Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:
Aprendam a fazer bonito seu amor.
Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender...
Tenho visto muito amor por aí.
Amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.
Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.
Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí, esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam,descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões.
Sim, de razões.
Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão.
Nem queira!!!
Ter razão é um perigo: em geral, enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível?
Talvez não.
Cheio ou cheia de razões, você separa do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo, deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança.
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia.
Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre.
Recomenda-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando, não se cansar de olhar e olhar, não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar sempre se possível com beijos 'aquela conversa importante que precisamos ter', arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.
Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível.
Quem ama bonito não gasta tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos nossos sonhos); não teorize sobre o amor, ame.
Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade, abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente; não dar certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito).
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.
Falando besteiras, mas criando sempre.
Gaguejando flores.
Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil.
Revivendo os caminhos que intuiu em criança.
Sem medo de dizer eu quero, eu estou com vontade.
Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições.
Cuide agora da forma do amor:
Cuide da voz.
Cuide da fala.
Cuide do cuidado.
Cuide de você.
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.
Mostrar mensagens com a etiqueta Arthur da Tavola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arthur da Tavola. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 5 de abril de 2011
sábado, 31 de julho de 2010
PER + DOAR
APRENDI OUTRO DIA QUE PERDOAR
É A JUNÇÃO DE “PER” COM "DOAR".
DOAR É MUITO MAIS DO QUE DAR.
DOAR É A ENTREGA TOTAL AO OUTRO.
ETIMOLOGICAMENTE FALANDO,
O PREFIXO "PER" TEM VÁRIAS ACEPÇÕES,
INDICA MOVIMENTO NO SENTIDO
"DE" OU EM "DIREÇÃO" A
OU "ATRAVÉS" OU "PARA".
PORTANTO,
PERDOAR, QUER DIZER
DOAR AMOR AO OFENSOR
E QUE ELE, ARREPENDIDO PELA OFENSA
POSSA TAMBÉM AMAR, POSSA DOAR-SE.
NÃO APENAS QUEM PERDOA É QUE SE
"DOA ATRAVÉS DO OUTRO".
O OUTRO TAMBÉM SE LIVRA
DE UMA CULPA A MAIS.
PERDOAR IMPLICA ABRIR POSSIBILIDADES
DE AMOR PARA QUEM FOI PERDOADO,
ATRAVÉS DA DOAÇÃO DE AMOR
POR QUEM FOI AGRAVADO.
PERDOAR É A ÚNICA FORMA DE FACILITAR
A SI E AO OUTRO, A PRÓPRIA SALVAÇÃO.
DOAR É MAIS DO QUE DAR:
É UMA ENTREGA TOTAL.
PERDOAR É DOAR O AMOR,
É PERMITIR QUE A PESSOA OBJETO DO
PERDÃO POSSA (TAMBÉM) DEVOLVER
UM AMOR QUE, ATÉ ENTÃO, SÓ NEGARA.
DOAR AMOR ATRAVÉS DO OFENSOR
EIS O CERNE DA REVOLUÇÃO CRISTÃ.
EU DISSE REVOLUÇÃO.
É A JUNÇÃO DE “PER” COM "DOAR".
DOAR É MUITO MAIS DO QUE DAR.
DOAR É A ENTREGA TOTAL AO OUTRO.
ETIMOLOGICAMENTE FALANDO,
O PREFIXO "PER" TEM VÁRIAS ACEPÇÕES,
INDICA MOVIMENTO NO SENTIDO
"DE" OU EM "DIREÇÃO" A
OU "ATRAVÉS" OU "PARA".
PORTANTO,
PERDOAR, QUER DIZER
DOAR AMOR AO OFENSOR
E QUE ELE, ARREPENDIDO PELA OFENSA
POSSA TAMBÉM AMAR, POSSA DOAR-SE.
NÃO APENAS QUEM PERDOA É QUE SE
"DOA ATRAVÉS DO OUTRO".
O OUTRO TAMBÉM SE LIVRA
DE UMA CULPA A MAIS.
PERDOAR IMPLICA ABRIR POSSIBILIDADES
DE AMOR PARA QUEM FOI PERDOADO,
ATRAVÉS DA DOAÇÃO DE AMOR
POR QUEM FOI AGRAVADO.
PERDOAR É A ÚNICA FORMA DE FACILITAR
A SI E AO OUTRO, A PRÓPRIA SALVAÇÃO.
DOAR É MAIS DO QUE DAR:
É UMA ENTREGA TOTAL.
PERDOAR É DOAR O AMOR,
É PERMITIR QUE A PESSOA OBJETO DO
PERDÃO POSSA (TAMBÉM) DEVOLVER
UM AMOR QUE, ATÉ ENTÃO, SÓ NEGARA.
DOAR AMOR ATRAVÉS DO OFENSOR
EIS O CERNE DA REVOLUÇÃO CRISTÃ.
EU DISSE REVOLUÇÃO.
domingo, 28 de março de 2010
TER AFINIDADE
"TER AFINIDADE... é muito raro,
mas quando ela existe, não
precisa de códigos verbais,
para se manisfestar.
AFINIDADE...
é ficar longe,pensando
parecido a respeito dos
mesmos fatos que
impressionam,
comovem,
sensibilizam.
AFINIDADE...
é receber o que vem
de dentro, com uma
aceitação anterior ao
conhecimento.
AFINIDADE...
é sentir com,
nem sentir contra...,
nem sentir para...
Sentir com e não ter
necessidade de explicação
do que está sentindo.
É olhar e perceber."
mas quando ela existe, não
precisa de códigos verbais,
para se manisfestar.
AFINIDADE...
é ficar longe,pensando
parecido a respeito dos
mesmos fatos que
impressionam,
comovem,
sensibilizam.
AFINIDADE...
é receber o que vem
de dentro, com uma
aceitação anterior ao
conhecimento.
AFINIDADE...
é sentir com,
nem sentir contra...,
nem sentir para...
Sentir com e não ter
necessidade de explicação
do que está sentindo.
É olhar e perceber."
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Coisas que a vida ensina depois dos 30
Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados a terra por Deus para mostrar ao
homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos tornam mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças à cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem
portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une facções, destrói
preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor! E é certo... Quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados a terra por Deus para mostrar ao
homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos tornam mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças à cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem
portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une facções, destrói
preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor! E é certo... Quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente.
domingo, 21 de junho de 2009
QUEM NAMORA AGRADA A DEUS
Quem namora agrada a Deus,
namorar é a forma bonita de viver um amor.
