Corre uma lágrima descalça e nua daqui...
Sopra distante ao vento um barco e tua vela,
Gotejam em amêndoas teus olhos,
Cintila dourada a pena leve,
teus cabelos ao vento...
Abraça-me calmo os raios de sol
e as águas mareadas me levam...
Refugio o frio ao canto das aves
Silenciado um pranto vermelho
e assim eu desejei...
Que mais pleiteio?
Se dois barcos velejam e beijam
Se pássaros multicores se aninham
Se o branco e preto das flores colorem
Por que seria
somente esta lágrima à metade?...
Que serei-a ao canto do mar
me traz este momento,
Que canto me espanta e cala...
Por que Europa é tão distante
e Atenas tão perto?...
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Sonhos
Há tristezas que o tempo cobra em momento hábil
Agigantada em instante previsível sua mera força
E, não mais que naquele dia, lá estão as contas...
Entre passado, presente e futuro, um sonho frágil
Neste olhar que persistem nuvens e nada chove
Na terra semeada entre sulcos, flores e charcos
Tão somente a ilusão de ser em sina prostituta
Tal como serpentear vida em antídotos parcos...
Era a fé claúdia da semente guardada na mola mestra
Um pedinte cansado que outrora estendia e ora destra
Ou, um adeus guardado que teimava traído...
É, lá se vão os encontros, as lutas e as promessas,
Esvai-se em cobranças, nos atalhos, nas trilhas e rezas;
Finalmente se dorme...Dormitam sonhos caídos.
Agigantada em instante previsível sua mera força
E, não mais que naquele dia, lá estão as contas...
Entre passado, presente e futuro, um sonho frágil
Neste olhar que persistem nuvens e nada chove
Na terra semeada entre sulcos, flores e charcos
Tão somente a ilusão de ser em sina prostituta
Tal como serpentear vida em antídotos parcos...
Era a fé claúdia da semente guardada na mola mestra
Um pedinte cansado que outrora estendia e ora destra
Ou, um adeus guardado que teimava traído...
É, lá se vão os encontros, as lutas e as promessas,
Esvai-se em cobranças, nos atalhos, nas trilhas e rezas;
Finalmente se dorme...Dormitam sonhos caídos.
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