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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Balança

Tudo na vida tem seus opostos, e neles,

há-de se saber pesar.

A razão versus emoção,

A mentira versus a verdade,

A fraqueza versus o poder,

O medo versus a coragem,

A tristeza versus a alegria,

O ódio versus o Amor...

etc...etc...etc...

Nossa vida é uma balança instável;

e podemos pender para qualquer lado.

E no meio, há exatamente

o que pode nos mostrar

o caminho certo.

A nossa

ALMA.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Amo!

Não há espaço para nós!
Estamos presos entre
a minha liberdade de ser só
e a tua cela de dependências.
Temos quase tanto tempo de vida,
porém, ainda tenho sonhos de um dia,
viver em uma mesma cela.
Impregnada de amor,
de companheirismo,
de partilhas. Uma família.
Talvez não sejamos de outras vidas,
ou somos, mas não as almas gêmeas
que tanto falávamos.
Quem sabe, tivemos sim, já convivido
uma amizade, uma fraternidade,
ou um belo romance.
Seriam esses, os fragmentos que
sentimos, que acreditamos um dia,
fosse um amor inacabado, que pudesse
nesta vida continuar até findar-se.
Meu instinto dizia que não.
Eu amo, realmente amo com toda
a minha alma. Amo há muito...
Alguém com quem me senti forte
quando eu mais precisava de força,
que desmembrei de mim o tudo que
eu poderia oferecer.
Alguém com quem criei fantasias
jamais imagináveis, que despertou-me
libidos jamais sentidos.
Alguém tão distante, que me fez sentir
dissabores das dúvidas, certezas
repentinas, dores...
E ao mesmo tempo, me fez sentir amada.
Eu amo, realmente amo com todo
o sangue que corre pelo meu corpo.
Amor esse, que permaneceu encubado,
adormecido, mas sempre vivo.
Tentei desvencilhar-me, esquecer,
desacreditar nesse sentimento
que nasceu num repente de coincidências.
As lembranças nunca foram esquecidas,
os momentos nunca feneceram,
as imagens nunca se apagaram,
a voz nunca se calou, sempre a balbuciar
nas minhas noites de solidão, de saudade.
Ressucitavam a cada sonho, a cada noite,
a cada dia de longos e sofridos meses.
Perdoe-me às vezes em que eu disse -Eu te amo-.
Perdoe-me tantas vezes em que te fiz acreditar
que fomos feito um para o outro.
Perdoe-me se menti para mim mesma, tentando
fazer-te acreditar no que não existia.
Nas vezes em que disse que meus sonhos
estavam em ti, quando na verdade,
estavam bem além do meu alcance.
Perdoe-me porque eu amo!
Perdoe-me!
Porque eu amo incondicionalmente!

sábado, 8 de novembro de 2008

Vá-te

Feche a porta,
e esqueça que um dia,
fostes tu a querer
por ela entrar.
Vá-te
já não importa
a companhia
que te deu prazer
conjugando o verbo amar.
Vá-te de uma vez,
és livre feito
gaivota sobre o mar.
Pegue a tua insensatez,
que é de todo teu direito
e não ouse mais voltar.
Vá-te em definitivo,
leva contigo os meus restos...
Já de mim não és cativo;
como nunca fostes honesto.
Vá-te daqui, desapareça!
Carregue todas as lembranças;
vá-te, antes que escureça,
deixa-me a solidão como herança.
Leva contigo os rios,
aqueles em que me banhaste;
esqueça-me no profundo vazio
junto ás mentiras que regastes.
Vá-te enfim, para qualquer lugar!
Leve também os restos do meu amor.
Já não os quero comigo carregar,
são teus, estão ao teu dispor.
Vá-te!
Vá-te!
Vá-te!
Apague as luzes,
tranque a porta,
leve dos meus olhos todas matizes;
apagaram, já não importa.
Nem há-de ouvir a minha voz,
calou-se nesta madrugada fria.
As lágrimas em foz,
misturam-se no leito, a sangria.
Vá-te, deixa-me desfalecer!
O cansaço se fez manta aquecida;
enquanto murmuro a despedida
e adormeço tentando te esquecer.
Vá-te! Adeus!