Não namora quem cobra, nem quem desconfia.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro.
Namora, quem se embeleza em estado de amor.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar, mas espera.
Namora, quem se sacode de taquicardia e timidez diante
da paixão.
Namora, quem ri por bobagem, quem sente frios
e calores nas horas menos recomendáveis.
Não namora quem ofende e transforma a relação num inferno, ainda que por amor.
Amor às vezes entorta, sabia?
Namorados que se prezam têm a sua música
e não temem se derreter quando ela toca.
Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro,
mordem o mesmo pastel, dividem a empada,
bebem no mesmo copo.
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora
do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija
de mil maneiras e sabe cada pedaço
e gostinho da boca amada.
Namora, quem começa a ver muito mais
no mesmo que sempre viu e jamais reparou.
Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus,
tudo fica mais fácil para quem de verdade
sabe o que é namorar.
Por isso só namora quem se descobre
dono de um lindo amor.
Namora, quem diz: "precisamos muito conversar"
e quem é capaz de perder tempo, muito tempo,
com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido
e recordar palavras, fotos e carícias
com uma vontade doida de estourar o tempo
e embebedar-se de flores astrais.
Namora, quem fala da infância e da fazenda
das férias, quem aguarda com aflição o telefone tocar
e dá um salto para atendê-lo
antes mesmo do primeiro "trim".
Namora, quem namora, quem à toa chora,
quem rememora, quem comemora datas
que o outro esqueceu.
Namora, quem é bom, quem gosta da vida,
de nuvem, de rio gelado e parque de diversões.
Namora, quem sonha, quem teima,
quem vive morrendo de amor
e quem morre vivendo de tanto amar.
namorar é a forma bonita de viver um amor.
Não namora quem cobra, nem quem desconfia.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro.
Namora, quem se embeleza em estado de amor.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar, mas espera.
Namora, quem se sacode de taquicardia e timidez diante
da paixão.
Namora, quem ri por bobagem, quem sente frios
e calores nas horas menos recomendáveis.
Não namora quem ofende e transforma a relação num inferno, ainda que por amor.
Amor às vezes entorta, sabia?
Namorados que se prezam têm a sua música
e não temem se derreter quando ela toca.
Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro,
mordem o mesmo pastel, dividem a empada,
bebem no mesmo copo.
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora
do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija
de mil maneiras e sabe cada pedaço
e gostinho da boca amada.
Namora, quem começa a ver muito mais
no mesmo que sempre viu e jamais reparou.
Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus,
tudo fica mais fácil para quem de verdade
sabe o que é namorar.
Por isso só namora quem se descobre
dono de um lindo amor.
Namora, quem diz: "precisamos muito conversar"
e quem é capaz de perder tempo, muito tempo,
com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido
e recordar palavras, fotos e carícias
com uma vontade doida de estourar o tempo
e embebedar-se de flores astrais.
Namora, quem fala da infância e da fazenda
das férias, quem aguarda com aflição o telefone tocar
e dá um salto para atendê-lo
antes mesmo do primeiro "trim".
Namora, quem namora, quem à toa chora,
quem rememora, quem comemora datas
que o outro esqueceu.
Namora, quem é bom, quem gosta da vida,
de nuvem, de rio gelado e parque de diversões.
Namora, quem sonha, quem teima,
quem vive morrendo de amor
e quem morre vivendo de tanto amar.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
ESSA DELÍCIA QUE É LER
Estava a folhear velhos papéis e a rever guardados, nessa emoção saborosa de perder tempo com a memória emotiva e as razões pelas quais guardamos parte do que nos chega às mãos. De repente, reencontrei o texto de um escritor japonês, utilizado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil em um de seus comunicados, anos atrás. E fiquei a me deliciar com a simplicidade japonesa, ao explicar quanto a leitura pode ser tão agradável e construtiva ao espírito. Aí decidi partilhar com você a mensagem do Shigeo Watanabe:
"Para mim, histórias sempre foram muito importantes: me deram paz de espírito, ampliaram meus horizontes, me dotaram de delicadeza e da capacidade de suportar a solidão, alimentaram a força que traz coragem e fibra. Quando constituí minha família, minha mulher e eu passamos esta extraordinária experiência para nossas crianças. Ler para eles as histórias preferidas foi fantasticamente feliz e inesquecível.
Para isso, é claro recorremos aos livros. Através dos livros lidos em conjunto, encontramos amigos comuns, descobrimos novos reinos da imaginação e viajamos pelo mundo todo. Os livros partilhados em família são como o lar dos corações, o lugar onde inauguramos nossa vida espiritual. Os laços que os livros criam entre pais e filhos são muito fortes.
Acredito firmemente no poder dos livros. Eles registram para sempre as histórias que as pessoas inventam, muitas vezes com ilustrações, numa forma simples e acessível a todos. Podem ser lidos a qualquer hora e em qualquer lugar. Os livros unem corações e mentes, transcendendo tempo, espaço, língua e cultura. Ler é um ato solitário e ao mesmo tempo partilhado por todas as pessoas do mundo. Se todas as crianças do mundo pudessem aprender a ler e se cada pessoa tivesse pelo menos um livro, com certeza as guerras e conflitos que afligem o mundo diminuiriam radicalmente. Todo adulto que se lembra da sua infância sabe o que era sentir-se sozinho. E nós lembramos que o que nos salvava da angústia e da solidão e nos dava esperanças eram os livros e as histórias. Podemos constatar isso de forma muito clara nos relatos obtidos em campos de refugiados de guerra. Depois da comida, são os livros que devolvem mais rapidamente o sorriso ao rosto das crianças. Esses sorrisos nos dizem, com toda a certeza, que bons livros infantis podem ajudar a pavimentar o caminho da
"Para mim, histórias sempre foram muito importantes: me deram paz de espírito, ampliaram meus horizontes, me dotaram de delicadeza e da capacidade de suportar a solidão, alimentaram a força que traz coragem e fibra. Quando constituí minha família, minha mulher e eu passamos esta extraordinária experiência para nossas crianças. Ler para eles as histórias preferidas foi fantasticamente feliz e inesquecível.
Para isso, é claro recorremos aos livros. Através dos livros lidos em conjunto, encontramos amigos comuns, descobrimos novos reinos da imaginação e viajamos pelo mundo todo. Os livros partilhados em família são como o lar dos corações, o lugar onde inauguramos nossa vida espiritual. Os laços que os livros criam entre pais e filhos são muito fortes.
