Mostrar mensagens com a etiqueta LUIZA SAMPAIO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta LUIZA SAMPAIO. Mostrar todas as mensagens

sábado, 27 de novembro de 2010

AMOR BANDIDO

Essa aflição dentro do peito sentida
prenúncio da derradeira lágrima
momento de despedida

Palavras ferinas, por demais malditas
pronunciadas pela boca que beijou
e tantas promessas na alcova sussurrou

O olhar covarde não sustentou
enquanto o punhal cravava sem piedade
preferiu esconder-se, não enfrentou
a carta enviou
delírio de mais uma insanidade

Esse amor assim tão bandido
pleno de pétalas e espinhos
corroeu as estranhas benditas
sangrou a carne
sorveu o sangue
feriu a alma

Aqui falece um coração
arrastado para a morte em vida
resto de um sonho
e de uma grande paixão!

domingo, 11 de abril de 2010

DERRADEIRA CENA

Envolto em sufocante fumaça,
busca o esplendor,
a exaltação,
as honrarias que o alimentam,
faz da sua partida
a cena derradeira e apoteótica
de uma história

Apoplética fico diante da platéia
que não aplaude,
simplesmente extasiada observa
a coreografia dos corpos
e o magnífico cenário já desfeito

As cortinas correm nos trilhos,
separam os personagens
que participaram do último ato,
não faço um gesto,
submeto-me aos desígnios traçados
pois eles orientam meu caminhar.

sexta-feira, 27 de março de 2009

SEDUTORA ARROGANTE

Exuberante no seu caminhar
confiante e decidida
Saboreia os elogios que recebe Contemplada e admirada,
causa inveja a poderosa
Esguia, sedutora, pisa firme
Nos pés, tem asas perfumadas
Nas mãos, fachos de luz
O olhar malicioso, fulminante
expele faíscas eletrizantes
Na garganta o dragão
cospe fogo inconsequente
Em brasa o corpo arde
frêmito prazer pelo poder
Segura, arrogante, determinada,
cabeça erguida, independente
Sem amor, sem paixão
contenta-se com a provocação
Não chora, não sente
prefere estar ausente, ignora
Prossegue, persegue
o sucesso sempre presente
Afasta o demente
detesta o que pressente
Abomina qualquer decepção
não sangra o coração
Pobre ser sem indumentária,
ainda que Dior seja o traje
e gostosa a tentação,
nunca experimentou uma desilusão...
Sedutora Arrogante
Vive completamente solitária!

segunda-feira, 16 de março de 2009

LIVRE VOAR

Com as mãos nuas a terra úmida revolvi
Buscando sementes que um dia germinaram
Espalhadas pelos campos, o vento beijaram
Soprando os flagelos do mundo que conheci


A majestosa palmeira que nos abrigava
Para eternizá-la, em rosada pedra esculpi
Da escuridão assustadora, apavorada fugi
Enquanto o teu nome na garganta calava


Rodopiando num turbilhão de emoções
Sem condições ter para escolher direções
Debilitada, por socorro aos céus clamei


O meu cantar solitário ao acaso dediquei
Do vazio, o sinal finalmente percebi chegar
E livre, nas asas de um pássaro, decidi voar

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

POEMA AO AMIGO

Neste exato momento,
acarinhada pela brisa da madrugada,
preparada para escrever,
parei para refletir e meu coração ouvir
lembrei-me, então, de dias e noites
das recentes e daquelas há muito vividas
pensei nos acontecimentos que fizeram morada,
outros, nem tanto, passaram...

Mergulhei no caudaloso rio de recordações
cheguei a tocar em detalhes
que imaginava já esquecidos,
deixados no lugar onde soterrados
deveriam estar,
toquei também naqueles
gravados em branco e preto
e nos preferidos, mais bonitos, coloridos

Senti brotar de dentro de mim
antigas sensações,
por vezes, ainda tão presentes,
lágrimas que chorei, emoções contidas
alegrias e tristezas traçadas pelo viver
Revi meu longo caminhar...

A cada passo que percorri neste refazer,
percebi com entusiasmo
que sempre junto de mim estiveram e estão
pessoas amadas, queridas, solidárias
Reais?! Virtuais?!
Ah, não importa saber!