sábado, 18 de outubro de 2008

Dói

Dói!
Ai, como dói a partida.
Dói demais ter de afastar-me,
quando mais perto ficar eu queria.
Não houve opções;
é preciso a despedida.
Dói!
Dói ter de as lembranças
levar na bagagem;
dói segurar no peito
os fantasmas do medo.
Todas as noites,
atormentando
os pensamentos.
Dói ter de seguir viagem.
Dói ter de ver a terra
sumindo dos pés,
Ter de deixar rastos
de uma vida inteira.
Dói a incerteza,
a insegurança,
não importa a dimensão
dos sentimentos.
Foi um amontoado!
O coração, a vida,
as portas fechadas
que me mantinham trancada.
As abdicações que
me podaram!
Dói!
Mas não posso ficar...
Não quero reprises da vida.
Quero sim, a continuação.
Recarregar energias,
criar, inventar, amar...
Principalmente amar.
Seja aqui, ou em qualquer lugar.
Com pele, ou pensamento,
apenas amar.
Estamos com medo,
foi tudo tão de repente,
tudo tão encantado...
Que temos medo, até mesmo,
de um primeiro contato.
Medo de explodir?
De abolir todas as restrições?
Medo de andar a frente da hora?
Dói!
Dói essa partida, mas enfim,
não há alternativa.
Eu quero a vida, eu te quero,
sem medos e incertezas.
Me resta dizer apenas...
Eu te espero.
Dói,
mas eu preciso.
Não é o fim;
quem sabe, o recomeço
de nossa vida,
nova vida.
Dói essa minha despedida.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Solidão! Noite em vão

Pensamentos perdidos na rua escura;
becos sombrios gemem a total solidão.
Sentimentos soltos vagam na loucura,
levando sonhos à profunda escuridão.



Na selva de pedra fria e assustadora
o medo é tomado por ohos arregalados.
Acobertada pela névoa, a lua impostora
disfarça a sua pureza aos enganados.



Luzes de neon indicando a perversão;
anfitriãs mascaradas esperam a presa.
Hipnotizam como sereia e sua canção,
sangrando aqueles que não tem defesa.



Nas janelas, as sombras desconhecidas
vagam olhares sem saber o que buscar.
São almas tristes, confusas e perdidas,
sufocadas pela dor que as fazem sangrar.



O vento invade o quarto feito açoite
e tortura o corpo fraco já arrefecido.
E vai embora, ainda enquanto é noite,
largando flagelado um sonho fenecido.



E no último suspiro, a vaga lembrança:
Um céu azul e uma gaivota que revoava;
a correr na areia, uma menina de trança.
E no fechar dos olhos, alí, tudo acabava.



Fez-se na face, um rio de lágrimas salgadas!
O som da melodia foi aos poucos terminando.
Correm as horas sem rumo, mas apressadas;
O dia, cinzento e nublado começou chorando.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Meu namorado

Ah! Meu namorado, é alguém muito especial.
Trás na alma de criança o amor de homem...
Meu amor por ele, já se tornou condicional,
e os seus versos, os meus sonhos consomem.

Meu namorado, tem cheiro de frescor matinal;
seus beijos, até parecem néctar das flores.
Suas mãos quando me tocam, tem algo especial,
E o olhar então, duas íris de todas as cores.

Meu namorado, é das palavras, todos os verbos;
sabe conjugar tempo e sujeito em doce poesia.
E quando compõe melodia, é único e soberbo...
Fez do meu corpo e alma, sua eterna moradia.

Ah! Meu namorado, é cândido, tal qual a lua;
é doce e gentil, menino-homem dono de mim...
Me pega no colo, me beija, me deixa nua!
Me faz mulher nas noites inteiras...sem fim.

Meu namorado, tem aquele sabor de...pecado;
que a gente come com gosto de quero mais...
As vezes, tem jeitinho assim, meio safado,
é meu deus do olimpo entre todos os mortais.

Meu namorado? Ah...Desculpem, não conto não!
Mas sou mulher completa do amor q'ele me dá.
E eu? Não resisti e entreguei-lhe o coração...
Porque não tarda, ao meu encontro ele virá.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Que Deus Permita...