Acredito firmemente no poder dos livros. Eles registram para sempre as histórias que as pessoas inventam, muitas vezes com ilustrações, numa forma simples e acessível a todos. Podem ser lidos a qualquer hora e em qualquer lugar. Os livros unem corações e mentes, transcendendo tempo, espaço, língua e cultura. Ler é um ato solitário e ao mesmo tempo partilhado por todas as pessoas do mundo. Se todas as crianças do mundo pudessem aprender a ler e se cada pessoa tivesse pelo menos um livro, com certeza as guerras e conflitos que afligem o mundo diminuiriam radicalmente. Todo adulto que se lembra da sua infância sabe o que era sentir-se sozinho. E nós lembramos que o que nos salvava da angústia e da solidão e nos dava esperanças eram os livros e as histórias. Podemos constatar isso de forma muito clara nos relatos obtidos em campos de refugiados de guerra. Depois da comida, são os livros que devolvem mais rapidamente o sorriso ao rosto das crianças. Esses sorrisos nos dizem, com toda a certeza, que bons livros infantis podem ajudar a pavimentar o caminho da
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
TER AFINIDADE
"TER AFINIDADE... é muito raro,
mas quando ela existe, não
precisa de códigos verbais,
para se manisfestar.
AFINIDADE...
é ficar longe,pensando
parecido a respeito dos
mesmos fatos que
impressionam,
comovem,
sensibilizam.
AFINIDADE...
é receber o que vem
de dentro, com uma
aceitação anterior ao
conhecimento.
AFINIDADE...
é sentir com,
nem sentir contra...,
nem sentir para...
Sentir com e não ter
necessidade de explicação
do que está sentindo.
É olhar e perceber."
mas quando ela existe, não
precisa de códigos verbais,
para se manisfestar.
AFINIDADE...
é ficar longe,pensando
parecido a respeito dos
mesmos fatos que
impressionam,
comovem,
sensibilizam.
AFINIDADE...
é receber o que vem
de dentro, com uma
aceitação anterior ao
conhecimento.
AFINIDADE...
é sentir com,
nem sentir contra...,
nem sentir para...
Sentir com e não ter
necessidade de explicação
do que está sentindo.
É olhar e perceber."
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
A Alma Dos Diferentes
"... Ah, o diferente, esse ser especial!
Diferente não é quem pretenda ser.
Esse é um imitador do que ainda
não foi imitado, nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado
de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim.
E de medo de não agüentar,
caso um dia venham, a ser.
O diferente é um ser
sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato.
Mas é sempre confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas.
Supondo encontrar um chato onde está
um diferente,
talentos são rechaçados; vitórias, adiadas;
esperanças, mortas.
Um diferente medroso, este sim,
acaba transformando-se num chato.
Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes
percebem porque os outros não os entendem.
Os diferentes raivosos acabam
tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro.
Diferente que se preza entende
o porque de quem o agride.
Se o diferente se mediocrizar,
mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar
- mesmo sem querer - alterando algo,
ameaçando rebanhos, carneiros e pastores.
O diferente suporta e digere
a ira do irremediavelmente igual:
a inveja do comum; o ódio do mediano.
O verdadeiro diferente sabe que nunca
tem razão, mas que está sempre certo.
O diferente começa a sofrer cedo,
já no primário, onde os demais de mãos dadas,
e até mesmo alguns adultos por omissão,
se unem para transformar o que é
peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura.
O que é percepção aguçada em:
"Puxa, fulano, como você é complicado".
O que é o embrião de um estilo próprio em :
"Você não está vendo como todo mundo faz? "
O diferente carrega desde cedo
apelidos e marcações os quais acaba incorporando.
Só os diferentes mais fortes
do que o mundo se transformaram
(e se transformam)
nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.
O que sente antes mesmo
dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto
todos em torno agridem e gargalham.
É o que engorda mais um pouco;
chora onde outros xingam;
estuda onde outros burram.
Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem.
Sonha entre realistas.
Concretiza entre sonhadores.
Fala de leite em reunião de bêbados.
Cria onde o hábito rotiniza.
Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica
doendo onde a alegria impera.
Aceita empregos que ninguém supõe.
Perde horas em coisas
que só ele sabe ser importantes.
Engorda onde não deve.
Diz sempre na hora de calar.
Cala nas horas erradas.
Não desiste de lutar pela harmonia.
Fala de amor no meio da guerra.
Deixa o adversário fazer o gol,
porque gosta mais de jogar do que de ganhar.
Ele aprendeu a superar riso,
deboche, escárnio, e consciência dolorosa
de que a média é má porque é igual.
Os diferentes aí estão:
enfermos, paralíticos, machucados,
engordados, magros demais,
inteligentes em excesso, bons demais
para aquele cargo, excepcionais, narigudos,
barrigudos, joelhudos, de pé grande,
de roupas erradas, cheios de espinhas,
de mumunha, de malícia ou de baba.
Aí estão, doendo e doendo,
mas procurando ser, conseguindo ser,
sendo muito mais.
A alma dos diferentes
é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes
que eles guardam para os pouco capazes
de os sentir e entender.
Nessas moradas
estão tesouros da ternura humana.
De que só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente.
A menos que você seja suficientemente
forte para suportá-lo depois."
Diferente não é quem pretenda ser.
Esse é um imitador do que ainda
não foi imitado, nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado
de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim.
E de medo de não agüentar,
caso um dia venham, a ser.
O diferente é um ser
sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato.
Mas é sempre confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas.
Supondo encontrar um chato onde está
um diferente,
talentos são rechaçados; vitórias, adiadas;
esperanças, mortas.
Um diferente medroso, este sim,
acaba transformando-se num chato.
Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes
percebem porque os outros não os entendem.
Os diferentes raivosos acabam
tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro.
Diferente que se preza entende
o porque de quem o agride.
Se o diferente se mediocrizar,
mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar
- mesmo sem querer - alterando algo,
ameaçando rebanhos, carneiros e pastores.
O diferente suporta e digere
a ira do irremediavelmente igual:
a inveja do comum; o ódio do mediano.
O verdadeiro diferente sabe que nunca
tem razão, mas que está sempre certo.
O diferente começa a sofrer cedo,
já no primário, onde os demais de mãos dadas,
e até mesmo alguns adultos por omissão,
se unem para transformar o que é
peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura.