Nessa trajetória, a cada instante de vida,
havendo mudanças favoráveis, ou não,
com céu estrelado ou mar revolto,
permanecem comigo os anjos.... meus amigos,
testemunhando com carinho e compreensão,
as minhas derrotas e vitórias
e de mãos estendidas,
prosseguem me ajudando a crescer!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Percepção

As páginas
viradas com rapidez
fez a razão
surgir
concluir
Desnudou
sem piedade
textos
mal escritos
palavras amargas
gélidas
insensíveis


A verdade percebi
a história
foi desformatada
ficou desgastada
inacabada
Estremeci
diante do tudo
que virou
nada


Meu corpo
sentiu
tremeu
ante o adeus
metálico
distante
silente


O amor
nunca existiu
fingiu
traiu
Apenas vaidade
egoísmo
terrível realidade


Pensando bem
a história
está encerrada
concluída
porque
és nada
diante
do tudo
que
te
ofereci!

domingo, 24 de agosto de 2008

LIBERTAÇÃO

Busca da tua alma a libertação
Arromba as pesadas portas do infinito
Trancas de aço que te calam
Grita e foge da inexorável destruição


A noite chega e seu manto alcança
Muitos versos espalhados pelo chão
Vozes não se ouvem, o silêncio se fez
Estático o tempo espera a sua vez


Estrelas trazem a esperança
Afagam a boca que não mais sorri
Morada pretérita do fácil riso
Estendido resta o corpo no gélido piso


A lua aflita por justiça clama
Ergue-se no presente poderosa chama
É o sol que aquece o pranteado leito
Novos sonhos surgem exigindo respeito

segunda-feira, 28 de julho de 2008

QUERO-TE ASSIM

Quero-te amante fiel, companheiro e leal amigo
É preciso que saibas rir e em ti tenhas confiança
Que sejas envolvente, dividas teus sonhos comigo
Apaixonado por mim, deves na vida ter esperança


Quero-te despido de frases feitas e preconceitos
Deves saber dançar e viver nos braços da poesia
Que venhas despojado de anacrônicos conceitos
Divorciado de mesquinharias, farsas e hipocrisia


Quero-te um anjo a me proteger durante o sono
Que estejas perto sem desejar se fazer de dono
Temperes a vida com mel, chocolate e hortelã


Quero-te transparente, em corpo rijo e mente sã
Que saibas conversar, conquistar com sabedoria
E a Deus agradecer pelo amanhecer de cada dia

segunda-feira, 21 de julho de 2008

AMOR BANDIDO

Essa aflição dentro do peito sentida
prenúncio da derradeira lágrima
momento de despedida

Palavras ferinas, por demais malditas
pronunciadas pela boca que beijou
e tantas promessas na alcova sussurrou

O olhar covarde não sustentou
enquanto o punhal cravava sem piedade
preferiu esconder-se, não enfrentou
a carta enviou
delírio de mais uma insanidade

Esse amor assim tão bandido
pleno de pétalas e espinhos
corroeu as estranhas benditas
sangrou a carne
sorveu o sangue
feriu a alma

Aqui falece um coração
arrastado para a morte em vida
resto de um sonho
e de uma grande paixão!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

VESTIDA DE ESPERANÇA

Do peito deixo explodir o riso e o pranto
Permito que se exponha a verdade da alma
Sangro as entranhas para depurá-las
Quebro tua imagem de falso santo


Expulso sem piedade esta paixão
que feroz ardia revestida de emoção
Mostro-me inteira sem medo dos fantasmas
Busco o aconchego nos braços da lua


Aqueço o coração no calor do sol
Dispo as vestes que por ti foram tocadas
Abandono a couraça que me protegia
Visto-me de esperança
Enfeito-me de luz e flores para o novo dia


Olho atenta perscrutando o futuro
Vejo a colheita farta do amor no solo semeado
Canto a alegria que sinto neste instante
já despojada da insistente tristeza
que foi a minha única e constante companheira!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

AGORA É TARDE

Agora é tarde,
não adianta o pranto, não chores
lágrimas que nunca derramaste


Não te arrependas,
aproveita o instante que desejaste


Agora é tarde,
cicatrizo as feridas por ti abertas
arranco do peito o resto que deixaste


Não te arrependas,
procura o caminhar que idealizaste


Agora é tarde,
fica apenas uma leve saudade,
levo comigo os sonhos que sonhei


Não te arrependas,
esquece o amor que te ofertei


Agora é tarde,
segue na busca de um novo norte
aqui não mais estarei para te acarinhar


Não te arrependas,
vive agora a tua própria sorte


Agora é tarde,
de mim nunca mais uma palavra
sim, perdeste quem tanto te instigava


Não te arrependas
este amor somente eu estive a sentir
tu querias apenas alguém para te aplaudir!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

SEPARAÇÃO

Vestiu-se de nada sem pudor
para enfeitar a alma dilacerada
passou um resto de batom sem cor
para combinar com a face já desbotada

Nas mãos, o porta-retrato abraçou
num gesto de amor o afagou e beijou
para o vaso imaginário olhou
as rosas vermelhas e murchas dele retirou

À distância, ruído de vozes e cantos
na alcova restava desfeita em prantos
de tudo carecia ...luz, música, vida e emoção

No horizonte o arco-íris versos desenhou
o coração aflito lágrimas derramou
as paredes vazias anunciavam o fim de uma paixão

sexta-feira, 6 de junho de 2008

CONFLITUOSAS VISÕES

Translúcida forma de indefinido ser
que à distância mergulha na mata
remoinhos surgem nas encostas
turvando os pensamentos na espera


