinto,
Se o medo profanasse-me a coragem,
Não me deixasse lembrar outra data,
Onde a minh'alma seguia calada,
Na viela que a levava à voragem?

O que seria da felicidade,
Se nunca houvesse em minha realidade,
Momento tal qual esse, de tristeza,
Onde o coração remói a solidão,
E a alma sente, prostrada, a rejeição,
Sem resquício sequer de sutileza?

O que seria do sol, que hoje brilha,
Se no mundo não houvesse essa partilha,
De claridade e trevas, a saber:
- Entre a alvorada e a escuridão -
Onde ao luar, só resta a solução,
Dormir no colo do dia a nascer?

O que seria de tanta alquimia,
Que o mundo usa em mim, à revelia,
E me faz ver o que nunca acontece...
Tamanha ternura que unge meus dias,
Filosofando a Pedra e suas magias,
Mera ilusão de óptica e de prece?

O que seria de mim, sem tal falha,
Que dói tanto como corte a navalha
E que eu não me canso de cometer?
O que seria de mim, sem amar...
Sem jamais sofrer, por não ousar sonhar?
Confesso: - Melhor seria morrer!

Ilusão

De olhos fechados
cara lavada
regenera a alma
na ilusão...
investe na paixão
passageira ( ? )
se fortalece da dor
que enriquece
seus pesadelos
e nas asas da ilusão
voa...voa pra bem dentro
da paixão...
mexe no coração
com colher de pau
pra não contaminar
a mais pura real ilusão...
de olhos fechados
permanece até que
alguém lhe puxe pra fora...
passageira ilusão?...