O que é percepção aguçada em:
"Puxa, fulano, como você é complicado".
O que é o embrião de um estilo próprio em :
"Você não está vendo como todo mundo faz? "
O diferente carrega desde cedo
apelidos e marcações os quais acaba incorporando.
Só os diferentes mais fortes
do que o mundo se transformaram
(e se transformam)
nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.
O que sente antes mesmo
dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto
todos em torno agridem e gargalham.
É o que engorda mais um pouco;
chora onde outros xingam;
estuda onde outros burram.
Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem.
Sonha entre realistas.
Concretiza entre sonhadores.
Fala de leite em reunião de bêbados.
Cria onde o hábito rotiniza.
Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica
doendo onde a alegria impera.
Aceita empregos que ninguém supõe.
Perde horas em coisas
que só ele sabe ser importantes.
Engorda onde não deve.
Diz sempre na hora de calar.
Cala nas horas erradas.
Não desiste de lutar pela harmonia.
Fala de amor no meio da guerra.
Deixa o adversário fazer o gol,
porque gosta mais de jogar do que de ganhar.
Ele aprendeu a superar riso,
deboche, escárnio, e consciência dolorosa
de que a média é má porque é igual.
Os diferentes aí estão:
enfermos, paralíticos, machucados,
engordados, magros demais,
inteligentes em excesso, bons demais
para aquele cargo, excepcionais, narigudos,
barrigudos, joelhudos, de pé grande,
de roupas erradas, cheios de espinhas,
de mumunha, de malícia ou de baba.
Aí estão, doendo e doendo,
mas procurando ser, conseguindo ser,
sendo muito mais.
A alma dos diferentes
é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes
que eles guardam para os pouco capazes
de os sentir e entender.
Nessas moradas
estão tesouros da ternura humana.
De que só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente.
A menos que você seja suficientemente
forte para suportá-lo depois."
sábado, 13 de setembro de 2008
QUEM NAMORA AGRADA A DEUS
Quem namora agrada a Deus,
namorar é a forma bonita de viver um amor.
Não namora quem cobra, nem quem desconfia.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro.
Namora, quem se embeleza em estado de amor.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar, mas espera.
Namora, quem se sacode de taquicardia e timidez diante
da paixão.
Namora, quem ri por bobagem, quem sente frios
e calores nas horas menos recomendáveis.
Não namora quem ofende e transforma a relação num inferno, ainda que por amor.
Amor às vezes entorta, sabia?
Namorados que se prezam têm a sua música
e não temem se derreter quando ela toca.
Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro,
mordem o mesmo pastel, dividem a empada,
bebem no mesmo copo.
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora
do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija
de mil maneiras e sabe cada pedaço
e gostinho da boca amada.
Namora, quem começa a ver muito mais
no mesmo que sempre viu e jamais reparou.
Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus,
tudo fica mais fácil para quem de verdade
sabe o que é namorar.
Por isso só namora quem se descobre
dono de um lindo amor.
Namora, quem diz: "precisamos muito conversar"
e quem é capaz de perder tempo, muito tempo,
com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido
e recordar palavras, fotos e carícias
com uma vontade doida de estourar o tempo
e embebedar-se de flores astrais.
Namora, quem fala da infância e da fazenda
das férias, quem aguarda com aflição o telefone tocar
e dá um salto para atendê-lo
antes mesmo do primeiro "trim".
Namora, quem namora, quem à toa chora,
quem rememora, quem comemora datas
que o outro esqueceu.
Namora, quem é bom, quem gosta da vida,
de nuvem, de rio gelado e parque de diversões.
Namora, quem sonha, quem teima,
quem vive morrendo de amor
e quem morre vivendo de tanto amar.
namorar é a forma bonita de viver um amor.
Não namora quem cobra, nem quem desconfia.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro.
Namora, quem se embeleza em estado de amor.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar, mas espera.
Namora, quem se sacode de taquicardia e timidez diante
da paixão.
Namora, quem ri por bobagem, quem sente frios
e calores nas horas menos recomendáveis.
Não namora quem ofende e transforma a relação num inferno, ainda que por amor.
Amor às vezes entorta, sabia?
Namorados que se prezam têm a sua música
e não temem se derreter quando ela toca.
Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro,
mordem o mesmo pastel, dividem a empada,
bebem no mesmo copo.
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora
do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija
de mil maneiras e sabe cada pedaço
e gostinho da boca amada.
Namora, quem começa a ver muito mais
no mesmo que sempre viu e jamais reparou.
Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus,
tudo fica mais fácil para quem de verdade
sabe o que é namorar.
Por isso só namora quem se descobre
dono de um lindo amor.
Namora, quem diz: "precisamos muito conversar"
e quem é capaz de perder tempo, muito tempo,
com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido
e recordar palavras, fotos e carícias
com uma vontade doida de estourar o tempo
e embebedar-se de flores astrais.
Namora, quem fala da infância e da fazenda
das férias, quem aguarda com aflição o telefone tocar
e dá um salto para atendê-lo
antes mesmo do primeiro "trim".
Namora, quem namora, quem à toa chora,
quem rememora, quem comemora datas
que o outro esqueceu.
Namora, quem é bom, quem gosta da vida,
de nuvem, de rio gelado e parque de diversões.
Namora, quem sonha, quem teima,
quem vive morrendo de amor
e quem morre vivendo de tanto amar.
SOBRE ALEGRIA E AMOR
Assim como é preciso alguma crueldade para viver,
assim como há sempre alguma agressão embrulhada
em qualquer vitória, assim, também,
a alegria precisa de alguma inconseqüência.
De outro modo, restará apenas a lucidez,
que é sempre repleta de "trágicos deveres".
Libertando-nos da plena consciência, a inconseqüência
nos permite alguma alegria possível.
Por isso o amor não está ligado à alegria.
É que o amor não busca a alegria. Busca a felicidade.
Os que buscam a alegria devem desistir do amor.
O amor é um sentimento ligado à lucidez,
aos trágicos deveres,
à renúncia, à compreensão das contradições.
Amor é empreendimento da mais difícil das escaladas,
a que tem como meta não chegar a parte alguma, talvez.
É, sim, capaz de suscitar aquele sentimento que se mistura absolutamente à vida, tornando-se corriqueiro, natural, mal percebido, quotidiano, sem grandezas,
feitos extraordinários, emoções particulares ou excitantes. Mas permanente. E feliz.