Que não acabe toda a forma de energia,
e que haja ainda em mim o discernimento.
Que tire de mim a sensação de letargia;
e os dessabidos não me tomem julgamento.

Q'eu seja bem compreendida pelas atitudes,
porque apenas eu sei porque foram tomadas.
Pode não ser das minhas melhores virtudes,
porque só eu sei, sejam certas ou erradas.

Q'eu continue a ser eu, mesmo que em vão.
Apenas sigo o que vai na minha consciência.
Faço e sigo sempre o que diz meu coração,
E se de nada vale, serviu pela experiência.

Q'eu continue assim sem querer a perfeição.
Q'eu não deixe de errar, assim aprenderei.
Q'eu continue humilde, sem pensar na ambição!
Ser melhor ao me doar, eu prometo, tentarei.

Que minha palavra seja bem interpretada,
que possam ver minh'alma, antes de julgar!
Que se eu agir por vezes de forma errada,
que tentem entender e possam me perdoar.

Que Deus permita q'eu não venha a esmorecer,
Que em desatino, eu não perca a minha crença!
Que Deus permita q'eu não desista de viver...
Levando comigo o dissabor da indiferença.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Meu Namorado

Ah! Meu namorado, é alguém muito especial.
Trás na alma de criança o amor de homem...
Meu amor por ele, já se tornou condicional,
e os seus versos, os meus sonhos consomem.

Meu namorado, tem cheiro de frescor matinal;
seus beijos, até parecem néctar das flores.
Suas mãos quando me tocam, tem algo especial,
E o olhar então, duas íris de todas as cores.

Meu namorado, é das palavras, todos os verbos;
sabe conjugar tempo e sujeito em doce poesia.
E quando compõe melodia, é único e soberbo...
Fez do meu corpo e alma, sua eterna moradia.

Ah! Meu namorado, é cândido, tal qual a lua;
é doce e gentil, menino-homem dono de mim...
Me pega no colo, me beija, me deixa nua!
Me faz mulher nas noites inteiras...sem fim.

Meu namorado, tem aquele sabor de...pecado;
que a gente come com gosto de quero mais...
As vezes, tem jeitinho assim, meio safado,
é meu deus do olimpo entre todos os mortais.

Meu namorado? Ah...Desculpem, não conto não!
Mas sou mulher completa do amor q'ele me dá.
E eu? Não resisti e entreguei-lhe o coração...
Porque não tarda, ao meu encontro ele virá.

domingo, 8 de junho de 2008

Vem Ninar

Vem ninar em meus braços!
Senta aqui em meu colo...
Faço dos braços um laço
e em meu ombro te consolo.


Deixa-me alisar-te o cabelo,
esculpir nos dedos teu rosto.
Dizer-te o quanto tu és belo
e o quanto de ti eu gosto.


Sentir-te do mundo protegido
e livre de todos os pesadelos...
Teu respirar quase adormecido
num sorriso sereno e singelo.


Sonha meu amor, sonha feliz.
São nesses sonhos que vivemos.
Não há uma manhã fria e gris...
Existe apenas o que queremos.


Meu corpo sempre te aquecerá.
Não temas, aqui sempre estarei;
um anjo, o nosso amor bendirá
e por tua felicidade tudo farei...


Sonhe meu doce e eterno amor.
Eu adormeço agora junto de ti
Não tarda, desponte outro alvor
com o suave beijo de um colibri.

Momentos de Oração

Hoje venho nesse momento
elevando as mãos ao Senhor
pedindo um doce alento
que amenize a nossa dor.

Que nos faça manter a esperança
de nunca da vida desistir
cultive em nós a confiança
e forças para prosseguir.

Peço para todos os amigos
saúde, paz, amor e felicidade
e também pelos "inimigos"
que lhes germinem a bondade

Que nunca nos falte o sentimento
de amor na alma e no coração
e sempre que for o momento
abramos as portas do perdão.

Quero a todos desejar
o que a mim eu sempre peço
E por hora vou terminar...
Com um Amém eu me despeço.




Muitos de nossos amigos e amigas, hoje, passam por momentos difíceis não importa a situação.

