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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Estro perdido

Quem por aí achar um estro perdido,
Me avise, por favor, que irei buscá-lo;
Pois deve ser o meu, que anda sumido,
Feito algo que foge pelo ralo.

Ele é fácil de ser reconhecido,
Basta vê-lo e ouvi-lo e, assim, de estalo,
O jeitão e a voz desse bandido
Vai logo denunciar de quem eu falo:

A sua timidez é inconfundível,
O seu cantar nem sempre é afinado
E quando escreve tem o verso horrível...

Mas mesmo assim eu quero esse baldado
Que sabia prender o meu amor...
Sem o qual eu me afogo em tanta dor!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Aquele que Jesus amava

A gente normalmente já acredita,
ou é levado sempre a acreditar,
ser ele, o próprio João, a alma bendita,
que o Evangelho insiste em declarar:

O “que Jesus amava”, mas não cita
quem seja esse ser em algum lugar.
Contudo, hoje ouvi outra bonita
e diferente forma de julgar:

“Aquele que Jesus amava” e ainda
ama, por certo, pois ressuscitado,
tem por missão amar de forma linda,

bem pode ser qualquer de nós, porque
seu grande amor jamais foi indicado.
E, assim, posso ser eu, ou... ser você!

sábado, 14 de março de 2009

Amor e Perdão

Se de verdade alguém quiser amar,
Tem uma condição a ser cumprida:
Há que aprender com afinco a perdoar,
Agora e amanhã; por toda a vida!



Pois sem perdão, não pára de sangrar
O nosso amor... tal qual mortal ferida,
Que faz o pobre coração parar,
À míngua dos que o podem dar guarida...



Perdão e amor nos lembram os siameses,
Igual nos mostra a vida tantas vezes...
Se um dos irmãos padece, é sempre horrível,



Porque o outro sofre muito, igualmente;
E se o perdão morrer... é infalível,
Que a morte para o amor é evidente!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Mulher

Repare na beleza que é um pôr-do-sol,
Compare com o esplendor que é uma lua cheia;
Olhe pro vale quando a névoa é um lençol
Maravilhoso, que embranquece toda a aldeia...

Mire pras cores que ornamentam o arrebol,
Ou as flores cuja graça o jardim recheia;
Ouça o cantar mavioso de algum rouxinol...
Note os milhões de estrelas, como grãos de areia...

É incrível a quantidade dessas maravilhas
Que o Criador nos deu apenas por amor,
Somente por imenso afeto aos filhos seus!

E tudo, sem falar no encanto das famílias
E em quem por elas dá inteiro o seu labor:
Mulher! Essa obra-prima de nosso Bom Deus!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Compaixão

Tão só, morrendo na cidade imensa
E indiferente ao pranto de quem chora,
De meu amor me lembro a toda hora
E aos céus imploro por sua presença.

A nostalgia atroz que me devora
É um lento sufocar de minha crença,
Mas, ó meu Deus! Não deixes que a sentença
Da morte prematura venha agora!

Nem deixes que eu me vá, sem abraçá-la...
Quero provar primeiro o seu amor
E extravasar do peito este vulcão!

Depois, querendo, o meu gênio cala...
Irei feliz e sem nenhum rancor,
Pois não terei passado a vida em vão!