O amor, só ele, mantém juntas as pessoas
que já não dependem das hipnoses do próprio
sentimento para senti-lo.
No dia em que elas descobrirem o amor que estala
dentro da relação aparentemente pacificada,
talvez comecem a descobrir a beleza, a grandeza
e a profundidade do que têm em comum.
Só aí sentirão as emoções verdadeiras do mais profundo,
difícil e complexo dos sentimentos.
Aqui reside, pois, a complicação do amor.
Ele só é descoberto quando ultrapassa o amar.
Só aparece quando a perda ameaça se instalar.
Só se torna visível quando ameaça desaparecer.
Está onde menos se espera.
E é profundo, vital, doador, salvador.
Independe de exaltações.
Como fonte, flui sem parar. Sereno.
É preciso muito viver, muito desilusionar-se, muito gostar,
muito sentir, muito experimentar, muito perder,
muito entediar, muito renunciar,
para encontrar o próprio amor.
Falo do amor guardado não se sabe em que dobra da gente
assim como há sempre alguma agressão embrulhada
em qualquer vitória, assim, também,
a alegria precisa de alguma inconseqüência.
De outro modo, restará apenas a lucidez,
que é sempre repleta de "trágicos deveres".
Libertando-nos da plena consciência, a inconseqüência
nos permite alguma alegria possível.
Por isso o amor não está ligado à alegria.
É que o amor não busca a alegria. Busca a felicidade.
Os que buscam a alegria devem desistir do amor.
O amor é um sentimento ligado à lucidez,
aos trágicos deveres,
à renúncia, à compreensão das contradições.
Amor é empreendimento da mais difícil das escaladas,
a que tem como meta não chegar a parte alguma, talvez.
É, sim, capaz de suscitar aquele sentimento que se mistura absolutamente à vida, tornando-se corriqueiro, natural, mal percebido, quotidiano, sem grandezas,
feitos extraordinários, emoções particulares ou excitantes. Mas permanente. E feliz.
O amor, só ele, mantém juntas as pessoas
que já não dependem das hipnoses do próprio
sentimento para senti-lo.
No dia em que elas descobrirem o amor que estala
dentro da relação aparentemente pacificada,
talvez comecem a descobrir a beleza, a grandeza
e a profundidade do que têm em comum.
Só aí sentirão as emoções verdadeiras do mais profundo,
difícil e complexo dos sentimentos.
Aqui reside, pois, a complicação do amor.
Ele só é descoberto quando ultrapassa o amar.
Só aparece quando a perda ameaça se instalar.
Só se torna visível quando ameaça desaparecer.
Está onde menos se espera.
E é profundo, vital, doador, salvador.
Independe de exaltações.
Como fonte, flui sem parar. Sereno.
É preciso muito viver, muito desilusionar-se, muito gostar,
muito sentir, muito experimentar, muito perder,
muito entediar, muito renunciar,
para encontrar o próprio amor.
Falo do amor guardado não se sabe em que dobra da gente
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Ser Pai
Hoje é dia de meu aniversário.
E de todas as minhas modestas dimensões humanas, a que mais me realiza é a de ser pai.
Ser pai é, acima de tudo, não esperar recompensas. Mas ficar feliz caso e quando cheguem. É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.
Ser pai é aprender, errando, a hora de falar e de calar. É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.
Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo. Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.
Ser pai é: saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.
Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida. Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam.
Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.
Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender; de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.
Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O máximo de convivência no máximo de solidão. É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.
E de todas as minhas modestas dimensões humanas, a que mais me realiza é a de ser pai.
Ser pai é, acima de tudo, não esperar recompensas. Mas ficar feliz caso e quando cheguem. É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.
Ser pai é aprender, errando, a hora de falar e de calar. É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.
Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo. Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.
Ser pai é: saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.
Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida. Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam.
Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.
Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender; de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.
Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O máximo de convivência no máximo de solidão. É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.
domingo, 10 de agosto de 2008
A perda do pai
A perda do pai: quem sabe vivenciá-la?
Como aceitar mortal e falível aquela pessoa grande, capaz de conseguir o universo, logo ele, o provedor, abridor de caminhos pelos quais começamos a passar medrosos? A perda do pai é a retirada da rede protetora no momento do salto.
E há que saltar.
É o roubo feito no exato momento em que estávamos a descobrir o melhor do mundo.
A perda do pai é a entrada no lugar-comum, é começar a ser igual a todos os que a sofrem, a ter os mesmos medos, as mesmas frases.
É voltar a se emocionar com o que se desprezava:
datas, pequenas lembranças, objetos, palavras e até com as manias dele que nos irritavam.
A perda do pai é o começo do balanço da própria vida, porque, enquanto vivia, era mais fácil nele descarregar alguns fracassos e culpas.
A perda do pai é o início da significação.
As palavras começam a fazer um estranho e novo sentido.
A perda do pai começa a nos ensinar o valor do tempo:
o que não fizemos, a visita deixada para depois, o gesto adiado, a advertência desdenhada, o convite abandonado sem resposta, o interesse desinteressado...
tudo isso volta, massacrante, cobrando-nos o egoísmo.
Nosso primeiro exame de consciência verdadeiro começa quando o pai morre. Nosso encontro com a morte inaugura-se com a dele.
Nossa primeira noite sem proteção consciente dá-se quando ele já não está.
E nunca somos mais sós que na primeira noite em que já não o temos.
O pai é o mistério enquanto vida e a revelação depois de morto.
Num segundo, entendemos tudo o que, durante a vida, nele nos parecia uma gruta de mistérios.
Seus objetos ganham vida, suas comidas preferidas passam a ter mais gosto, suas frases adquirem o sentido que só o tempo e a repetição outorgam às coisas.
A perda do pai dói muito!
Isso é tudo.
Para que querer saber por quê?
O pai é o eu no outro.
É dois em um, santíssima dualidade a proclamar o mistério e a glória de existir, dívida que com ele temos, sem nunca conseguir pagar, o que o faz, por isso mesmo, sempre, muito melhor do que nós...
Como aceitar mortal e falível aquela pessoa grande, capaz de conseguir o universo, logo ele, o provedor, abridor de caminhos pelos quais começamos a passar medrosos? A perda do pai é a retirada da rede protetora no momento do salto.
E há que saltar.
É o roubo feito no exato momento em que estávamos a descobrir o melhor do mundo.
A perda do pai é a entrada no lugar-comum, é começar a ser igual a todos os que a sofrem, a ter os mesmos medos, as mesmas frases.
