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domingo, 28 de novembro de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

CANÇÃO DA FALSA ADORMECIDA

Se te pareço ausente, não creias:
Hora a hora o meu amor
agarra-se aos teus braços,
Hora a hora o meu desejo
revolve estes escombros
E escorrem dos meus olhos
mais promessas.

Não acredites neste breve sono;
Não dês valor maior ao meu silêncio;
E se leres recados numa folha branca,
Não creias também: é preciso encostar
Teus lábios em meus lábios para ouvir.

Nem acredites se pensas que te falo:
Palavras
São o meu jeito mais secreto de calar.

domingo, 7 de junho de 2009

Nós nos Amaremos....

Nós nos amaremos docemente...
nesta luz, neste encanto, neste medo;
nós nos amaremos livremente nos dias marcados
pelos deuses;
nós nos amaremos com verdade...
porque estas almas já se conheciam;
nós nos amaremos para sempre em ilhas de invenção
e realidade.
Nós nos amaremos lindamente...
nós nos amaremos como poucos.
Nós nos amaremos no teu tempo!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

BOM DIA AMIGOS!!!

"Viver, como talvez morrer, é recriar-se a cada momento. Arte e artifício, exercício e invenção no espelho posto à nossa frente ao nascermos. Algumas visões serão miragens: ilhas de algas flutuantes que nos farão afundar. Outras pendem em galhos altos demais para a nossa tímida esperança. Outras ainda rebrilham, mas a gente não percebe, ou não acredita.
A vida não está aí apenas para ser suportada ou vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada.
Não é preciso realizar nada de espetacular.
Mas que o mínimo seja o máximo que a gente conseguiu fazer consigo mesmo."

terça-feira, 10 de abril de 2007

Aviso

Se me quiseres amar,
terá de ser agora:
depoisestarei cansada
Minha vida foi feita de parceria com a morte:
pertenço um pouco a cada uma,
pra mim sobrou quase nada.

Ponho a máscara do dia,
um rosto cômodo e simples,
e assim garanto a minha sobrevida.

Se me quiseres amar,
terá de ser hoje:
amanhã estarei mudada.

sábado, 17 de março de 2007

Tão sutilmente em tantos breves anos

Tão sutilmente em tantos breves anos foram se trocando sobre os muros mais que desigualdades, semelhanças, que aos poucos dois são um, sem que no entanto deixem de ser plurais: talvez as asas de um só anjo, inseparáveis. Presenças, solidões que vão tecendo a vida, o filho que se faz, uma árvore plantada, o tempo gotejando do telhado. Beleza perseguida a cada hora, para que não baixe o pó de um cotidiano desencanto. Tão fielmente adaptam-se as almas destes corpos que uma em outra pode se trocar, sem que alguém de fora o percebesse nunca