Há figuras de cartas marcadas
espectadores da sorte de outrem
descem afogueados a montanha
nos bosques tesouros escondem


Mascarados simulam sensual dança
entre árvores esvoaçam suas túnicas
agitam-se vestidos de folhas e galhos
percorrem labirintos na terra traçados


A tudo assistem incrédulas criaturas
percebem verdadeiras as ilusórias frustrações
versos dramáticos de poema não escrito
improvável momento para angelicais aparições

sexta-feira, 4 de abril de 2008

ANTAGÔNICOS DESTINOS

Na distância imposta aos corpos amantes
corações palpitaram e choraram aflitos
escreveram e descreveram inúmeros trajetos
para muitos indecifráveis emaranhados intrigantes

No caminhar dessas vidas excitantes
palavras surgiram como inimigas malditas
os sonhos se transformaram em pesadelos sufocantes
recusaram-se a alcançar as metas benditas

No espaço indefinido entre o querer e o ser
marcas indeléveis foram impostas e na alma gravadas
tornaram denso o ar puro e afastaram o delirante prazer

No derradeiro capítulo, os olhares não se cruzaram
antagônicos destinos seguiram a largas passadas
duas vidas que no decurso do tempo se distanciaram

quarta-feira, 26 de março de 2008

CAMA VAZIA

Lençóis de seda jogados no chão,
penso em cada momento...
na cama ainda teu cheiro,
sinto teu gosto, viajo no tempo!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

É Natal..

Músicas, cânticos, sinos e luzes
Árvores decoradas, enfeites brilhantes
Vermelho, verde, argento e ouro às vezes
Pessoas apressadas buscam presentes
Planos e expectativas para a Noite Santa


Vejo tudo à distância
Recordo dias há muito distantes
Lembro da minha feliz e alegre infância
havia inocência e da maldade nada entendia
apenas que Papai Noel, de fato, existia


Hoje, não busco presentes
Sei que é momento para reflexão
Quero comigo me encontrar
Ao Pai abrir meu coração
Negar o consumir para agradecer
Pedir perdão pelo que não fiz
quando deveria ter ajudado
Pelo carinho que neguei
Pela mão que, sem perceber, não estendi
Pelas lágrimas do irmão que não sequei
e pelas outras que o levei a derramar
Pelas palavras duras que proferi
Pela falta de compreensão
e pelos momentos de incontida irritação


É Natal!
Pai, perdão por todos os meus atos,
aqueles que te desagradaram
Pai, peço para perdoar também
os pretensiosos e soberbos
que, infelizmente, não se curvam
não sabem amar
e para o céu não olham para orar!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

INSANO QUERER

Refém e amante de sua própria imaginação
das profundezas apenas vociferava blasfêmia
não cuidou em afagar o sofrido coração
preferiu as contradições que a mente consumia

Travestido da sua verdade cruel, falsa e absoluta
deixou-se dominar sem mostrar resistência
contrariou com vontade a regra de ouro escrita
seguiu os caminhos ditados pela inconsequência

Imagens várias dançavam , coreografias cumpriam
instantes de gôzo nos seus ouvidos gritavam
eram corpos entrelaçados que de prazer gemiam

Num momentâneo despertar nos braços da realidade
contorceu-se ante o desejo do corpo, da boca e do beijo
a mão vazia estendida não mais alcançou a felicidade

domingo, 26 de agosto de 2007

ETERNO CAMINHAR

Explode das entranhas
a fera ferida
Renasce a mulher guerreira,
destemida, rainha
Vida vive ama
busca constante do amor
Não há estrada longa demais
nem obstáculos instransponíveis

O vento sopra forte
e faz voar as folhas
amarelas, soltas, esquecidas
Corre procura alcança
Ei-la novamente viva
amada...felina

Retorna, ergue-se, caminha
A chuva molha o corpo
e as vestes
armadura esvoaçante,
leve, perfumada
Vem o sol
e aquece o coração carente,
ausente, persistente

Há um aceno no horizonte
chama, clama, convida
Vitoriosa segue... continua!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

INERTE ESTÁTUA

As vestes impiedosamente rasgadas
de quimeras sobrevivia a inerte estátua
envolta por fumaça e cinzas tragadas
a corrente de grossos elos que a feria era tua

Rompendo caminhos e engolindo espinhos
tornou-se fera durante a madrugada maldita
abdicou de sussurros e carinhos
vestida de escarlate, saboreou a bebida bendita

Buscou sem achar sua relíquia escondida
tresloucada em convulsões decidiu sobreviver
sepultou no silêncio a lágrima contida

Expurgou fantasmas e os espectros do mal
quedou-se diante do vazio completo
gritou ao mundo o ser puramente emocional