É voltar a se emocionar com o que se desprezava:
datas, pequenas lembranças, objetos, palavras e até com as manias dele que nos irritavam.
A perda do pai é o começo do balanço da própria vida, porque, enquanto vivia, era mais fácil nele descarregar alguns fracassos e culpas.
A perda do pai é o início da significação.
As palavras começam a fazer um estranho e novo sentido.
A perda do pai começa a nos ensinar o valor do tempo:
o que não fizemos, a visita deixada para depois, o gesto adiado, a advertência desdenhada, o convite abandonado sem resposta, o interesse desinteressado...
tudo isso volta, massacrante, cobrando-nos o egoísmo.
Nosso primeiro exame de consciência verdadeiro começa quando o pai morre. Nosso encontro com a morte inaugura-se com a dele.
Nossa primeira noite sem proteção consciente dá-se quando ele já não está.
E nunca somos mais sós que na primeira noite em que já não o temos.
O pai é o mistério enquanto vida e a revelação depois de morto.
Num segundo, entendemos tudo o que, durante a vida, nele nos parecia uma gruta de mistérios.
Seus objetos ganham vida, suas comidas preferidas passam a ter mais gosto, suas frases adquirem o sentido que só o tempo e a repetição outorgam às coisas.
A perda do pai dói muito!
Isso é tudo.
Para que querer saber por quê?
O pai é o eu no outro.
É dois em um, santíssima dualidade a proclamar o mistério e a glória de existir, dívida que com ele temos, sem nunca conseguir pagar, o que o faz, por isso mesmo, sempre, muito melhor do que nós...
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Só O Amor Não Basta
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO,
como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue,
A SEDUÇÃO
tem que ser ininterrupta...
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia
SER ETERNA
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada,
RESPEITO.
Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver
BOM HUMOR
para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.
Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que
O AMOR É SÓ POESIA,
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO,
como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue,
A SEDUÇÃO
tem que ser ininterrupta...
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia
SER ETERNA
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada,
RESPEITO.
Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver
BOM HUMOR
para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.
Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que
O AMOR É SÓ POESIA,
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
terça-feira, 15 de julho de 2008
Afinidade
Afinidade é um dos poucos sentimentos que
resistem ao tempo e ao depois.
A afinidade não é o mais brilhante,
mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente também.
Não importa o tempo, a ausência,
os adiamentos, as distâncias, as
impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa,
o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é muito raro.
Mas, quando existe não precisa de códigos verbais
para se manifestar.
Existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que as
pessoas deixaram de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido
a respeito dos mesmos fatos que
impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro
com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com,
Não é sentir contra,
Nem sentir para,
Nem sentir por,
Nem sentir pelo.
Sentir com,
é não ter necessidade de explicar o que está sentindo,
é olhar e perceber.
É mais calar do que falar ou, quando é falar,
jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio,
tanto nas possibilidades exercidas quanto das
impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que
parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas
ou tiradas pela vida .
resistem ao tempo e ao depois.
A afinidade não é o mais brilhante,
mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente também.
Não importa o tempo, a ausência,
os adiamentos, as distâncias, as
impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa,
o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é muito raro.
Mas, quando existe não precisa de códigos verbais
para se manifestar.
Existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que as
pessoas deixaram de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido
a respeito dos mesmos fatos que
impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro
com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com,
Não é sentir contra,
Nem sentir para,
Nem sentir por,
Nem sentir pelo.
Sentir com,
é não ter necessidade de explicar o que está sentindo,
é olhar e perceber.
É mais calar do que falar ou, quando é falar,
jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio,
tanto nas possibilidades exercidas quanto das
impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que
parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas
ou tiradas pela vida .
domingo, 13 de julho de 2008
Coisas que a vida ensina depois dos 30
Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados a terra por Deus para mostrar ao
homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos tornam mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças à cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem
portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une facções, destrói
preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor! E é certo... Quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente.
BOM FINAL DE SEMANA
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados a terra por Deus para mostrar ao
homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos tornam mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças à cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem
portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une facções, destrói
preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor! E é certo... Quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente.
BOM FINAL DE SEMANA
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Quem Namora
Quem namora agrada a Deus.
Namorar é a forma bonita de viver um amor.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro.
Namora, quem se embeleza em estado de amor
A pele melhora, o olhar com brilho de manhã.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar, mas espera,
quem se sacode de taquicardia e timidez diante da paixão.
quem ri por bobagem, quem entra em estado de música,
quem sente frios e calores nas horas menos recomendáveis.
Namorados que se prezam tem a sua música.
E não temem se derreter quando ela toca.
Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro, morderem o mesmo pastel, dividir a empada, beber no mesmo copo.
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija de mil maneiras e sabe cada pedaço e gostinho da boca amada.
Beijo de roçar, beijo fundo, inteirão, os molhados, os de língua, beijo na testa, beijo livre como o pensamento, beijo na hora certa e no lugar desejado.
Sem medo nem preconceito.
Beijo na face, na nuca e aquele especial atrás da orelha no lugar que só ele ou ela conhece.
Namora, quem começa a ver muito mais no mesmo lugar
que sempre viu e jamais reparou.
Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus, tudo fica mais fácil para quem sabe de verdade o que é namorar.
Por isso só namora quem se descobre dono de um lindo amor,
tecido do melhor de si mesmo e do outro.
Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado.
Namora, quem diz: "Precisamos muito conversar";
e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais.
Namora, quem fala da infância e da fazenda das férias, quem aguarda com aflição, o telefone tocar e dá um salto para atendê-lo antes mesmo do primeiro trim.
Namora quem namora, quem à toa chora, quem rememora, quem comemora datas que o outro esqueceu.
Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e de parque de diversões.
Namora quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar.
Namorar é a forma bonita de viver um amor.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro.
Namora, quem se embeleza em estado de amor
A pele melhora, o olhar com brilho de manhã.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar, mas espera,
quem se sacode de taquicardia e timidez diante da paixão.
quem ri por bobagem, quem entra em estado de música,
quem sente frios e calores nas horas menos recomendáveis.
Namorados que se prezam tem a sua música.
E não temem se derreter quando ela toca.
Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro, morderem o mesmo pastel, dividir a empada, beber no mesmo copo.
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija de mil maneiras e sabe cada pedaço e gostinho da boca amada.