Por isso, é sempre bom, recorrer ao nosso Pai, para que Ele sempre nos abençoe com sua divindade.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Detalhes

Naquela noite exalei o perfume
da dama da noite, exótica flor
tal qual intenso e altivo lume
que mata o frio com o seu calor

Aconteceu naquele exato momento
um jogo de palavras conjugadas
acabou-se alí todo o meu tormento
das tantas noites tão enfadadas.

Apenas um detalhe coerente
um odor nunca antes sentido
deu-me os versos de presente
num segundo nobre e comedido.

Expressei sentidos sobre cores
E até o paladar eu cogitei
Mas o perfume que há nas flores
Em momento algum eu imaginei.

E veio a dama da noite formosa
a meia noite com toda sua beleza
vive bem menos que uma delicada rosa
nada mais que um detalhe da natureza.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

QUERO-TE A CADA DIA

Despertei e já o tinha em meu amanhecer.
O sol deu-me um bom dia e senti o teu calor...
E a brisa mansa, carregada desse alvorecer,
Fez-me lembrar da nossa noite de amor.

Trouxe a doce lembrança daquele beijo
recheado de caricias de tuas mãos na pele nua,
percorrendo todos os meus caminhos de desejo,
tornando-me mais mulher e apenas tua.

Ternos sussurros maliciosos e excitantes,
divagaram fantasias em nossa cumplicidade;
nossos corpos que se enroscaram delirantes
arrancando de nós dias e dias de saudade.

Entre tu e eu, não há mares nem horizontes,
apenas o tempo que nos aguarda mansamente.
Nos guardamos um ao outro como puras fontes,
nascentes cristalinas que brotam mutuamente.

É a vida que nos brinda dia-a-dia com amor,
quando juntos, nossos sonhos realizamos.
Sem dúvidas, sem tristezas, sem nenhum temor,
apenas os belos momentos que nós conquistamos.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A nossa procura?

Procurastes pela casa?
Ah..sentistes o cheirinho na cozinha...
Bife a rolé, bem cozidinho
em molho bem vermelhinho...
Um barulho no corredor e...
O quarto estava vazio,
apenas com a lembrança
daquele beijo que roubara.
Uma voz de criança?
Será ela a te chamar?
Vestida de bailarina,
enfeitada no cabelo, uma tiara...
Cuidado para não tropeçar
nas bonecas pelo chão espalhadas...
Brincamos no jardim
quase que o dia inteiro.
Acabamos as duas bem cansadas...
E adivinha o que fez a dona Yasmim
ao ver os bombons na mesa?
Fez cara feia. Não era brigadeiro...
Mas não puxou o pai por nada...
Começou a abrir a caixa;
e adivinhe meu amor...
Estava com a carinha toda lambuzada...
E agora de banho tomado e cheirosinha
Está ela agora tirando uma sonequinha.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ela

Ela descobriu em um doce olhar,
um sentido de vida e esperança;
ela encontrou em um doce versejar,
um amor bonito, resgatado da lembrança.

Ela sentiu naquela noite, um beijo,
que lhe trouxe de volta uma doce sensação;
ela reviveu um momento único de desejo,
que lhe embriagou a alma e o coração.

Ela não teme o momento a ser vivido,
outrora decepções lhe fizeram cautelar;
ela entregou o seu coração ferido,
à quem lhe ensina como é bom amar.

Um homem-menino, que lhe soube cativar,
lhe deu carinho, amor, respeito e atenção ;
é forte, é frágil, sabe bem com ela lidar,
e a cada dia, lhe prende mais o coração.

Sempre que desperta, tem um beijo roubado,
pinta o seu dia com cores de aquarela;
a espera que a noitinha, venha o seu amado,
com beijos e abraços completar o dia dela.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Entrega

Eu queria te encontrar, assim, em qualquer lugar;
dizer que me apaixonei quando teus lábios beijei.
Que fico desnorteada se fico só na madrugada
esperando o despertar e por ti aqui a esperar.

Eu queria te dizer que hoje, ao amanhecer,
o sol apareceu radiante, ofuscou feito diamante.
Que penso em ti o dia inteiro, nesse teu jeito faceiro,
carregadinho de carinho que sobrou de nosso ninho.

Eu queria te escutar bem pertinho a sussurrar;
sentir teu beijo quente, o teu toque indecente;
ou ficar só te olhando, em teu colo escorregando
p'ra poder te abraçar e nunca mais te desgrudar.