Beijo de roçar, beijo fundo, inteirão, os molhados, os de língua, beijo na testa, beijo livre como o pensamento, beijo na hora certa e no lugar desejado.
Sem medo nem preconceito.
Beijo na face, na nuca e aquele especial atrás da orelha no lugar que só ele ou ela conhece.
Namora, quem começa a ver muito mais no mesmo lugar
que sempre viu e jamais reparou.
Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus, tudo fica mais fácil para quem sabe de verdade o que é namorar.
Por isso só namora quem se descobre dono de um lindo amor,
tecido do melhor de si mesmo e do outro.
Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado.
Namora, quem diz: "Precisamos muito conversar";
e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais.
Namora, quem fala da infância e da fazenda das férias, quem aguarda com aflição, o telefone tocar e dá um salto para atendê-lo antes mesmo do primeiro trim.
Namora quem namora, quem à toa chora, quem rememora, quem comemora datas que o outro esqueceu.
Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e de parque de diversões.
Namora quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
A DOR DO AMOR QUE SE ACABA
Todo casamento que "acaba" já se acabara muito antes. O amor é um sentimento tão forte que, até para admitir o seu término, precisa de tempo.
Quando algo estoura ou vem à tona é porque de há muito borbulhava, subterrâneo.
Aceitar que o amor acabou é tão difícil como admitir a sua existência!
Fico a pensar nos quilômetros de discussões com as quais milhares de casais disfarçam o amor que começa a terminar, ou já morreu e começa a tresandar.
Penso na dor sorrateira e covarde do amor que começa a acabar.
Penso no sentimento de perda que se instala até nas relações que se tornam frias e distantes.
Sofro por pessoas que estão trilhando o doloroso caminho da descoberta dos impasses com o ser amado; as que estão descobrindo defeitos, desencontros, impossibilidades de encaixes e de suplementação nas relações.
Penso nos que estão tentando gostar, já não mais conseguindo.
Compadeço-me dos que colocam flores e esparadrapo na própria decepção ou no cansaço de suas relações rotinizadas, robotizadas, endurecidas, cristalizadas, congeladas.
A dor do amor que não se realizou gera doloroso sentimento de perda.
A perda prescinde do amor.
Até onde este não mais existe, ela dói e machuca.
O sentimento de perda transcende o amor.
Talvez seja até maior, como sentimento, que o amor, pois o sentimento de perda perdura, a despeito de haver acabado.
Sente-se a perda da pessoa a quem se amou e sente-se a perda do amor.
O que dói no amor que termina não é o fato de ter acabado.
Nesse sentido é até alívio.
Dói o fracasso do que poderia ter sido;os cacos do que, mal ou bem, foi construído em comum; é a contemplação da morte através da verificação da existência de uma pessoa em nós e no outro que já não existe, que mudou, transformou-se e cresceu ou apodreceu e piorou.
A gradativa aceitação da inexistência do amor é ferrugem existencial difícil de ser aceita.
Por isso o amor passado é dotado de muitas caras e, para se proteger dessa ferrugem, admite crescer em outras direções, igualmente prazenteiras: a da amizade, do carinho,da compreensão.
Talvez.
Quando algo estoura ou vem à tona é porque de há muito borbulhava, subterrâneo.
Aceitar que o amor acabou é tão difícil como admitir a sua existência!
Fico a pensar nos quilômetros de discussões com as quais milhares de casais disfarçam o amor que começa a terminar, ou já morreu e começa a tresandar.
Penso na dor sorrateira e covarde do amor que começa a acabar.
Penso no sentimento de perda que se instala até nas relações que se tornam frias e distantes.
Sofro por pessoas que estão trilhando o doloroso caminho da descoberta dos impasses com o ser amado; as que estão descobrindo defeitos, desencontros, impossibilidades de encaixes e de suplementação nas relações.
Penso nos que estão tentando gostar, já não mais conseguindo.
Compadeço-me dos que colocam flores e esparadrapo na própria decepção ou no cansaço de suas relações rotinizadas, robotizadas, endurecidas, cristalizadas, congeladas.
A dor do amor que não se realizou gera doloroso sentimento de perda.
A perda prescinde do amor.
Até onde este não mais existe, ela dói e machuca.
O sentimento de perda transcende o amor.
Talvez seja até maior, como sentimento, que o amor, pois o sentimento de perda perdura, a despeito de haver acabado.
Sente-se a perda da pessoa a quem se amou e sente-se a perda do amor.
O que dói no amor que termina não é o fato de ter acabado.
Nesse sentido é até alívio.
Dói o fracasso do que poderia ter sido;os cacos do que, mal ou bem, foi construído em comum; é a contemplação da morte através da verificação da existência de uma pessoa em nós e no outro que já não existe, que mudou, transformou-se e cresceu ou apodreceu e piorou.
A gradativa aceitação da inexistência do amor é ferrugem existencial difícil de ser aceita.
Por isso o amor passado é dotado de muitas caras e, para se proteger dessa ferrugem, admite crescer em outras direções, igualmente prazenteiras: a da amizade, do carinho,da compreensão.
Talvez.
Ter Ou Não Ter Namorado
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de sí mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo, mesmo assim pode não ter nenhnum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduiche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor a mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinicius de Morais ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobrir a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d´água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado é porque não descobriu que o amor é alegre e vive pesando duzentos quilos de grilos e medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de conto de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo, mesmo assim pode não ter nenhnum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduiche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor a mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinicius de Morais ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobrir a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d´água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado é porque não descobriu que o amor é alegre e vive pesando duzentos quilos de grilos e medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de conto de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
AFINIDADE
Não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no momento onde foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real, do subjetivo sobre o objetivo, do permanente sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas, quando ela existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Ela existe antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.
Afinidade é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem, sensibilizam.
Afinidade é receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com... Nem sentir contra, nem sentir para...
Sentir com é não ter necessidade de explicação do que se está sentindo. É olhar e perceber.
Afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Pode existir a quilômetros de distância, mas é adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Afinidade é retomar a relação no tempo em que parou, porque ele (o tempo) e ela (a separação) nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo, para que a maturação pudesse ocorrer.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no momento onde foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real, do subjetivo sobre o objetivo, do permanente sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas, quando ela existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Ela existe antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.
Afinidade é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem, sensibilizam.
Afinidade é receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com... Nem sentir contra, nem sentir para...
Sentir com é não ter necessidade de explicação do que se está sentindo. É olhar e perceber.
Afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Pode existir a quilômetros de distância, mas é adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Afinidade é retomar a relação no tempo em que parou, porque ele (o tempo) e ela (a separação) nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo, para que a maturação pudesse ocorrer.
terça-feira, 20 de maio de 2008
QUEM É AMIGO?
Amigo é quem, conhecido ou não, vivo ou morto, nos faz pensar, agir ou se comportar no melhor
de nós mesmos.
É quem potencializa esse material.
Não digo que laboremos sempre no pior de nós mesmos (algumas pessoas, sim)
mas nem sempre podemos ser integrais para operar no melhor de nós.
Há que contar com algum elemento propiciador,
uma afinidade, empatia, amor,
um pouco de tudo isso.
E sempre que agimos no melhor de nós mesmos, melhoramos, é a mais terapêutica das atitudes,
a mais catártica e a mais recompensadora.
Esta é a verdadeira amizade, a que transcende
os encontros, os conhecimentos, o passado em comum, aventuras da juventude vividas junto.
Um escritor ou compositor morto há mais de
cem anos pode ser o seu maior amigo.
Esse conceito de amizade, transcende
aquele outro mais comum:
a de que amigo é alguém com quem temos afinidade,
alguma forma de amor não sexual, alguém com quem podemos contar no infortúnio, na tristeza,
pobreza, doença ou desconsolo.
Claro que isso é também amizade, mas o sentido profundo desse sentimento desafiador chamado amizade é proveniente de pessoas, conhecidas ou não, distantes ou próximas, que nos levam
ao melhor de nós.
E o que é o melhor de nós? É algo que todos temos, em estado latente ou patente,
desenvolvido ou atrofiado.Mas temos.
E certas pessoas conseguem o milagre de potencializar esse melhor.
Sentimo-nos, então, fundamente gratos e de certa maneira orgulhosos (no bom sentido da palavra)
por poder exercitar o que temos de melhor.
Este melhor de nós contém sentimentos, palavras, talentos guardados, bondades exercidas ou não.
Amar, ao contrário do que se pensa,
não perturba a visão que se tem do outro.
Ao contrário, aguça-a, aprofunda-a, aprimora-a.
Faz-nos ver melhor.
Também assim é a amizade, forma de especial
amor, capaz de ampliar a lucidez e
os modos generosos e compreensivos de ver, sentir, perceber o outro e sobretudo -se possível- potencializar os seus melhores ângulos e sentimentos.
Somos todos seres carentes de ser vistos e considerados pelo melhor de nós.
A trivialidade, a superficialidade, as disputas inconscientes, a inveja, a onipotência, a doença da auto-referência faz a maioria das pessoas
transformar-se em vítimas do
próprio olhar restritivo.
E o olhar restritivo é sempre fruto da projeção
que fazem (fazemos) nos demais,
de problemas e partes que são nossas e
não queremos ver.
E quantas vezes isso acontece entre pessoas
que se dizem amigas.
Essas pessoas (que se dizem amigas),
ignoram certas descobertas do velho Dr. Freud e através de chistes passam o tempo a gozar o "amigo",
alardeando intimidade (onde às vezes há inveja)
como prova de amizade.
O que não é. Mesmo quando é...
Se se quiser medir o tamanho de uma amizade, meça-se a capacidade de perceber, sentir e potencializar o melhor do outro,
porque somente essa atitude fará dele uma pessoa cada vez melhor e por isso merecedora da
amizade que se lhe dedica.
de nós mesmos.
É quem potencializa esse material.
Não digo que laboremos sempre no pior de nós mesmos (algumas pessoas, sim)
mas nem sempre podemos ser integrais para operar no melhor de nós.
Há que contar com algum elemento propiciador,
uma afinidade, empatia, amor,
um pouco de tudo isso.
E sempre que agimos no melhor de nós mesmos, melhoramos, é a mais terapêutica das atitudes,
a mais catártica e a mais recompensadora.
Esta é a verdadeira amizade, a que transcende
os encontros, os conhecimentos, o passado em comum, aventuras da juventude vividas junto.
Um escritor ou compositor morto há mais de
cem anos pode ser o seu maior amigo.
Esse conceito de amizade, transcende
aquele outro mais comum:
a de que amigo é alguém com quem temos afinidade,
alguma forma de amor não sexual, alguém com quem podemos contar no infortúnio, na tristeza,
pobreza, doença ou desconsolo.
Claro que isso é também amizade, mas o sentido profundo desse sentimento desafiador chamado amizade é proveniente de pessoas, conhecidas ou não, distantes ou próximas, que nos levam
ao melhor de nós.
E o que é o melhor de nós? É algo que todos temos, em estado latente ou patente,
desenvolvido ou atrofiado.Mas temos.
E certas pessoas conseguem o milagre de potencializar esse melhor.
Sentimo-nos, então, fundamente gratos e de certa maneira orgulhosos (no bom sentido da palavra)
por poder exercitar o que temos de melhor.
Este melhor de nós contém sentimentos, palavras, talentos guardados, bondades exercidas ou não.
Amar, ao contrário do que se pensa,
não perturba a visão que se tem do outro.
Ao contrário, aguça-a, aprofunda-a, aprimora-a.
Faz-nos ver melhor.
Também assim é a amizade, forma de especial
amor, capaz de ampliar a lucidez e
os modos generosos e compreensivos de ver, sentir, perceber o outro e sobretudo -se possível- potencializar os seus melhores ângulos e sentimentos.
Somos todos seres carentes de ser vistos e considerados pelo melhor de nós.
A trivialidade, a superficialidade, as disputas inconscientes, a inveja, a onipotência, a doença da auto-referência faz a maioria das pessoas
transformar-se em vítimas do
próprio olhar restritivo.
E o olhar restritivo é sempre fruto da projeção
que fazem (fazemos) nos demais,
de problemas e partes que são nossas e
não queremos ver.
E quantas vezes isso acontece entre pessoas
que se dizem amigas.
Essas pessoas (que se dizem amigas),
ignoram certas descobertas do velho Dr. Freud e através de chistes passam o tempo a gozar o "amigo",
alardeando intimidade (onde às vezes há inveja)
como prova de amizade.
O que não é. Mesmo quando é...
Se se quiser medir o tamanho de uma amizade, meça-se a capacidade de perceber, sentir e potencializar o melhor do outro,
porque somente essa atitude fará dele uma pessoa cada vez melhor e por isso merecedora da
amizade que se lhe dedica.
Subscrever:
Mensagens (Atom)