Eu queria só nós dois, sem pensar se há depois;
viver o nosso instante a cada dia mais constante.
Não ter mais de chorar quando precisar se ausentar,
e saber que irá voltar e p'ros meus braços se entregar.

Ah! meu amado, amado meu, que em tua alma me acolheu;
que esse viver seja verdade, nossa nova realidade.
Tenho tanto amor p'ra dar e se me queres mesmo aceitar,
tens-me toda em tua mão...Alma, vida e o coração.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Falsa Realidade

Se por acaso não me ouvires mais,
tente buscar minha voz na escuridão
fria do abismo cheio de cinzais;
Ou quem sabe, nas profundezas
de um mar revolto de indignação,
que afoga todas as belezas
que teimam em brilhar na solidão.
Busque talvez, na noite fria e calada
que morre com o açoite dos ventos
ou na quietude fugaz da madrugada,
rainha poderosa dos lamentos.
Quem sabe o tristonho pôr-do-sol
indique com seus raios de "clareza"
onde é que canta o rouxinol,
sua exausta angústia e tristeza.
Se teimares em querer me ouvir,
não te canses na longa procura;
deixe o sentimento d'alma fluir,
terás sorte se houver doçura
no meio das asas, que já não voam
em busca de um porto seguro...
Os meus trinares apenas ressoam
fracassadas revoadas rumo ao futuro.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Falsa Realidade

Se por acaso não me ouvires mais,
tente buscar minha voz na escuridão
fria do abismo cheio de cinzais;
Ou quem sabe, nas profundezas
de um mar revolto de indignação,
que afoga todas as belezas
que teimam em brilhar na solidão.
Busque talvez, na noite fria e calada
que morre com o açoite dos ventos
ou na quietude fugaz da madrugada,
rainha poderosa dos lamentos.
Quem sabe o tristonho pôr-do-sol
indique com seus raios de "clareza"
onde é que canta o rouxinol,
sua exausta angústia e tristeza.
Se teimares em querer me ouvir,
não te canses na longa procura;
deixe o sentimento d'alma fluir,
terás sorte se houver doçura
no meio das asas, que já não voam
em busca de um porto seguro...
Os meus trinares apenas ressoam
fracassadas revoadas rumo ao futuro.

terça-feira, 25 de março de 2008

Sou Mulher

Sou mulher sim,
senhora de um homem só.
Não desafio ninguém, mas a vida em mim.
Não sou rainha, mas tenho o meu rei.
Ele me trata como donzela
o dono que sempre esperei.
O meu homem me cobre de amor
nas noites em que o frio quer açoitar,
Usa o corpo de meu cobertor,
e a minha vontade sabe esperar.
Claro;
Sou mulher,
Gosto de como ele chega faceiro,
trazendo presentes de todos os tipos...
flores, bilhetes de amor e até brigadeiro;
me abraça por trás, sentindo meu cheiro,
me carrega nos braços,
me enche de abraços
me beija na boca com tanta vontade
que tira-me o fôlego...e da realidade.
Mas é claro;
Sou Mulher,
Que lhe enche de amor
na hora do banho de espuma
que prepara o jantar,
que adoça a boca;
não sou qualquer uma...
é claro;
Sou Mulher,
A pegá-lo na mão, levá-lo p'ra cama
fazer daquele corpo o meu corrimão.
O faço gemer e dizer que me ama
tiro-lhe o fôlego de plena exaustão.
Porque?
Sou Mulher,
Aquela que o espera todos os dias,
que não é submissa, mas sabe entregar-se
sou dama da corte, até baronesa,
rainha, escrava, sou cama e mesa.
Porque sou Mulher,
sou dele como nasci, nua,
nos desejos e no sossego;
nas dores, ele tem minhas lágrimas,
nas alegrias também, de felicidade;
sou aquela que vim tornar os sonhos
na mais doce realidade.
Sou de todas elas a prometida
que suportou calada o destino
para tê-lo por inteiro nessa vida.
Sou aquela semente que tanto cultivou
para que a flor pudesse possuir.
Sou pétala a pétala aquela que desejou,
para tornar-me hoje no que sou...
senhora de um homem só...
MULHER